sábado, 28 de fevereiro de 2015

ARTEMÍSIA (Artemisia vulgaris) Anemia, cólicas

ARTEMÍSIA (Artemisia vulgaris) Anemia, cólicas

110 ARTEMÍSIA (Artemisia vulgaris)
Família: Compostas.
Sinonímia: Artemigem, artemísia-verdadeira, erva-de-são-joão.
Características: É uma planta herbácea de mais ou menos um metro de altura.
Folhas fendidas.
Numerosas flores brancas.
Floresce em outubro.
Habitat: Nos terrenos argilosos alagadiços das planícies.
Valor terapêutico:
A artemísia tem muitas aplicações na medicina doméstica.
Emprega-se para: Anemia, cólicas, coréia (dança-de-são-guido), debilidade do estômago, diarréia, enterite, epilepsia, flatulências, gas-trite, hidropisia, icterícia, lombrigas, menstruação deficiente, mucosi-dades, nervosismo, nevralgia, reumatismo.
Em casos de dores reumáticas, fazem-se fricções com o sumo dessa erva, sobre as partes doloridas.
Podem, para os mesmos fins, aplicar-se também compressas quentes ou cataplasmas com o cozimento de artemísia.
Não é recomendada esta planta para as mulheres que ama-mentam.
A artemigem é inseticida.
Partes usadas: Folhas, flores e raízes.
Dose: 15 gramas em 1 litro de água.
Duas a quatro xícaras de chá por dia.


ARTEMÍSIA-DO-CAMPO (Artemísia campestris)

111 ARTEMÍSIA-DO-CAMPO (Artemísia campestris)
Família: Compostas.
Sinonímia: Artemísia-seIvagem.
Outro idioma: Aurone des champs, Aurone sauvage (França).
Característica: Arbusto que se assemelha à macela.
Habitat: Muito comum nas margens do Rio S. Francisco.
Valor terapêutico: Usa-se para curar as hemorróidas.
Parte usada: Folhas.



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

ARRUDA-DO-CAMPO (Hypericum teretiusculum)

ARRUDA-DO-CAMPO (Hypericum teretiusculum)

107 ARRUDA-DO-CAMPO (Hypericum teretiusculum)
Família: Gutiferàceas.
Sinonímia: Arruda-de-são-paulo.
Características: Arbusto.
Folhas pequenas, compridas.
Flores em cachos.
Fruto: cápsula alongada.
Valor terapêutico: Tem virtudes emenagogas.

ARRUDA-DO-MATO (Indigofera similerula)

108 ARRUDA-DO-MATO (Indigofera similerula)
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Anil-dos-pobres.
Características: Arbusto de uns 2 m de altura, pouco esgalhado.
Folhas em palas miúdas, verde-azuladas.
Flores miudinhas, em cachos.
Fruto: vagem pequena contendo algumas sementes semelhantes ao feijão.
Habitat: Estados do Nordeste.
Valor terapêutico: O suco desta planta acalma a dor de dente.

ARRUDA-DO-MATO (Pilocarpus officinalis)

109 ARRUDA-DO-MATO (Pilocarpus officinalis)
Família: Rutáceas.
Características: Arbusto.
Assemelha-se à arruda verdadeira.
Habitat: Maranhão e outros Estados.
Valor terapêutico: Tem aplicação nos casos de anemia, escrofulo-se, afecções do fígado, dismenorréia, reumatismo articular, tuberculose.
As gestantes devem tomar muito cuidado, porque esta planta é abortiva.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

ARRUDA fortemente emenagogo. bom efeito curativo.

ARRUDA fortemente emenagogo. bom efeito curativo.

