sábado, 31 de janeiro de 2015

ANGÉLICA Nas afecções da pele, dores

ANGÉLICA Nas afecções da pele, dores

59 ANGÉLICA (Archangelica officinalis, Angélica archangelica)
Família: Umbelíferas.
Sinonímia: Arcangélica, raiz-do-espírito-sãnto, angélica-do-jardim,
angélica-da-boêmia.
Características: Planta herbácea.
Haste cerrada, fistulosa, suculenta.
Folhas compostas.
Folíolos opostos.
Flores brancas, volumosas, de bordos lanei nados.
Valor terapêutico: É estimulante, carminativa, depurativa, diuréti-ca, estomacal, emenagoga.
Usa-se para: bronquites, cãibras, cefalalgia, clorose, convulsões, cólicas, debilidade e dilatação do estômago, digestões difíceis, enfermidades do peito e da garganta, dos pulmões, fígado, rins e bexiga, escorbuto, gota, hipo, histerismo, paludismo, reumatismo, rouquidão, tétano, tifo, ventosidades, vômitos.
O chá das raízes de angélica, em mistura com chá de losna, ê muito bom para cãibras do baixo ventre, disenterias e mucosidades pulmonares.
Nas afecções da pele, dores dorsais, reumatismo, emprega-se também o chá de angélica, topicamente, em forma de loções, fricções e compressas.
Parte usada: Toda a planta.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.



ANGÉLICA DO MATO (Guettarda angélica, Canthium febrifugum)

60 ANGÉLICA DO MATO (Guettarda angélica, Canthium febrifugum)
Família: Rubiáceas.
Sinonímia: Angélica-mansa.
Características: Arbusto ramoso.
Casca escura.
Folhas ovais, opostas.
Flores em cachos, amarelas.
Fruto: drupa globosa, pequena, com duas sementes no interior.
Habitat: No litoral.
Valor terapêutico: A raiz é recomendada, em decocção, nos casos de anemia, febre amarela, febre puerperal, febre tífica.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

ANDIROBA nas picaduras de insetos venenosos

ANDIROBA nas picaduras de insetos venenosos

58 ANDIROBA (Carapa guianensis)
Família: Meliáceas.

Sinonímia: Andiroba-aruba, andiroba-saruba, carapa.
Outros idiomas: Carapá (Guiana Francesa), Crabwood (Inglaterra).
Características: Árvore grande.
Folhas imparipenadas, grandes, com numerosos folíolos.
Habitat: Amazônia.
Valor terapêutico: O decocto das cascas e das folhas é empregado, internamente, como vermífugo e febrífugo, e, externamente, contra as afecções crônicas da pele, e, bem assim, para lavar úlceras.
As amêndoas são purgativas.
O azeite é aplicado nas picaduras de insetos venenosos e nas feridas.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

ANDIRA (Andira anthelmintica, Andira ormosioides) são tóxicas

ANDIRA (Andira anthelmintica, Andira ormosioides) são tóxicas

55 ANDIRA (Andira anthelmintica, Andira ormosioides)
Família: Leguminosas-papilionáceas.
Sinonímia: Angelim-de-folha-grande, angelim-amargo, aracuí, ara-cium, lumbricida, morcegueira, pau-de-morcego, andira-iba.
Características: Árvore grande, de cerne amarelo.
Flores roxas em cachos compactos.
Valor terapêutico: As sementes, torradas e reduzidas a pó, são empregadas, em pequenas doses, para expulsar vermes intestinais.
Pela manhã, em jejum, tomam-se 2 a 3 gramas (dose para adultos) em meia xícara de leite ou de água adoçada.
Em dose elevada são tóxicas, produzindo vômitos violentos, diarréia,
febre, delírio.


ANDIRA-RÓSEA (Andira fraxinifolia)

56 ANDIRA-RÓSEA (Andira fraxinifolia)
Família: Legumi nosas-papi I ionáceas.
Sinonímia: Angelim-doce, ibiariba-de-pison.
Características: Árvore.
Folhas opostas, compostas.
Folíolos elípticos.
Flores paniculadas, de cálice roxo.
Fruto: drupa oval.
Habitat: Na mata virgem de Pernambuco e de outros Estados do Brasil.
Valor terapêutico: As sementes, torradas e reduzidas a pó, são úteis para expulsar vermes intestinais e curar úlceras.
"As sementes", diz, ainda, o Dr. L. Beille, "são purgativas".


ANDIRÁ UCHI (Andira inermis)

57 ANDIRÁ UCHI (Andira inermis)
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Angelim-da-várzea, umari, avineira (Macapá), cumaru-rana (Óbidos).
Outros idiomas: Saint Martin (Guiana Francesa), Cabbage tree (Inglaterra).
Características: Árvore grande.
Folhas compostas.
Habitat: Na mata de várzea ou terra firme, baixa, do Pará.
Valor terapêutico: A casca é um poderoso vermífugo, mas deve ser aplicado com muito cuidado, pois provoca vômitos e abundantes dejeções.
É tóxica em alta dose.
Reduzida a pó, a casca é cicatrizante.
A semente (o caroço) também tem propriedades antelmínticas. O óleo da amêndoa tem indicação contra as inchações provenientes da erisipela.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

ANDÁ-AÇU (Joannesia princeps)

ANDÁ-AÇU (Joannesia princeps)

54 ANDÁ-AÇU (Joannesia princeps)
Família: Euforbiáceas.
Sinonímia: Coco-de-purga, purga-de-gentio, purga-dos-paulistas, cutieira, cutieirò, fruta-de-arara, fruta-de-cutia, fruteira-de-arara, indá-guaçu, indaí-açu, andá.
Características: Árvore imponente, muito copada.
Folhas grandes, em palmas, nas pontas dos galhos.
Fruto bicapsular, contendo duas amêndoas.
Valor terapêutico: As amêndoas contêm um óleo fortemente pur-gativo.
O decocto de três amêndoas dá um bom purgante.
O mesmo é também indicado nas perturbações menstruais, nas febres perniciosas,
na sífilis, na escrofulose, na inchação.



