terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Classificação dos Vegetais

Classificação dos Vegetais

CLASSIFICAÇÃO DOS VEGETAIS
Ao conjunto das plantas de uma determinada região dá-se o nome de flora, e a ciência que estuda os vegetais ê a Botânica.
Há no mundo muitos milhares de plantas distintas, e precisamos classificá-las; do contrário, não poderemos reconhecer cada uma delas, dentro do tão grande número que existe.
Daí a necessidade de classificação.
Para entendermos melhor em que consiste o ato de classificar, suponhamos que alguém que esteja no exterior, queira enviar uma carta a um parente radicado em qualquer parte deste vasto país.
Faz, pois, indicações do mais geral para o mais particular: a nação (Brasil), o estado (S. Paulo), a cidade (Santos), o bairro (Ponta da Praia), a rua (???), o número do prédio, o número do apartamento, o código postal, o nome do indivíduo.
No reino vegetal, também recorremos a um processo de particula-rização crescente, classificando as plantas em grupos cada vez mais restritos.
Assim, o reino vegetal se subdivide em ramos, estes em classes, estas em ordens, estas em famílias, estas em gêneros, estes em espécies.
Quando caminhamos da espécie para o reino, vamos generalizando cada vez mais; e quando, ao contrário, caminhamos do reino para a espécie, vamos particularizando cada vez mais.
As diferentes espécies de plantas atualmente conhecidas, são estimadas em cerca de 350000.
Distribuem-se os vegetais, inicialmente, em dois grandes ramos:
1. Fanerógamos ou espermatófitos
2. Criptógamos
Cada um desses ramos se subdivide em classes:
1. FANERÓGAMOS Têm raiz, caule, folha e flor.
Distin-guem-se as classes: angiospermos e gimnospermos.
a.
Angiospermos Possuem os óvulos fechados num ovário encimado por pistilo, apresentando, pois, sementes no interior do fruto.
Distinguem-se as ordens: monocotiledôneos e dicotiledôneos.
Monocotiledôneos Têm um só cotilédone.
Distinguem-se as famílias: liliáceas, gramíneas, palmáceas.
Dicotiledôneos Têm dois cotilêdones.
Distinguem-se as sub-ordens: dicotiledôneos dialipétalos, dicotiledôneos gamopétalos, dicotiledôneos apétalos.
Dicotiledôneos dialipétalos: Têm corola de pétalas livres umas das outras.
Distinguem-se as famílias: ranunculáçeas, rosáceas, legumino-sas, cariofiláceas, crucíferas.
Dicotiledôneos gamopétalos: Têm corola cujas pétalas são soldadas umas às outras.
Distinguem-se as famílias: solanáceas, labiadas, compostas.
Dicotiledôneos apétalos: Não têm corola distinta.
Distinguem-se as famílias: amentáceas, quenopodiáceas, urticáceas.
b.
Gimnospermos Flores unissexuadas.
Carpelos em que não se diferenciam estigma, estilete, ovário.
As folhas carpelares são abertas, de modo que não se formam frutós verdadeiros. Óvulo ortó-tropo e recoberto de um só tegumento.
Distinguem-se as famílias: gnetáceas (carpelo envolvendo o óvulo), cicadáceas (flores isoladas, não acompanhadas de brácteas, eixo vegetativo não ramificado), coníferas.
Esta última é a mais importante.