106 ARRUDA (Ruta graveolens, Ruta montana, Ruta sativa, Ruta hortensis, Ruta latifolia)
Família: Rutáceas.
Sinonímia: Arruda-fedorenta, arruda-doméstica, arruda-dos-jardins, rutá-de-cheiro-forte.
Características: Subarbusto de até um metro, mais ou menos, de altura.
Folhas alternas, pecioladas, carnudas, glaucas, compostas.
In-florescência em umbelas.
Flores pequenas, verde-amareladas.
Habitat: Muito cultivada nos jardins por causa das suas folhas fortemente aromáticas.
Valor terapêutico:
O principal uso desta planta é nas regras suprimidas bruscamente.
Seu efeito é fortemente emenagogo.
Prepara-se um chá com 2 a 3 gramas para um litro de água, por infusão; duas xícaras por dia.
Tenha-se o cuidado de não usar quantidades maiores.
Ao mesmo tempo, banham-se os pés em água quente.
"Durante a gravidez, a arruda tem um efeito especial sobre o útero: ela congestiona este órgão, estimula as fibras musculares, provoca-Ihes a contração, ocasiona uma hemorragia grave, às vezes o aborto e a morte.
Acrescentamos que o aborto é raro e que a administração desta substância com um fim criminoso (aborto) pode acarretar a morte sem que haja parto." Dr. A. Héraud, Dictionnaire des Plantes Médicinales, pág. 541.
O chá de arruda também é bom calmante dos nervos.
Externamente aplicado, um chá em dose mais forte (20:1000) mata piolhos.
O pó das folhas secas serve para o mesmo fim.
Para afugentar lombrigas, fervem-se 20 gramas de arruda em 1 litro de azeite comestível, e tomam-se 2 a 3 colherinhas, das de chá, por dia.
O chá supra indicado também se presta para este fim.
Clisteres do cozimentos das folhas de arruda (8 10: 1000) também ajudam a combater os vermes intestinais.
Para combater a sarna, prepara-se um chá (20:1000), no qual se embebe um pano ou algodão, que se passa sobre as partes afetadas.
O mesmo chá é bom para lavar feridas.
Também as folhas frescas, machucadas, aplicadas sobre feridas velhas,
são de bom efeito curativo.
Finalizando, repetimos a advertência de que, tratando-se de uma planta muito ativa, só deve ser administrada com muita prudência, quando usada internamente.
Parte usada: Toda a planta.




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

ARROZ (Oryza sativa) eczema, erisipela, eritema

ARROZ (Oryza sativa) eczema, erisipela, eritema

105 ARROZ (Oryza sativa)
Família: Cramíneas.
Característica: Planta herbácea.

Valor terapêutico: O arroz bem cozido, em papa, aplica-se como absorvente,
nos casos de eczema, erisipela, eritema.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

ARREBENTA-CAVALOS (Solanum arrebenta, Solanum aculea-tissimum, Solanum agrarium)

ARREBENTA-CAVALOS (Solanum arrebenta, Solanum aculea-tissimum, Solanum agrarium)

104 ARREBENTA-CAVALOS (Solanum arrebenta, Solanum aculea-tissimum, Solanum agrarium)
Família: Solanáceas.
Sinonímia: Melancia-da-praia (Pernambuco), baba (Bahia), mingo-la (Alagoas), arrebenta-boi, bobó, juati.
Em S. Paulo, Minas e Rio é que se chama arrebenta-cavalos.
Características: Erva espinhosa, cujos ramos se elevam até uns 50 cm.
Haste e folhas cheias de espinhos.
Folhas pecioladas, lobadas, relativamente grandes.
Flores reunidas em pequenos grupos, formando estrelas verde-amareladas.
O fruto contém uma massa branca, prateada, semi-esponjosa, muito doce, e muitas sementes reniformes.
F. C. Hoehne, em sua obra "Plantas e Substâncias Vegetais Tóxicas e Medicinais", pág. 256, alega que as crianças comem a casca "sem dano para si". E acrescenta que, "se existem princípios tóxicos, os mesmos devem existir nas sementes".
M. Penna, em seu livro "Notas Sobre Plantas Brasileiras", pág. 417, diz.
"Os cavalos, quando comem os frutos, morrem; e as vacas, se não morrem, transmitem pelo leite todas as propriedades tóxicas."
Valor terapêutico: Emprega-se exteriormente para fazer desaparecer os panos (manchas) da pele; na urticária também se aplica.
Parte usada: Fruto.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

AROEIRA-DO-SERTÃO (Astronium orindeuva)

AROEIRA-DO-SERTÃO (Astronium orindeuva)

102 AROEIRA-DO-SERTÃO (Astronium orindeuva)
Família: Anacardiáceas.
Sinonímia: Aroeira-orundeuva, aroeira-preta, orundei-iba, orundei-pita.
Características: Árvore excelsa.
Lenho muito durável.
Valor terapêutico: O decocto da casca é bom contra a diarréia.
Em banhos, usa-se para combater úlceras de mau caráter.