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

ANAVINGA (Casearia ovata) A casca é tônica.

ANAVINGA (Casearia ovata) A casca é tônica.

53 ANAVINGA (Casearia ovata)
Família: Flacurtiáceas.
Característica: Árvore.
Habitat: No alto Amazonas.
Valor terapêutico: O infuso das folhas é empregado para combater o reumatismo.
Os frutos são diurétiços. A casca é tônica.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

ANAUERÁ (Licania macrophylla) para curar úlceras.

ANAUERÁ (Licania macrophylla) para curar úlceras.

52 ANAUERÁ (Licania macrophylla)
Família: Rosáceas.
Sinonímia: Anauirá.
Características: Árvore frondosa.
Madeira vermelha.
Habitat: É comum nas matas alagadas do litoral e do estuário, na Amazônia.
Valor terapêutico: O infusò da casca é bom para curar úlceras.

domingo, 25 de janeiro de 2015

ANANI para combater o reumatismo.

ANANI para combater o reumatismo.

51 ANANI (Leopoldinia imperialis, Symphonia globulifera)
Família: Clusiáceas.
Sinonímia: Ananim, oanani, anambi.
Característica: Bela árvore que produz um látex chamado breu de anani.
Habitat: Amazônia.
Valor terapêutico: A seiva, enquanto amarela, é útil para resolver
tumores e combater o reumatismo.

sábado, 24 de janeiro de 2015

ANABI (Potalia amara) contra as uretrites

ANABI (Potalia amara) contra as uretrites

50 ANABI (Potalia amara)
Família: Loganiàceas.
Sinonímia: Pau-de-cobra.
Outro idioma: Mavévé (Guiana Francesa).
Características: Arbusto.
Folhas coriáceas, muito grandes.
Habitat: Na submata de terra firme, nos Estados do Pará e Amazonas.
Valor terapêutico: As folhas têm aplicação como antissifilítico.
O decocto das folhas, em banhos, dá bons resultados contra as uretrites e as oftalmias.
Parte usada: Folhas.




sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

AMOR-CRESCIDO (Portulaca pillosa) contra as diarréias

AMOR-CRESCIDO (Portulaca pillosa) contra as diarréias

46 AMOR-CRESCIDO (Portulaca pillosa)
Família:, Portulacáceas.
Características: Planta herbácea.
Tipo de alecrim.
Valor terapêutico: Emprega-se contra as diarréias e disenterias.

AMOR DOS-HOMENS (Chaptalia tomentosa)

47 AMOR DOS-HOMENS (Chaptalia tomentosa)
Família: Compostas.
Sinonímia: Língua-de-vaca, dente-de-leão.
Características: Planta herbácea.
Folhas e pedúnculos tomento-sos.
Flor terminal, cujos aquênios, quando secos, formam um globo sedoso, que voa ao menor sopro.
Floresce em dezembro.
Valor terapêutico: O decocto das folhas é usado para lavar úlceras e tumores linfáticos.
Aquecidas e aplicadas às têmporas, as folhas aliviam a cefalalgia e convidam o sono.


AMOR-PERFEITO (Viola tricolor, Viola arvensis)

48 AMOR-PERFEITO (Viola tricolor, Viola arvensis)
Família: Violáceas.
Sinonímia: Flor-da-trindade, violeta-de-três-cores, violeta tricolor, amor-perfeito-bravo.
Características: Planta glabra ou aveludada, dum verde-amarelo-pàlido.
Haste ramosa, especialmente na base, difusa, mais ou menos erecta, angulosa, triangular, tenra, fistulosa, lisa.
Folhas alternas, de pecíolo triangular, algo canaliculado superiormente, ovais, obtusas,
crenadas.
Flores solitárias, inclinadas sobre longos pedúnculos axila-res.
Apresentam diversas cores: amarelo, violeta, róseo, etc.
Habitat: Cultivado nos jardins.
Valor terapêutico: É um vegetal de bom efeito como depurativo e peitoral.
É indicado nas afecções cutâneas: erupções miliares, eczema, herpes, impetigem, manifestações escrofulosas, etc.
Para estes fins, toma-se chá e reforça-se a ação interna, fazendo-se loções ou aplicando-se compressas.
Emprega-se também o amor-perfeito, com sucesso, contra o reumatismo, especialmente contra o reumatismo articular, aumentando-se um pouco a dose.
Partes usadas: Folhas e flores.
Dose: Folhas, 20 gramas; flores, 10 gramas em 1 litro de água; 3 a 4 xícaras por dia.





AMORES-DO-CAMPO (Desmodium axillare)

49 AMORES-DO-CAMPO (Desmodium axillare)
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Mandubirana, mindubirana, mundurana, barba-de-boi, carrapicho, desmódio.
Características: Planta herbácea.
Haste ramosa, pubescente.
Folhas pinadas, trifoliadas, alternas.
Folíolos alongados, obtusos, aveludados no dorso.
Flores nas axilas dos folíolos.
Fruto oval, que se prende ao pêlo dos animais.
Valor terapêutico: O decocto da haste e das folhas, em banhos, tem aplicação contra a leucorrêia.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

AMBRETE (Hibiscus abelmoschus) estomáquicas

AMBRETE (Hibiscus abelmoschus) estomáquicas

43 AMBRETE (Hibiscus abelmoschus)
Família: Quingombô-de-cheiro, quiabo-de-cheiro, musquié.
Características: Arbusto.
Caule híspido.
Folhas peltato-cordiformes, com 5 a 7 lóbulos acuminados.
Fruto: cápsula espinhosa, contendo sementes reniformes.
Valor terapêutico: As sementes tostadas e moídas, preparadas em forma de café,
são estomáquicas e cordiais.


