sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

AGRIÃO para combater a bronquite

AGRIÃO para combater a bronquite

14 AGRIÃO (Sisymbrium nasturtium, Nasturtium officinale)
Família: Crucíferas.
Sinonímia: Agrião-d'água.
Características: Planta herbácea.
Haste ramosá, espessa, suculenta, verde-avermelhada, rasteira.
Folhas alternas, pecioladas, algo esparsas, compostas, imparipenadas.
Folíolos quase sésseis, piriformes, opostos.
Habitat: Muito comum nos córregos.
Cultivado.
Valor terapêutico: É uma planta conhecida, boa para saladas.
Deve-se usá-la crua, porque, quando cozida, suas propriedades medicinais se perdem.
O agrião contém um óleo essencial, iodo, ferro, fosfato e alguns sais.
Seu uso prolongado tem eficaz efeito depuiador do sangue e anti-escorbútico.
Emprega-se, outrossim, como ótimo remédio contra a atonia dos órgãos digestivos.
como estimulante no escorbuto, escrofulose e raquitismo.
como diurético nas hidropisias, nas enfermidades das vias urinárias, nos cálculos; como expectorante nos catarros pulmonares crônicos; como desopilante do fígado.
Tomam-se, diariamente, 3 a 4 colheres das de sopa de suco de agrião puro ou diluído em água.
O agrião convém aos diabéticos, porque encerra poucos princípios amiláceos.
Aplicado, em cataplasmas, sobre úlceras escorbúticas, escrofulosas, etc., apressa sua cicatrização.
Em resultado das experiências do Dr.
Zalakas, atribuem-se ao agrião propriedades antídotas dos efeitos tóxicos da nicotina.
O suco desta planta, misturado com mel, dá um bom xarope para combater a bronquite, tosse, tuberculose pulmonar.
Os que sofrem de ácido úrico, em virtude de terem comido muita carne, especialmente carne de porco, toicinho, salsichas, etc., devem comer diariamente uma salada de agrião.

Eis mm boa receita: Escolhem-se uns punhados de agrião, em quantidade suficiente para encher um prato.
Lavam-se bem.
Temperam-se com limão, azeitonas, um pouco de azeite, e um pouco de sal.
A cura desejada bem entendido sé se alcança sob a condição de se remover completamente a causa do ácido úrico, a saber, as condenadas substâncias- venenosas, que acima mencionamos, e que erroneamente soem ser chamadas "alimento". O agrião nada pode fazer quando se prossegue no abuso causador do ácido úrico; mas acelera grandemente a cura quando os alimentos cárneos, principalmente os de origem suína, são abandonados.
As mulheres grávidas, não devem comer agrião em grandes quantidades, pois, em virtude de sua ação sobre a matriz, pode provocar o aborto.
Mão se deve usar o agrião que cresce junto às águas paradas ou pouco movimentadas, pois que ao mesmo podem prender-se insetos aquáticos, portadores do bacifo de Eberth, causador do tifo.
Lavando-se bem o agrião e espremendo-se bastante suco de limão, em cima, pode-se comê-lo com bem menos perigo; mas, de qualquer maneira, é preferível obter sempre o agrião das águas correntes.

AGRIÃO-DA-ILHA-DE-FRANÇA (Spilanthes acmella, Acmalia mauritiana)

15 AGRIÃO-DA-ILHA-DE-FRANÇA (Spilanthes acmella, Acmalia mauritiana)
Família: Compostas.
Sinonímia: Acmela, abecedária, agrião-do-pará, jambu-açu, mastru-ço, erva-de-mataca, agrião-do-brasil, botão-de-ouro, jambu-rana.
Características: Planta herbácea.
Hastes tenras, ramosas.
Folhas pequenas, opostas.
Valor terapêutico: O infuso das flores é reputado como tônico e estomáquico.

AGRIÃO-DO-PARÁ (Spilanthes oleracea)

16 AGRIÃO-DO-PARÁ (Spilanthes oleracea)
Família: Compostas.
Sinonímia: Agrião-do-brasil, jambu, jambu-açu.
Características: Planta de hastes ramosas, rasteiras.
Folhas opostas, pecioladas, cordiformes, ovaladas, sinuadas, denteadas.
Inflores-cência em pequenos capítulos.
Flores a princípio amareladas, depois pardacentas.
Habitat: Comum nos lugares úmidos. Às vezes cultivado.
Valor terapêutico: O agrião-do-pará é de sabor acre, picante.
Provoca a salivação quando se mastiga.
As folhas comem-se cruas, em saladas.
Como são muito picantes, podem misturar-se com outras ervas.
Podem também comer-se ensopadas.
Tem muitas aplicações na medicina doméstica.
O agrião-do-pará é considerado como bom sucedâneo do agrião comum (Sisymbrium nasturtium), podendo ser usado para os mesmos casos que este, porém, especialmente, no escorbuto, na anemia e na dispepsia.
O extrato das flores se emprega contra dor de dente.
Com um palito, mergulha-se um pedacinho de algodão no líquido e põe-se na cárie do dente.



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