ARRAIA-DO-MATO (Bignonia echinata)

103 ARRAIA-DO-MATO (Bignonia echinata)
Família: Bignoniáceas.
Sinonímia: Arcunã.
Características: Arbusto cor de rosa.
Flores róseas.
Fruto: Cápsula.
Valor terapêutico: É uma planta vulnerária, anti-sifilítica, sudorífica.
Parte usada: Raiz.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

AROEIRA (Schinus terebinthifolius, Schinus antarthritica, Schinus aroeira)

AROEIRA (Schinus terebinthifolius, Schinus antarthritica, Schinus aroeira)

101 AROEIRA (Schinus terebinthifolius, Schinus antarthritica, Schinus aroeira)
Família: Anacardiáceas.
Sinonímia: Aroeira-mansa, aroeira-vermelha, araguaraíba, corneí-ba, cambuí, fruto-de-sabiá.
Características: Árvore pequena.
Ramos foliosos, mais ou menos empubescidos.
Folhas compostas, imparipenadas.
Folíolos (2 a 7 pares) sésseis, oblongos, serreados.
Inflorescência em panículas terminais.
Frutos globulosos, avermelhados, pequenos.
Valor terapêutico:
A aroeira é boa para combater as febres, o reumatismo e a sífilis.
Os homeopatas aconselham esta planta nos casos de atonia muscular,
distensão dos tendões, artrite, reumatismo, fraqueza dos órgãos digestivos, tumores.
Emprega-se empiricamente, em fomentações, para combater afecções reumáticas e tumores linfáticos.
As folhas são dotadas de propriedades balsâmicas, pelo que se usam para curar úlceras.
Devido aos seus efeitos adstringentes, as cascas são contra a diarréia e as hemoptises.
Usam-se 100 gramas para 1 litro de água.
Pode adoçar-se com açúcar.
Tomam-se 3 a 4 colheres, das de sopa, ao dia.
Aplica-se também contra a ciática, a gota e o reumatismo.
Pre-para-se um cozimento na proporção de 25 gramas de cascas para 1 litro de água.
Toma-se diariamente um banho de 15 minutos, tão quente como se possa suportar.
A aroeira de que aqui estamos falando, não deve ser confundida com as aroeiras bravas ou aroeiras brancas, entre as quais se destaca a Lithraea molleoides.
Estas são extremamente cáusticas. O simples cheiro das mesmas, ou as partículas que delas se desprendem ao serem cortadas, a seiva ou a madeira seca, ou mesmo a terra em que crescem suas raízes podem causar uma afecção cutânea semelhante à urticária, edema ou eritema.
Para estes casos, as lavagens com o decocto das folhas da aroeira mansa são um remédio eficaz.
Estas lavagens são boas também contra a erisipela e outras moléstias provocadas por bactérias e que se manifestam em forma de edema ou eritema.
Há também outras espécies de aroeiras mansas: a Schinus wein-manniafolius, conhecida pelos nomes populares de aroeira-rasteira, aroeira do campo, almecegueira e lentisco; a Schinus molle, popularmente conhecida por aroeira, aroeira mole; e outras.
Prestam-se para os mesmos fins curativos.


sábado, 21 de fevereiro de 2015

ARINGA-IBA (Caladium arborescens) combate as dores articulares.

ARINGA-IBA (Caladium arborescens) combate as dores articulares.

100 ARINGA-IBA (Caladium arborescens)
Família: Aráceas.
Característica: Arbusto parecido com o tinhorão, porém mais alto.
Valor terapêutico: Tem propriedades resolutivas e combate as dores articulares.
Parte usada: Folhas.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

ARICURI (Cocos coronata) oftalmia.

ARICURI (Cocos coronata) oftalmia.