AMBUIA-EMBÓ (Aristolochia labiosa)

44 AMBUIA-EMBÓ (Aristolochia labiosa)
Família: Aristoloquiáceas.
Característica: Assemelha-se à angelicó.
Valor terapêutico: É útil nas úlceras malignas dos pés.


AMONGEABA (Panicum spicatum)

45 AMONGEABA (Panicum spicatum)
Família: Gramíneas.
Característica: Um tipo de capim.
Valor terapêutico: Como emoliente, usa-se, não só internamente,
mas também externamente, em fomentações e banhos, nos casos de tenesmo e dores.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

AMAPÁ (Parahancomia amapa) tônico

AMAPÁ (Parahancomia amapa) tônico

40 AMAPÁ (Parahancomia amapa)
Família: Apocináceas.
Características: Árvore grande.
Madeira branca.
Fruto roxo e escuro quando maduro, de polpa doce, comestível.
Habitat: Na mata de terra firme, nos Estados do Pará e Amazonas.
Valor terapêutico:
O látex amargo que escorre da casca cortada, tem emprego como resolutivo
(em emplastros, nas contusões), como cicatrizante (nas feridas),
como peitoral (nas afecções das vias respiratórias),
e como tônico (contra a debilidade geral).


AMAPÁ-DOCE (Brosimum potabile)

41 AMAPÁ-DOCE (Brosimum potabile)
Família: Moràceas.
Característica: Árvore grande.
Habitat: Na terra firme da Amazônia.
Valor terapêutico: O látex branco, muito abundante, que se obtém da casca ferida, é tido como tônico.
Não possui gosto especial.
Bebe-se em pequena quantidade.


AMAPÁ-RANA (Brosimum parinarioides)

42 AMAPÁ-RANA (Brosimum parinarioides)
Família: Moráceas.
Sinonímia: Muraré-rana (Óbidos), Amapá (Manaus).
Características: Árvore muito grande.
Madeira branco-amarelada.
Habitat: Na terra firme, alta, da Amazônia.
Valor terapêutico: O látex da càsca ferida é tônico.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

ALTÉIA para favorecer a dentição.

ALTÉIA para favorecer a dentição.

39 ALTÉIA (Althaea officinalis, Althaea medicamentosa)
Família: Malvâceas.
Sinonímia: Malvaísco, malvarisco.
Características: Erva vivaz, de 50 cm a 1 metro e meio de elevação, ligeiramente tomentosa, macia ao tato.
Haste erecta, cilíndrica, de ramos alternos, verde ou verde avermelhada.
Folhas numerosas, alternas, pecioladas, mais ou menos cordiformes, irregularmente loba-das, serreadas, aveludadas.
Flores esbranquiçadas, purpúreas ou ligeiramente rosadas, quase sésseis.
Valor terapêutico: As flores empregam-se nas enfermidades das vias respiratórias.
São boas para curar a tosse, especialmente nas crianças e pessoas idosas.
Usa-se também contra a laringite.
As folhas e raízes são utilizadas como emolientes nas irritações da membrana mucosa.
Em chás, usam-se nas úlceras grastroduodenais.
Em forma de loção e fomentação, a altéia é um bom remédio para acalmar dores, erupções cutâneas, etc.
Em clisteres, dá bom resultado nas inflamações intestinais e na prisão de ventre.
A raiz se dá a mastigar às crianças, para favorecer a dentição.
Partes usadas: Folhas, flores e raízes.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.




segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

ALMECEGA-AÇU (Icica altíssima)

ALMECEGA-AÇU (Icica altíssima)

37 ALMECEGA-AÇU (Icica altíssima)
Família: Terebintáceas.
Sinonímia: Igtaicica-dos-índios, igtaigeica.
Característica: Árvore corpulenta, semelhante ao almecegueiro igcica.
Valor terapêutico: A casca e as folhas, em decocção, servem para lavar feridas crônicas e combater o reumatismo.


ALMECEGUEIRO-MANSO-DAS-ALAGOAS (Elaphrium alagoense)

38 ALMECEGUEIRO-MANSO-DAS-ALAGOAS (Elaphrium alagoense)
Família: Terebintáceas.
Características: Árvore ramosa.
Folhas em palmas opostas e lus-trosas.
Flores miúdas, verde-esbranquiçadas, estreladas.
Fruto pequeno, contendo dois caroços envoltos numa massa comestível.
Habitat: Medra nos Estados do Nordeste.
Valor terapêutico: O suco resinoso do almecegueiro tem aplicação no curativo das úlceras.


domingo, 18 de janeiro de 2015

ALGODOEIRO (Gossypium herbaceum)

ALGODOEIRO (Gossypium herbaceum)

36 ALGODOEIRO (Gossypium herbaceum)
Família: Malváceas.
Sinonímia: Amaniú.
Característica: Planta herbácea.
Valor terapêutico: A planta toda tem muitas aplicações na medicina doméstica.
Folhas: Empregam-se, por infusão, para os seguintes casos: catarros, disenteria, diarréia, enterite.
O sumo das folhas cura feridas.
As folhas machucadas, postas sobre queimaduras, proporcionam alívio imediato.
Flores: Usam-se para os mesmos fins que as folhas.
Sementes: Preparadas por infusão, são úteis na amenorréia e dis-menorréia.
Raiz: A casca da raiz fresca, por decocção, emprega-se nas afecções das vias urinárias.
Tem propriedades diuréticas.
Pelo seu poder e contratilidade das fibras musculares lisas, produz contrações uteri-nas.
Tem igualmente boa ação hemostática, pelo que se emprega nas metrorragias.
Parte usada: Toda a planta.
Dose: 10 gramas em um litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.



sábado, 17 de janeiro de 2015

ALFAZEMA (Lavandula vera, Lavandula officinalis) dores reumáticas.

