segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

A Aplicação Das Plantas na Medicina Sucos

A Aplicação Das Plantas na Medicina Sucos

2. Sucos
Se os chás são benéficos, muito mais o são os sucos crus das ervas.
Infelizmente, nem sempre podemos obtê-las frescas. A estação do ano ou o lugar em que moramos muitas vezes só nos permitem obter inúmeras delas em estado seco, da provisão que temos em casa ou da ervanaria.
Mas, sempre que possível, devemos usá-las frescas.
O suco se obtém facilmente triturando as ervas com um pilão ou moendo-as na máquina de moer carne.
Passam-se, em seguida, por um coador.
A dosagem normal para os sucos é a seguinte:
Adultos: cinco gotas de suco em uma colher com água, de duas em duas horas; 10 a 15 anos: três gotas; infantes de 5 a 10 anos: duas .
gotas; crianças de 2 a 5 anos: uma gota; crianças de 1 a 2 anos: pinga-se uma gota de suco numa colher com água e dá-se só meia colher; crianças de seis meses a um ano: um quarto de colher.
Com a diminuição da idade, dimiwui-se a quantidade de suco, mas o intervalo no tomar o remédio convém que seja sempre o mesmo: de duas em duas horas.
Para facilitar ao leitor que muitas vezes não terá conta-gotas à mão, acrecentamos que, numa colherinha das de café, cabem mais ou menos 25 gotas.
Os sucos se preparam no próprio momento em que se tomam; nunca se espremem com antecedência.
3. Saladas
Ótimo resultado dá também o uso de ervas curativas em forma de saladas cruas.
Para este fim, só servem os brotos e as folhas tenras.
Diversos tipos de ervas misturados dão ainda melhor resultado.
Certas ervas têm um gosto muito forte.
Umas são amargas; outras são picantes.
Neste caso põe-se mais de uma qualidade ou mais de outra qualidade, na mistura.
Faça cada qual suas próprias experiências neste sentido, para ver o que lhe vai melhor. A experiência adquirida é quase sempre o melhor mestre. "In medicina plus valet experimentia quam ratio", disse Boglive.
Mas, advertimos outra vez, deve-se tomar muito cuidado para não apanhar, por engano, ervas venenosas.
Também aqui a experiência é essencial.
Ótimas saladas cruas podem preparar-se com as seguintes ervas: dente-de-leão, língua-de-boi, Iíngua-de-vaca, tanchagem, borragem, beldroega, salva, mil-em-rama, hortelã, cominho e muitas outras, apresentadas neste livro.
4. Sopas, guisados, etc.
Muitas ervas silvestres podem ser também preparadas em forma de sopas, ensopados, guisados, omeletes, virados, etc.
As refeições de ervas silvestres, além de salutares e nutritivas, têm a vantagem de ser baratas.
Nestes preparos, podem usar-se as mesmas ervas indicadas para "saladas", e muitas outras, segundo recomendar a experiência.
5. Xaropes
Muitas plantas conhecidas pelos seus efeitos peitorais, e usadas contra a tosse, a bronquite, e outras afecções das vias respiratórias, podem entrar no preparo de xaropes, que são medicamentos líquidos, viscosos, os quais se obtêm misturando certos sucos, decoctos ou macerados, meio a meio, com mel.
Prepara-se quente ou frio e toma-se às colheradas.
6. Banhos
As ervas também se prestam, com bons resultados, para uso externo, em forma de banhos de tronco, de assento, pedilúvios, etc.
O uso interno, em muitos casos, é grandemente ajudado quando acompanhado pelo uso externo.
Freqüentemente, o que um ataque simples não consegue, consegue-o um ataque duplo interno e externo contra a causa do mal.
Desta maneira se pode obter uma expulsão mais rápida e eficaz das substâncias venenosas, e conseqüentemente se apressa a cura.
A dosagem normal é de 500 a 1000 gramas de ervas para um balde d'água (30 a 60 gramas para um litro de água).
Cozem-se as ervas durante 20 a 40 minutos, coam-se e deita-se o decocto na água que vai ser usada para o banho.
É muito bom acrescentar plantas medicinais folhas de eucalipto, cavalinha, etc.
à água do banho de vapor, para tratar inúmeras enfermidades.
7. Cataplasmas
As cataplasmas se empregam de vários modos, a saber:
a. Ervas frescas, ao natural, podem aplicar-se diretamente à parte dolorida, inchada ou ferida.