99 ARICURI (Cocos coronata)
Família: Palmáceas.
Sinonímia: Aracuri, alicuri, ariri, aracui, nicori, coqueiro-dicori,
ouricuri, uricuri.
Características: Palmeira mediana.
Tronco eriçado de fragmentos de folhas velhas.
Habitat: Comum na Bahia, em Alagoas e em outros Estados.
Valor terapêutico: O suco deste coco, verde, espremido,
tem aplicação na cura da oftalmia.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

ARIÁ contra a retenção da urina

ARIÁ contra a retenção da urina

98 ARIÁ (Thalia lutea, Maranta lutea, Calathea alluia)
Família: Marantáceas.
Sinonímia: Uariá.
Outro idioma: Topinambour blanc (Martinica).
Características: Planta herbácea.
Tubérculos piriformes, brancos, comestíveis depois de cozidos.
Habitat: Amazônia.
Valor terapêutico: Emprega-se contra a retenção da urina, em caso de cistite.
Parte usada: Folhas, por decocção.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

ARATICUM-DO-PARÁ (Anona sericea) anti-reumático.

ARATICUM-DO-PARÁ (Anona sericea) anti-reumático.

95 ARATICUM-DO-PARÁ (Anona sericea)
Família: Anonáceas.
Outro idioma: Guimané savane (Guiana Francesa).
Característica: Árvore pequena.
Habitat: Amazônia.
Valor terapêutico: O araticum-do-pará é empregado como anti-reumático.
Partes usadas: Casca e folhas.

ARATICUM-MANSO (Anona asiatica)

96 ARATICUM-MANSO (Anona asiatica)
Família: Anonáceas.
Outro idioma: Anon (Haiti).
Características: Árvore pequena.
Fruto comestível, mucilaginoso e aromático.
Valor terapêutico: Os frutos são aconselhados aos convalescentes das enfermidades febris.
Verdes, são adstringentes e recomendados contra as aftas.
As folhas cozidas são empregadas contra o reumatismo.


ARATICUM-PONHÉ (Anona Marcgravii)

97 ARATICUM-PONHÉ (Anona Marcgravii) OK
Família: Anonáceas.
Sinonímia: Araticum-de-paca, araticum-panã.
Característica: Árvore.
Valor terapêutico: O decocto dos frutos verdes ê útil contra as aftas.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

ARATICUM-DO-CAMPO (Anona coriacea)

ARATICUM-DO-CAMPO (Anona coriacea)

92 ARATICUM-DO-CAMPO (Anona coriacea)
Família: Anonáceas.
Sinonímia: Araticum-dos-lisos.
Característica: Árvore pequena.
Valor terapêutico: As sementes raladas são adstringentes.
Têm aplicação contra a diarréia crônica.


ARATICUM DOS GRANDES (Anona dioica)

93 ARATICUM DOS GRANDES (Anona dioica)
Família: Anonáceas.
Sinonímia: Araticum-grande, araticum-do-campo, ata, marolinho, pinha.
Característica: Árvore pequena.
Habitat: Em muitos Estados do Brasil.
Valor terapêutico: O fruto é emoliente.
As folhas são empregadas como anti-reumáticas.


ARATICUM-DO-MATO (Anona longifolia)

94 ARATICUM-DO-MATO (Anona longifolia)
Família: Anonáceas.
Sinonímia: Envireira.
Outro idioma: Corossol pinaioua (Guiana Francesa).
Características: Árvore média.
Madeira branca.
Fruto da grossura de uma maçã, de polpa vermelha, deliciosa.
Habitat: Amazônia.
Valor terapêutico: O araticum-do-mato tem aplicação como anti-reumático.
Partes usadas: Folhas e frutos verdes.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

ARATICUM-APÉ (Anona silvatica) aliviam as cólicas

ARATICUM-APÉ (Anona silvatica) aliviam as cólicas

88 ARATICUM-APÉ (Anona silvatica)
Família: Anonáceas.
Sinonímia: Araticum-da-mata.
Características: Árvore.
Fruto parecido com o fruto-do-conde.
Habitat: Nas florestas, em diversos Estados do Brasil.
Valor terapêutico: As folhas, aplicadas quentes, apressam a supuração.
O banho de vapor, com o decocto das folhas, ê bom para combater as febres intermitentes.
As folhas encerram, outrossim, propriedades antissifilíticas.
Os grelos, em infusão, aliviam as cólicas.