ALFAZEMA (Lavandula vera, Lavandula officinalis) dores reumáticas.

34 ALFAZEMA (Lavandula vera, Lavandula officinalis)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Lavande.
Características: Erva européia, aclimatada no Brasil.
Caule estira-do, esgalhado.
Folhas sésseis, ensiformes.
Flores amarelas, violáceas, dispostas em círculos.
Valor terapêutico: Recomenda-se para os seguintes casos: anúria, amenorréia, apoplexia, asma, afecções do fígado e do baço, blenor-ragia, cãibras, clorose, cólicas intestinais, dispepsia, dores de cabeça, enxaqueca, escrófulas, gota, hipocondria, inapetência, icterícia, leucorréia, nervosismo, neurose cardíaca, reumatismo, tonturas, ventosidades.
Aplicam-se topicamente cataplasmas quentes, com folhas cozidas,
para acalmar as nevralgias e dores reumáticas.
Parte usada: Toda a planta.
Dose: Uso interno 8 gramas para um litro de água; 3 a 4 xícaras por dia.


Alfazema


ALFAZEMA-DE-CABOCLO (Hyssopus officinalis)

35 ALFAZEMA-DE-CABOCLO (Hyssopus officinalis)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Hissopo-comum.
Característica: Planta herbácea.
Valor terapêutico: Usa-se como estimulante, sudorífica e béquica.
Parte usada: Sumidades floridas, em infusão.



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

ALFAVACA (Ocimum basilicum) para curar feridas.

ALFAVACA (Ocimum basilicum) para curar feridas.

30 ALFAVACA (Ocimum basilicum)
Família: Labiadas.
Sinonímia: AIf avaca-da-américa, remédio-de-vaqueiro, manjericão-de-folha- larga, ma n jer icão-de- mo I ho, manjericão-dos-cozinheiros, manjerfcâo-grande, erva-real, basíIico-grande.
Características: Planta herbácea, muito cheirosa.
Folhas ovais ou oval*elíptícas, íongipecioladas. f «florescência em espigas.
Fruto: aquémos.
Valor terapêutico: As folhas são aromáticas, estimulantes, carminai ivas, antieméticas, sudoríficas e diuréticas.
Aplicam-se nos seguintes casos: Ardor na urinação; debilidade dos nervos; digestão dificultosa; enfermidades dos intestinos, estômago e rins; febres, tosse, ventosidades.
Empregam-se 10 a 15 gramas, por infusão.
Externamente usa-se para gargarejos em casos de dor de garganta, anginas, aftas, etc.
As folhas amassadas são boas para curar feridas.
Com o chá das folhas, ou com o chá das sementes em maceração, preparam-se compressas que as mães íactantes aplicam sobre os bicos dos seios afetados.
Com a raiz prepara-se um xarope para combater a tuberculose pulmonar.


Alfavaca
Partes usadas: Folhas e sementes.
Dose: 10 a 15 gramas por litro de água, 4 a 5 xícaras por dia.


ALFAVACA-DE-CHEIRO (Ocimum incanum fluminensis)

31 ALFAVACA-DE-CHEIRO (Ocimum incanum fluminensis)
Família: Labiadas.
Característica: Planta herbácea.
Valor terapêutico: Com o decocto desta planta prepara-se um xarope eficaz contra a coqueluche.
Esta alfavaca é também útil para combater o reumatismo.


ALFAVACA-DE-COBRA (Monnieria trifolia)

32 ALFAVACA-DE-COBRA (Monnieria trifolia)
Família: Rutáceas.
Sinonímia: Jaborandi-do-pará, jaborandi-de-três-folhas, alfavaca-brava (Maranhão).
Características: Planta herbácea.
Flores brancas.
Cheiro forte.
Habitat: Nas capoeiras e campinas da Amazônia.
Valor terapêutico: Tem propriedades diaforéticas, diuréticas, siala-gogas e expectorantes.
Emprega-se o decocto nas enfermidades dos rins, da bexiga e da uretra.
Em banhos, dá bom resultado contra o reumatismo.
Parte usada: Toda a planta.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.

ALFAVACA-DO-CAMPO (Ocimum incanescens)

33 ALFAVACA-DO-CAMPO (Ocimum incanescens)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Alfavaca-de-vaqueiro, remédio-de-vaqueiro, segurelha.
Características: Planta herbácea.
Folhas opostas, ovais, finamente dentadas.
Flores pequenas, brancas, em espigas.
Habitat: Em vários Estados.
Valor terapêutico: Tem virtudes sudoríficas, peitorais, carminati-vas, estimulantes.
É útil na coqueluche, na cólica renal e nas areias dos rins.
Parte usada: Folhas.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

ALFAFA (Medicago sativa) contra o raquitismo.

ALFAFA (Medicago sativa) contra o raquitismo.

29 ALFAFA (Medicago sativa)
Família: Leguminosas-papiFionáceas.
Sinonímia: Luzerna, alfafa-verdadeira, alfafa-de-flor-roxa, alfafa-de-provença, melga-dos-prados.
Outros idiomas: Mielga, Alfafa (Espanha), Luzerne (França), Aífalfa (Estados Unidos), Luzerne (Alemanha).
Características: Planta herbácea, forrageira.
Folhas compostas de três folíolos oblongos, denteados na extremidade.
Flores viofáceas, pequeninas, em cachos.
Habitat: Nos Estados do Sul.
Valor terapêutico: O infuso das flores é recomendado como re-constituinte.
Craças ao seu conteúdo em vitaminas, o suco fresco da planta é excelente antiescorbútico, segundo recomendação do Dr.
Pio Font Quer. O Dr. Leclerc recomenda a alfafa contra o raquitismo.
Em banhos e fricções, o decocto da alfafa é bom para estimular as pernas cansadas e doloridas.