2. CRIPTÓGAMOS Podem ter raiz, caule e folha, mas não se reproduzem por meio de flores, das quais são desprovidos. O aparelho reprodutor acha-se, por assim dizer, disfarçado, daí o serem essas plantas chamadas criptógamos, por alusão à sua "reprodução oculta". Os criptógamos vasculares, denominados pteridófitos, compreendem as classes: filicíneas, eqüissetíneas, licopodíneas; os criptógamos celulares constituídos de caule e folhas rudimentares chamam-se briófitos ou muscíneas (umas 25000 espécies) e se distribuem em duas classes: musgos e hepáticas; os criptógamos celulares simplesmente formados por um talo, e por isso conhecidos como talófitos, compreendem as classes: fungos ou cogumelos (95000 espécies), algas (20000 espécies), líquens, bactérias.
Os pteridófitos, dos quais há umas 10000 espécies, têm gerações sexuada e assexuada alternantes.
São, todavia, dotados de caules, raízes e folhas verdadeiros.
Modernamente são reunidos aos angiosper-mos e gimnospermos, formando a divisão dos traqueófitos.
a.
Filicíneas, filicales ou fetos Caracterizam-se pela presença de folhas bem desenvolvidas, nas quais estão os esporângios, órgãos onde se formam os espórios, que são as células reprodutoras. O caule apresenta ramificação lateral.
Compreendem as samambaias e avenças.
b.
Eqüissetíneas Recebem o nome popular de cavalinhas. São plantas isosporadas, de pequeno porte, da grossura de um polegar e de alguns decímetros de altura, podendo às vezes atingir mais de um metro. São formadas por rizomas subterrâneos que emitem brotos aéreos, articulados em nós sólidos e internódios ocos.
Os nós sólidos estão encaixados na extremidade superior do tubo formado pelo inter-nódio oco.
Em redor de cada nó existe um verticilo de folhas alternas (pequenas escamas triangulares), de cujas axilas nascem ramificações de construção semelhante ao do broto principal.
c.
Licopodíneas São plantas pequenas, de folhas miúdas (mi-crofilas). São isosporadas, dotadas de um esporângio na axila de cada folha.
Representadas por duas famílias: licopodiáceas e selaginelá-ceas.
Os briófitos são dotados de caule e folha, mas não têm raiz ou flor.
Na extremidade do caule se encontram os órgãos sexuais masculinos e femininos, rodeados de pequeninas folhas.
Da fecundação da oosfera resulta o ovo que se desenvolve dando origem ao esporogô-nio, em cuja cápsula se formam os esporos.
Graças à ruptura da cápsula, os esporos se libertam, e, no solo, germinam, dando origem a um protonema (filamento verde, ramificado), no qual se formam vários brotos que se desenvolvem em novos briófitos.
Distinguem-se as classes: musgos e hepáticas.
d.
Musgos São plantinhas verdes, modestas, compostas duma espécie de caule primitivo rodeado de folhas primitivas e preso ao solo por meio de rizóides.
Constituem o limo dos lugares úmidos e sombrios.
e.
Hepáticas Têm forma dum talo achatado, verde, com ramificação dicotômica, e são presos ao substrato por meio de filamentos aclorofilados, denominados rizóides.
Algumas espécies possuem caules (caulóides) e folhas (filóides) muito primitivas.
Vivem na superfície da água ou nos lugares úmidos, na terra, em pedras, nas árvores e nos pastos, escondidos entre as gramíneas.
Os talófitos são vegetais de organização mais simples possível, formados de um tecido homogêneo, que é o talo.
São desprovidos de vasos, raízes, caules, flores e folhas.
Calcula-se em mais de 300000 as espécies de talófitos existentes, distribuídos nas classes: fungos, algas e líquenes.
Alguns autores incluem também as bactérias entre os talófitos.
f.
Fungos Não têm clorofila.
g.
Algas Possuem clorofila distribuída por toda a planta.
h. Líquenes São constituídos pela união simbiótica de uma alga com um fungo. A clorofila que possuem reparte-se entre filamentos articulados.
i.

Bactérias São desprovidas de clorofila.
Em geral, compõem-se apenas de citoplasma e membrana, não tendo núcleo distinto.
Seu tamanho varia entre 0,2 a 5 micra.
Reproduzem-se por cissi-paridade, isto é, mediante um estrangulamento cada vez mais acentuado, que aparece no centro da célula, terminando por dividi-la em duas partes iguais.
Distinguem-se os seguintes tipos de bactérias: parasitas ou patogênicas, saprófitas e zimogênicas.
Bactérias patogênicas São causadoras de doenças.
Distinguem-se os cocos (monococos, diplococos, estreptococos, estafiloco-cos, sárcinas), bacilos, víbrios, espirilos.
Bactérias saprófitas Atuam sobre substâncias em decomposição, transformando-as em sais minerais.
Bactérias zimogênicas Produzem fermentação.











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