ARATICUM-DA-MATA (Rollinia silvatica)

89 ARATICUM-DA-MATA (Rollinia silvatica)
Família: Anonáceas,
Sinonímia: Araticum-do-mato, araticum-do-morro, araticum-gran-de, pasmada-do-mato.
Característica: Árvore pequena.
Habitat: Em vários Estados do Brasil.
Valor terapêutico: Os frutos servem para a fabricação de uma bebida refrigerante e estomáquica.
Os frutos e as folhas são úteis contra a disenteria, as anginas e as aftas.


ARATICUM DE ESPINHO (Anona spinescens)

90 ARATICUM DE ESPINHO (Anona spinescens)
Família: Anonáceas.
Sinonímia: Araticum-da-beira-do-rio, araticum-do-alagadiço, arati-cum-do-brejo, araticum-do-rio.
Característica: Arbusto.
Habitat: Nos Estados do Sul do Brasil.
Valor terapêutico: A polpa do fruto é emoliente e depurativa.
O decocto quente das folhas e das cascas, em banhos, é útil contra o reumatismo.


ARATICUM-DO-BREJO (Anona glabra, Anona palustris)

91 ARATICUM-DO-BREJO (Anona glabra, Anona palustris)
Família: Anonáceas.
Sinonímia: Araticum-paná, araticum-caca, araticum-cortiça, arati-cum-de-boi, araticum-de-jangada, araticum-do-mangue, araticum-da-praia, araticum-da-água, araticum-da-lagoa, cortiça, maçã-de-cobra, mulolo.
Outros idiomas: Corossol sauvage (Guiana Francesa), Alligator apple (Jamaica).
Características: Árvore pequena ou arbusto.
Madeira pardo-escu-ra.
Fruto parecido com a graviola ou jaca-do-pará, porém muito menor e arredondado.
Habitat: Nos manguezais da costa, na Amazônia.
Valor terapêutico: O fruto é vermífugo e emoliente.
As folhas, em infusão, são antelmínticas.
Também nos casos de reumatismo as folhas dão bons resultados.


domingo, 15 de fevereiro de 2015

ARATICUM-ALVADIO (Anona exalbida, Rol linia exalbida) anti-reumática.

ARATICUM-ALVADIO (Anona exalbida, Rol linia exalbida) anti-reumática.

87 ARATICUM-ALVADIO (Anona exalbida, Rol linia exalbida) OK
Família: Anonáceas.
Sinonímia: Araticum-de-santa-catarina, fruta-de-conde-pequena, imbira.
Característica: Árvore pequena.
Habitat: Nos estados do Sul.
Valor terapêutico: O fruto é emoliente.
As folhas são anti-reumáticas.


sábado, 14 de fevereiro de 2015

ARARA TUCUPÉ (Parkia oppositifolia) anti-hemorrágica

ARARA TUCUPÉ (Parkia oppositifolia) anti-hemorrágica

86 ARARA TUCUPÉ (Parkia oppositifolia)
Família: Legumi nosas-mimosáceas.
Sinonímia: Arara-tucupi, japacanim, paricà (Pará), visgueiro (Pará).
Características: Árvore grande.
Madeira branca, leve.
Copa larga, chata, em forma de chapéu-de-sol.
Flores brancas e amareladas, em capítulos.
Habitat: Na mata de terra firme, arenosa, na Amazônia.
Valor terapêutico: A casca fresca, adstringente e anti-hemorrágica,
é empregada para lavar feridas e úlceras.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

ARARACANGA (Aspidosperma desmanthum) febrífuga

ARARACANGA (Aspidosperma desmanthum) febrífuga

85 ARARACANGA (Aspidosperma desmanthum)
Família: Apocináceas.
Sinonímia: Araraúba-da-terra-firme.
Características: Árvore grande.
Madeira castanho-amarela, clara.
Habitat: Na terra firme, úmida, da Amazônia.
Valor terapêutico: A araracanga encerra propriedades febrífugas.
Parte usada: Folhas.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

ARAPARI-DA-VÁRZEA (Macrolobium acaciaefolium) contra a diarréia

ARAPARI-DA-VÁRZEA (Macrolobium acaciaefolium) contra a diarréia

83 ARAPARI-DA-VÁRZEA (Macrolobium acaciaefolium)
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Taveira, fava-de-tambaqui.
Características: Árvore média ou grande, muito elegante.
Madeira ruiva.
Flores esbranquiçadas, com estames purpúreos.
Habitat: Nas margens dos rios e lagos, na Amazônia.
Valor terapêutico: A casca, adstringente, é útil contra a diarréia.