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

ALECRIM-DA-PRAIA (Bulbostyles capillaris) contra o reumatismo.

ALECRIM-DA-PRAIA (Bulbostyles capillaris) contra o reumatismo.

25 ALECRIM-DA-PRAIA (Bulbostyles capillaris)
Família: Ciperáceas.
Características: Planta herbácea, pequena.
Folhas estreitas, luzen-tes, dotadas de acúleo nas pontas.
Flores brancas, em espigas.
Fruto: pequena caríopse.
Habitat: Medra nas areias da praia.
Valor terapêutico: O infuso ou decocto, em banhos quentes, é útil
contra o reumatismo.


ALECRIM-DA-SERRA (Dichiptera aromatica)

26 ALECRIM-DA-SERRA (Dichiptera aromatica)
Família: Acantáceas.
Características: Arbusto pequeno.
Caule cilíndrico.
Folhas crespas, pequenas, ovais, pubescentes, assemelhando-se às do alecrim-de-jardim.
Flores axilares.
Fruto: cápsula.
Habitat: Medra nas caatingas e nos taboleiros do Nordeste.
Valor terapêutico: Utiliza-se, em banhos, contra o reumatismo.

ALECRIM-DE-JARDIM (Rosmarinus officinalis, Rosmarinus hortensis, Rosmarinus latifolius)

27 ALECRIM-DE-JARDIM (Rosmarinus officinalis, Rosmarinus hortensis, Rosmarinus latifolius)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Alecrim-romarinho, alecrim, libanotis.
Características: Subarbusto.
Folhas opostas cruzadas, sésseis, en-siformes, coriáceas, de bordas voltadas para baixo; verde-escuras, lus-trosas na face superior; esbranquiçadas, empubescidas na face inferior.
Flores labiadas em pequenos cachos axilares e terminais.
Habitat: Cultivado nos jardins.
Valor terapêutico: As sumidades floridas têm aplicação nos seguintes casos: clorose, dismenorréia, dispepsia, debilidade cardíaca, escrofulose, febres tifóides, gases intestinais, histeria, inapetêncj^ tosse.
Dose: 15 gramas para 1 litro de água, por infusão; 4 a 5 xícaras por dia.
O decocto das folhas é usado, em loção, contra as chagas gan-grenosas; em banhos, contra o reumatismo articular.
As folhas secas, reduzidas a pó, são boas para cicatrizar feridas.
As gotas do suco das folhas também são boas para o mesmo fim.
O chá também se usa, com bom resultado, para lavar feridas.
Para combater a sarna, prepara-se uma pomada tomando-se 10 partes de gordura vegetal para uma parte de suco de alecrim.



ALECRIM-DO-MATO (Baccharis macrodonta)

28 ALECRIM-DO-MATO (Baccharis macrodonta)
Família: Compostas.
Característica: Arbusto.
Habitat: Terras cansadas.
Valor terapêutico: Usa-se, em infusão, para combater o$ catarros;
e, em banhos, no tratamento do reumatismo.



Alecrim-de-jardim

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

ALCAÇUZ (Periandra dulcis) laxativa, diurética

ALCAÇUZ (Periandra dulcis) laxativa, diurética

22 ALCAÇUZ (Periandra dulcis)
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Periandra, uruçu-huê, alcaçuz-do-cerrado, alcaçuz-da-terra, raiz-doce, cipó-em-pau-doce.
Características: Árvore pequena ou arbusto.
Folhas compostas.
Folíolos oblongos ou lanceolados, glabros, com nervura saliente.
Flores em racimos terminais.
Raiz adocicada.
Habitat: Nos campos altos e pedregosos.
Freqüente, no Brasil central.

Valor terapêutico: Ê uma planta resolutiva, laxativa, diurética, expectorante, calmante.
Usa-se nas inflamações do ventre e das vias urinárias, nos defluxos, catarros crônicos, congestão hepática, dispnéia.
A raiz seca, reduzida a pó, e misturada com um pouco de farinha de trigo, aplica-se, em forma de cataplasma, sobre as partes afetadas pela erisipela, para acalmar a dor.
Parte usada: Raiz, em decocção.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.

ALCAÇUZ-DA-EUROPA (Clycyrrhiza glabra, Liquiritia officinalis)

23 ALCAÇUZ-DA-EUROPA (Clycyrrhiza glabra, Liquiritia officinalis)
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Raiz-doce.
Características: Ê um arbusto de 1 a 2 metros.
Folhas compostas, imparipenadas; 4 a 7 pares de folíolos oblongos ou elípticos, obtusos.
Flores róseo-arroxeadas, em cachos axilares. O fruto é uma vagem alongada, contendo várias sementes.
Valor terapêutico: Emprega-se na bronquite, rouquidão, tosse, Ia-ringite.
Parte usada: Raiz, em decocção.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.


ALCAÇUZ-DA-TERRA (Glycyrrhiza americana)

24 ALCAÇUZ-DA-TERRA (Glycyrrhiza americana)
Família: Leguminosas.
Características: Arbusto.
Folhas em palmas pequenas.
Fruto: vagem.
Valor terapêutico: É usado em virtude das suas propriedades diuréticas e emolientes.
Tem emprego nas doenças inflamatórias.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

ALAMANDA-DE-FLOR-GRANDE (Allamanda cathartica, orelia grandiflora)

ALAMANDA-DE-FLOR-GRANDE (Allamanda cathartica, orelia grandiflora)

20 ALAMANDA-DE-FLOR-GRANDE (Allamanda cathartica, orelia grandiflora)
Família: Apocináceas.
Sinonímia: Santa-maria, cipó-de-leite, camendara, dedal-de-dama, buiuçu (não confundir com uma árvore também chamada buiuçu).'
Características: Arbusto sarmentoso.
Folhas verticiladas.
Flores em cimeiras, amarelas ou violáceas.
Sementes aladas.
Habitat: Nas capoeiras úmidas, à beira d'água.
Valor terapêutico: Emprega-se, em banhos, para combater a sarna, os piolhos, etc.
Parte usada: A casca ou a seiva da casca.
Dose: 100 gramas para um litro de água.