b. Ervas secas em saquinhos, frias ou quentes, conforme o caso, usam-se para cãibras, nevralgias, dor de ouvido, etc.
c. Em forma de pasta.
Socam-se as plantas, formando uma papa que se coloca sobre o lugar dolorido, diretamente ou entre dois panos.
Quando não se tem ervas frescas para este fim, podem-se usar também ervas secas.
Neste caso se deita água fervendo em cima das ervas, numa vasilha, tanta quanta necessária for para formar uma pasta.
As cataplasmas têm efeito calmante sobre os inchaços, nevralgias, contusões, reumatismo, gota, furúnculos, supurações, etc.
No preparo das mesmas, não se devem usar colheres de metal, especialmente as de alpaca, mas sim de madeira, pois as primeiras poderiam provocar envenenamento se permanecessem durante muito tempo na massa.
d. Compressas.
Usam-se, para este fim, panos bem limpos, brancos, finos.
Cozinham-se as ervas em dose forte isto é, usa-se, para um litro de água, duas, três ou quatro vezes mais ervas que para um chá. Coa-se.
No cozimento mergulha-se o pano, torce-se bem e aplica-se sobre a parte dolorida.

8. Gargarejos
Prepara-se um chá por decocção de ervas medicinais. E, várias vezes por dia, preferivelmente de manhã, ao levantar-se, e de noite, antes de se deitar, enxàgua-se bem a garganta, gargarejando.

9. Inalações
Põem-se ervas medicinais em água, numa vasilha, a ferver.
Ao levantar fervura, aproveita-se o vapor, aspirando-o por meio de um funil de cartolina, previamente improvisado.
Quem quiser, poderá também fazer um funil próprio, duradouro, de folhas de zinco.
O cuidado que aqui se deve ter é o de não escaldar, porque o bafo da fervura é muito quente.

10. Lavagens
Prepara-se um chá de ervas medicinais.
Coa-se muito bem.
In-troduz-se então por via anal, vaginal ou uretral, conforme o caso, usando-se para este fim um irrigador com bico próprio ou uma seringa.
De preferência, deve-se injetar o líquido logo depois de o paciente ter evacuado ou urinado.
Para facilitar a retenção, por algum tempo, do líquido introduzido, enfaixa-se, apertando bem, as nádegas do paciente.
O que ainda ajuda a retenção é o paciente deitar-se de bruços se o líquido for injetado por via anal; e de costas se por outra via.
Para os enfermos que não podem locomover-se para o banheiro, deve-se ter, à mão, um recipiente como seja uma aparadeira (comadre) para receber o líquido em devolução, ao ser expelido.
Para adultos, a quantidade de líquido para uma lavagem intestinal é de dois litros.

11. Ungüentos
Podem também preparar-se ungüentos com certas plantas curativas.
Tomam-se diversas ervas frescas, como sejam: tanchagem, arnica, calêndula,
hipericão, bardana, etc., e trituram-se, misturadas, com um pilão,
ou passam-se pela máquina de moer carne.
O suco que se obtém, mistura-se à gordura vegetal, de coco ou amendoim,
ou à manteiga fresca.
Aquece-sé sobre o fogo até derreter. A isto pode-se ácréscentar um poúcó de
cera de àbelha, para formar ungüento mais espesso.

12. Azeites
Ao azeite também se podem misturar folhas, sementes e flores de ervas medicinais por exemplo: de camomila, hipericão, alfaze-má |Hpara se obter um bom ólefr curativo.
Tapa-se bem a garrafa que contenha a mistura e expõe-se diariamente ao sol, durante uns 15 dias.
Goa-se depois. O óleo assim preparado serve para diversos fins dé cura, internos e externos.



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