ARAPOCA VERMELHA (Galipea rubra)

84 ARAPOCA VERMELHA (Galipea rubra)
Família: Rutâceas.
Características: Árvore.
Folhas lanceoladas, alternas.
Valor terapêutico: A casca e o fruto têm larga aplicação na medicina caseira,
no tratamento das febres palustres.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

ARAMINA (Urena lobata) antelmíntico

ARAMINA (Urena lobata) antelmíntico

81 ARAMINA (Urena lobata)
Família: Malváceas.
Sinonímia: Guaxuma, uaicima, uaixima, uacima, guaxima-macho, guaxima-roxa, ibaxama, malva-roxa-recortada, malvaísco, rabo-de-fo-guete, caquibosa.
Características: Planta herbácea, arbustiva.
Folhas alternas, arredondadas, lobuladas (com uns 8 lóbulos), algo aveludadas.
Flores róseas, roxas ou violáceas.
Fruto: carrapicho.
As fibras servem para cordas e estopa.
Habitat: Em quase todo o País.
Valor terapêutico: As folhas são emolientes: utilizam-se em todas as inflamações.
A raiz, em decocção, é empregada contra as cólicas abdominais.
As flores são expectorantes: usam-se especialmente nas tosses secas e inveteradas.
O decocto das sementes trituradas é um antelmíntico eficaz.



ARAPABACA (Spigelia anthelmia)

82 ARAPABACA (Spigelia anthelmia)
Família: Loganiáceas.
Sinonímia: Arapacaba, lombrigueira, erva-lombrigueira.
Outro idioma: Brinvilliere (Guiana Francesa).
Características: Arbusto.
As folhas, ovais, se cruzam no topo do caule.
Flores róseas, em espigas terminais.
Valor terapêutico: As folhas frescas, espalhadas pelo chão, servem para afugentar baratas.
A planta toda, mormente a raiz, é empregada como vermífugo, mas convém saber que é tóxica em dose superior a 3 gramas.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

ARAÇÁ-DA-PRAIA (Psidium littorale) contra a hemorragia.

ARAÇÁ-DA-PRAIA (Psidium littorale) contra a hemorragia.

79 ARAÇÁ-DA-PRAIA (Psidium littorale)
Família: Mirtáceas.
Características: Árvore alta.
Fruto piriforme, agridoce.
Habitat: Vegeta nas proximidades do mar.
Valor terapêutico: Usa-se contra a hemorragia.

ARAÇÁ-VERMELHO (Psidium cattleyanum, Psidium variabile)

80 ARAÇÁ-VERMELHO (Psidium cattleyanum, Psidium variabile.
Família: Mirtáceas.
Sinonímia: Araçá-da-praia, araçá-de-comer, araçá-do-campo, ara-çá-do-mato, araçá-pêra, araçã-piranga, araçá-rosa, araçá-de-coroa.
Características: Arvore ou arbusto.
Fruto: cereja vermelha ou amarela.
Habitat: Freqüente nas zonas litorâneas.
Valor terapêutico: E uma planta apregoada por suas virtudes anti-hemorrágicas.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

APUÍ (Clusia insignis, Clusia grandiflora)

APUÍ (Clusia insignis, Clusia grandiflora)

78 APUÍ (Clusia insignis, Clusia grandiflora)
Família: Gutíferas ou gutiferáceas.
Sinonímia: Mata-pau, cebola-grande-da-mata, guapoí, figueira-amaldiçoada.
Características: Trepadeira epífita, que se enrosca nas árvores, matando-as.
Flores grandes, lindas, brancas por fora e castanho-pur-púreas por dentro (Clusia insignis) ou róseo-pálidas (Clusia grandiflora).
Habitat: Amazônia.
Valor terapêutico:
A resina que exsuda das Clusias, e de que se servem os índios para besuntar suas canoas, é purgativa.
Das flores se extrai uma resina amarelo-avermelhada que, misturada com manteiga de cacau, se aplica sobre os bicos dos seios rachados, nas lactantes.