ALBINA (Turnera ulmifolia)

21 ALBINA (Turnera ulmifolia)
Família: Turneráceas.
Característica: Planta herbácea.
Habitat: Encontra-se nos campos altos, úmidos, do Norte.
Valor terapêutico: É uma planta adstringente, tônica, expectoran-te, e útil contra a albuminúria e a diabete.
Usa-se em infusão.


domingo, 11 de janeiro de 2015

AILANTO (Ailantus glandulosa)

AILANTO (Ailantus glandulosa)

19 AILANTO (Ailantus glandulosa)
Família: Simarubáceas.
Sinonímia: Verniz-do-japão, sumagre-chinês.
Outro idioma: Ailante, Faux vernis du Japon (França). R,-Características: Árvore grande.
Folhas pinadas.
Folíolos oblongos, agudos.
Flores verdes, em panículas.
Floresce em fevereiro.
Habitat: Oriunda do Japão, aclimatada no Brasil.
Valor terapêutico: "A casca amarga, nauseante, vomitiva e tóxica em alta dose, tem sido preconizada como antidisentérica e tenífu-ga." Dr. L. Beille.
"O pó da casca da raiz tem sido empregado como antelmíntico."
Sr. Prof. L. Trabut.

sábado, 10 de janeiro de 2015

AGRIPALMA (Leonurus cardíaca) chagas e feridas.

AGRIPALMA (Leonurus cardíaca) chagas e feridas.

17 AGRIPALMA (Leonurus cardíaca)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Cauda-de-Teão, cordão-de-frade, cardíaca, totanga.
Características: Planta herbácea, vivaz.
Folhas pecioladas, as inferiores penatipartites e as superiores cuneiformes.
Flores róseas ou vermelhas, em verticilos.
Valor terapêutico: É uma planta tônica, adstringente, estomáquica e estimulante.
Usa-se também contra a asma, as anginas do peito e as palpitações do coração.
Tomam-se três xícaras de chá por dia.
Usam-se as folhas, em infusão.
As sumidades floridas são úteis para preparar um infuso com que
se lavam chagas e feridas.


AGUARAQUIÁ-AÇU (Solanum pterocaulum)

18 AGUARAQUIÁ-AÇU (Solanum pterocaulum)
Família: Solanáceas.
Sinonímia: Aguará-quinhá.
Características: Planta herbácea.
Folhas comestíveis.
Valor terapêutico: Aplicam-se as folhas, machucadas, sobre as feridas, as rachaduras dos seios, etc.
Tem aplicação também nas úlceras sifilíticas.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

AGRIÃO para combater a bronquite

AGRIÃO para combater a bronquite

14 AGRIÃO (Sisymbrium nasturtium, Nasturtium officinale)
Família: Crucíferas.
Sinonímia: Agrião-d'água.
Características: Planta herbácea.
Haste ramosá, espessa, suculenta, verde-avermelhada, rasteira.
Folhas alternas, pecioladas, algo esparsas, compostas, imparipenadas.
Folíolos quase sésseis, piriformes, opostos.
Habitat: Muito comum nos córregos.
Cultivado.
Valor terapêutico: É uma planta conhecida, boa para saladas.
Deve-se usá-la crua, porque, quando cozida, suas propriedades medicinais se perdem.
O agrião contém um óleo essencial, iodo, ferro, fosfato e alguns sais.
Seu uso prolongado tem eficaz efeito depuiador do sangue e anti-escorbútico.
Emprega-se, outrossim, como ótimo remédio contra a atonia dos órgãos digestivos.
como estimulante no escorbuto, escrofulose e raquitismo.
como diurético nas hidropisias, nas enfermidades das vias urinárias, nos cálculos; como expectorante nos catarros pulmonares crônicos; como desopilante do fígado.
Tomam-se, diariamente, 3 a 4 colheres das de sopa de suco de agrião puro ou diluído em água.
O agrião convém aos diabéticos, porque encerra poucos princípios amiláceos.
Aplicado, em cataplasmas, sobre úlceras escorbúticas, escrofulosas, etc., apressa sua cicatrização.
Em resultado das experiências do Dr.
Zalakas, atribuem-se ao agrião propriedades antídotas dos efeitos tóxicos da nicotina.
O suco desta planta, misturado com mel, dá um bom xarope para combater a bronquite, tosse, tuberculose pulmonar.
Os que sofrem de ácido úrico, em virtude de terem comido muita carne, especialmente carne de porco, toicinho, salsichas, etc., devem comer diariamente uma salada de agrião.

Eis mm boa receita: Escolhem-se uns punhados de agrião, em quantidade suficiente para encher um prato.
Lavam-se bem.
Temperam-se com limão, azeitonas, um pouco de azeite, e um pouco de sal.
A cura desejada bem entendido sé se alcança sob a condição de se remover completamente a causa do ácido úrico, a saber, as condenadas substâncias- venenosas, que acima mencionamos, e que erroneamente soem ser chamadas "alimento". O agrião nada pode fazer quando se prossegue no abuso causador do ácido úrico; mas acelera grandemente a cura quando os alimentos cárneos, principalmente os de origem suína, são abandonados.
As mulheres grávidas, não devem comer agrião em grandes quantidades, pois, em virtude de sua ação sobre a matriz, pode provocar o aborto.
Mão se deve usar o agrião que cresce junto às águas paradas ou pouco movimentadas, pois que ao mesmo podem prender-se insetos aquáticos, portadores do bacifo de Eberth, causador do tifo.
Lavando-se bem o agrião e espremendo-se bastante suco de limão, em cima, pode-se comê-lo com bem menos perigo; mas, de qualquer maneira, é preferível obter sempre o agrião das águas correntes.

AGRIÃO-DA-ILHA-DE-FRANÇA (Spilanthes acmella, Acmalia mauritiana)

15 AGRIÃO-DA-ILHA-DE-FRANÇA (Spilanthes acmella, Acmalia mauritiana)
Família: Compostas.
Sinonímia: Acmela, abecedária, agrião-do-pará, jambu-açu, mastru-ço, erva-de-mataca, agrião-do-brasil, botão-de-ouro, jambu-rana.
Características: Planta herbácea.
Hastes tenras, ramosas.
Folhas pequenas, opostas.
Valor terapêutico: O infuso das flores é reputado como tônico e estomáquico.

AGRIÃO-DO-PARÁ (Spilanthes oleracea)

16 AGRIÃO-DO-PARÁ (Spilanthes oleracea)
Família: Compostas.
Sinonímia: Agrião-do-brasil, jambu, jambu-açu.
Características: Planta de hastes ramosas, rasteiras.
Folhas opostas, pecioladas, cordiformes, ovaladas, sinuadas, denteadas.
Inflores-cência em pequenos capítulos.
Flores a princípio amareladas, depois pardacentas.
Habitat: Comum nos lugares úmidos. Às vezes cultivado.
Valor terapêutico: O agrião-do-pará é de sabor acre, picante.
Provoca a salivação quando se mastiga.
As folhas comem-se cruas, em saladas.
Como são muito picantes, podem misturar-se com outras ervas.
Podem também comer-se ensopadas.
Tem muitas aplicações na medicina doméstica.
O agrião-do-pará é considerado como bom sucedâneo do agrião comum (Sisymbrium nasturtium), podendo ser usado para os mesmos casos que este, porém, especialmente, no escorbuto, na anemia e na dispepsia.
O extrato das flores se emprega contra dor de dente.
Com um palito, mergulha-se um pedacinho de algodão no líquido e põe-se na cárie do dente.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

AGONIADA (Plumeria lancifolia) nos catarros crônicos

AGONIADA (Plumeria lancifolia) nos catarros crônicos

13 AGONIADA (Plumeria lancifolia)
Família: Apocináceas.
Sinonímia: Agonium, Arapué.
Características: Árvore grande.
Casca muito amarga.
Folhas oval-alongadas, lanceoladas, peninervadas.
Flores de corola de cinco pétalas, de forma semelhante à das folhas.
Habitat: Nos estados do Sul do Brasil, principalmente na Serra do
Mar.
Valor terapêutico: Emprega-se nas afecções histéricas, na asma,
nas atonias gastro-intestinais, nos catarros crônicos, na clorose, nas febres intermitentes, nas menstruações difíceis, na adenite. %
Parte usada: Folhas, em infusão.
Dose: 20 gramas para um litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

AÇOITA-CAVALO (Luhea grandiflora)

AÇOITA-CAVALO (Luhea grandiflora)

10 AÇOITA-CAVALO (Luhea grandiflora)
Família: Tiliáceas.
Sinonímia: Mutamba-preta, ivitinga, ivantiji, caa-abeti, papeá-guaçu.
Características: Árvore muito alta.
Folhas grandes, obovais, claras.
Flores grandes, brancas ou rajadas, dispostas em panículas terminais.
Fruto redondo, oblongo, capsular, pentalocular.
Sementes aladas.
Os camponeses usam os galhos, que são muito flexíveis, para fazer chicotes e armações de cangalha.
Habitat: Na terra firme e alta, no Pará.
Valor terapêutico: Emprega-se em casos de disenteria e hemorragi.
(banhos ou clisteres).
também em casos de artrite, diarréia, leucorréia, reumatismo, tumores (chás).
Afirma conhecido autor:
"Acredita-se que o decocto da entrecasca" "...serve para combater a leucorréia.
Para resolver tumores, limpar úlceras e feridas gan-grenosas é excelente.
Os vários empregos que as tílias têm na medicina, conhecem todos.
Elas são empregadas contra cãibras, úlceras, queimaduras, disenterias e uma infinidade de mazelas humanas?' Hp F. C. Hoehne, Plantas e Substâncias Vegetais Tóxicas e Medicinais, pág. 191.
Parte usada: Casca, em decocção.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.

AÇOITA-CAVALO (Luhea ochrophylla)

11 AÇOITA-CAVALO (Luhea ochrophylla)
Família: Tiliáceas.
Características: Árvore.
Folhas amareladas.
Flores pequenas, amarelas.
Habitat: Rio de Janeiro e outros Estados.
Valor terapêutico: O decocto da casca é empregado, em clisteres, contra as hemorragias e disenterias.


AGLAIA (Aglaia odorata)

12 AGLAIA (Aglaia odorata)
Família: Meliáceas.
Características: Arvoreta de folhas compostas e flores pequeninas, amarelas, muito aromáticas.
Valor terapêutico: É antiespasmódica.


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

ACARIÇOBA (Hydrocotyle umbellata, Hydrocotyle bonariensis)

ACARIÇOBA (Hydrocotyle umbellata, Hydrocotyle bonariensis)

9 ACARIÇOBA (Hydrocotyle umbellata, Hydrocotyle bonariensis)
A segunda é sub-espécie da primeira.
Família: Umbelíferas.
Sinonímia: Erva-do-capitão, barbarosa, acaciroba, acaricaba.
Características: Planta rasteira, com grandes folhas longipeciola-das, crespas, peitadas.
Inflorescência ramosa.
Flores esbranquiçadas.
Habitat: Nas proximidades das águas (Rio de Janeiro, Buenos Aires).
Valor terapêutico: É aperiente, desobstruente, diurética, emética (em dose elevada), tônica.
O decocto da raiz usa-se para: afecções do baço, fígado e intestino, diarréia, hidropisia, reumatismo, sífilis.
Das folhas não se faz uso interno.
Afirma-se que são venenosas.
Exteriormente se usa o decocto da planta toda para combater as sardas e outras manchas da pele.
Parte usada: Toda a planta.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

ACAPURANA é bom para curar feridas.

ACAPURANA é bom para curar feridas.

8 ACAPURANA (Campsiandra laurifolia)
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Manaiara, Cumandá, Comondá-açu (Rio Negro), ca-poerana (Rio Tocantins), acapurana-vermelha (Rio Tapajós).
Características: Árvore pequena ou média.
Flores róseas, vistosas. O fruto é uma vagem.
Habitat: Nas margens inundáveis dos rios e lagos, na Amazônia.
Valor terapêutico: O infuso concentrado do fruto, com sal e vinagre, aplicado topicamente, cura as impigens.
O infuso da casca é bom para curar feridas.
Parte usada: Fruto.


domingo, 4 de janeiro de 2015

AÇAFRÃO (Crocus sativus, Crocus officinalis)

AÇAFRÃO (Crocus sativus, Crocus officinalis)

7 AÇAFRÃO (Crocus sativus, Crocus officinalis, Crocus automnalis, Crocus hispanicus, Crocus verus)
Família: Iridáceas.
Sinonímia: Açafrão-verdadeiro.
Outros idiomas: Azafran (Argentina), Safran (França), Zafron (Inglaterra), Saffran (Alemanha).
Características: Planta herbácea, bulbosa.
Folhas compridas, ar-roxeadas.
Flor amarela ou vermelha.
Os estigmas dessecados fornecem o "açafrão" conhecido no comércio, e que é uma matéria amarela usada como corante e condimento.
Valor terapêutico: Os estigmas encerram propriedades emenago-gas, antiespasmódicas, eupépticas, sedativas.
São empregados nos casos de asma, coqueluche, histeria, bem como contra os cálculos dos rins, do fígado e da bexiga.
Oito a dez estigmas, em infusão, são suficientes para um chá.
Para combater as hemorróidas, aplicam-se cataplasmas quentes, preparados com o infuso desta planta (três gramas para uma xícara de água).


sábado, 3 de janeiro de 2015

ABUTUA-MIÚDA (cocculus filipendula)

ABUTUA-MIÚDA (cocculus filipendula)

5 ABUTUA-MIÚDA (cocculus filipendula)
Família: Menispermáceas.
Sinonímia: Butua-miúda.
Características: Arbusto.
Folhas coriáceas, em forma de palmas, alternas.
Flores grandes, em cachos, amarelas. Não se deve confundir a butua com a butua-miúda. A butua, conhecida também por parrei-ra-brava, tem raiz delgada, lisa e branda. A butua-miúda tem raiz grossa na base e dura. É desta que aqui estamos falando.
Valor terapêutico: É uma planta febrífuga.
Usa-se para combater a amenorréia, a clorose, as cólicas mens-truais, a metrite.
Partes usadas: Casca e raiz, em decocção.
Dose: 10 gramas para um litro de água; 3 a 4 xícaras por dia.


ABUTUA-PEQUENA (Cissampelos ovalifolia)

6 ABUTUA-PEQUENA (Cissampelos ovalifolia)
Família: Menispermáceas.
Sinonímia: Orelha-de-onça.
Características: Arbusto.
Folhas ovais.
Flores em cachos.
Habitat: Nos campos secos de Minas, Goiás, Amazônia, etc.


Valor terapêutico: O decocto das raízes é empregado contra as febres palustres.
De modo geral a abutua-pequena tem as mesmas propriedades da abutua, sendo porém menos enérgica.
Parte usada: Raiz.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

ABUTUA (Cissampelos pareira, Cissampelos vitis)

ABUTUA (Cissampelos pareira, Cissampelos vitis)

4 ABUTUA (Cissampelos pareira, Cissampelos vitis)
Família: Men ispermáceas.
Sinonímia: Parreira-brava, parreira-do-mato, uva-do-río-apa, bu-tua, abuta, caapeba (não confundir com a verdadeira caapeba).
Características: Befa trepadeira. Dá muitos cachos semelhantes ao da videira, com bagas pretas, de gosto adocicado, e que se parecem com a uva. Não se comem, porém, essas frutas.
Habitat: Amazônia.
Valor terapêutico: A abutua é diurética e febrífuga.
Tendo grande ação sobre os órgãos do aparelho urinário, usa-se com bom resultado contra os cálculos renais.
É também indicada contra as cólicas que podem aparecer durante o sobreparto, e, bem assim, contra a menstruação difícil e a supressão dos lóquios.
É eficaz contra as más digestões, acompanhadas de prisão de ventre, dor de cabeça, tontura, etc.
Provoca a desopilação (desobstrução) nas afecções hepáticas.
Também se usa no tratamento da hidropisia.
Da casca da raiz preparam-se cataplasmas resolutivas contra contusões e inflamações.
Na medicina doméstica é muito conhecida a raiz da abutua, que se tornou famosa ultimamente por seus efeitos curativos nos casos de reumatismo.
É, efetivamente, um excelente remédio para os que sofrem desta enfermidade.
Partes usadas: Raiz e casca do caule, em decocção.
Dose: 10 a 15 gramas para um litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

ABRICÓ-DO-PARÁ (Mammea americana)

ABRICÓ-DO-PARÁ (Mammea americana)

3 ABRICÓ-DO-PARÁ (Mammea americana)
Família: Gutiferáceas.
Sinonímia: Abricó-de-são-domingos, abricó-selvagem, abricó-das-antilhas.
Outro idioma: Mammee apple (Ántílhas).
Características: Árvore.
Folhas obovais, obtusas.
Fruto do tamanho de uma laranja, contendo uma massa doce, cor de abóbora.
Valor terapêutico: As sementes encerram propriedades vermífugas.