domingo, 8 de fevereiro de 2015

APERTA-RUÃO (Piper aduncum) para mau hálito

APERTA-RUÃO (Piper aduncum) para mau hálito

77 APERTA-RUÃO (Piper aduncum, Piper scabrum, Piper celtidifolium, Piper lanceolatum, Piper arborescens, Stephensia adunca, Arthante adunca)
Família: Piperáceas.
Sinonímia: Tapa-buraco, jaborandi-do-mato, jaborandi-falso, pi-menta-de-fruto-ganchoso, erva-de-jabuti, matico-falso.
Características: Arbusto de até 1 metro de altura.
Folhas ovais.
Fruto em forma de espiga.
Valor terapêutico: O aperta-ruão é adstringente.
Os frutos são diuréticos e resolutivos.
Em banhos usam-se as sementes no tratamento das feridas.
As folhas> em banhos demorados, têm sido usadas nos casos de queda do útero.
Com as folhas prepara-se um chá (20:1000) bom para combater as hemorragias.
O mesmo chá é igualmente indicado contra as diarréias.
Nos casos mais rebeldes, fazem-se lavagens intestinais com o chá, acrescentando-se uma colherinha de pó das mesmas folhas.
Também nas moléstias do fígado e na blenorragia este chá presta bom serviço.
Em casos de mau hálito, mascam-se folhas, cascas ou raízes de aperta-ruão,
para perfumar a boca.


sábado, 7 de fevereiro de 2015

APEÍBA (Apeiba tibourbou) é vermífugo

APEÍBA (Apeiba tibourbou) é vermífugo

76 APEÍBA (Apeiba tibourbou)
Família: Tiliáceas.
Sinonímia: Jangada, jangadeira, pau-de-jangada, pau-fofo, embira-branca.
Outro idioma: Tibourbou (Guiana Francesa).
Características: Árvore alta.
Madeira esponjosa, leve.
Folhas cor-diformes, lanceoladas, serrilhadas.
Fruto espinhoso.
Habitat: Comum em muitas partes do Brasil.
Valor terapêutico: O decocto da entrecasca é vermífugo eficaz.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

ANIS Combate os gases

ANIS Combate os gases

74 ANIS (Pimpinella anisum, Anisum officinalis, Carum anisum.
Família: Umbelíferas.

Sinonímia: Erva-doce.
Características: Planta de 30 a 50 cm de elevação.
Haste erecta, cilíndrica, estriada, canaliculada, pubescente, ramificada superiormente.
Folhas alternas, amplexicaules, verde-escuras.
Inflorescência em umbelas de 8 a 12 pedúnculos.
Flores brancas, pequenas.
Habitat: Cultivado nas hortas.
Valor terapêutico:
Combate os gases do estômago e intestinos e as cólicas do ventre, e favorece a ação digestiva.
É bom contra a azia.
Aumenta o leite das lactantes.
O azeite das sementes, com que se fricciona a cabeça, é bom para matar piolhos.
Com o azeite fricciona-se o ventre para acalmar as cólicas.
O anis também dá bom resultado nas diarréias, especialmente das crianças.
Parte usada: Sementes, por infusão.
Dose: 10 a 15 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.

APÉ (Urospatha caudata)

75 APÉ (Urospatha caudata)
Família: Aràceas.
Característica: Planta herbácea.
Habitat: Pará e Amazonas.
Valor terapêutico: O suco do apé, especialmente do rizoma,
é útil no tratamento das impigens.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

ANINGA (Montrichardia arborescens) como drástico e diurético.

ANINGA (Montrichardia arborescens) como drástico e diurético.

69 ANINGA (Montrichardia arborescens)
Família: Aráceas.
Sinonímia: Aninga-uba, aninga-uva, aninga-de-espinho, aninga-do-pará, aninga-perê, banana-de-macaco, imbê-da-praia, imberana.
Outro idioma: Mucu-mucu (Guiana Francesa).
Características: Planta herbácea.
As fibras grossas e compridas, da haste, são empregadas na fabricação de cordas.
Habitat: Nas margens pantanosas dos rios e lagos, e nas depressões das várzeas.
Valor terapêutico: As folhas machucadas, em cataplasmas, são empregadas como resolutivas.
A raiz, reduzida a pó, tem aplicação como drástico e diurético.


ANINGA (Arum leniferum)

70 ANINGA (Arum leniferum)
Família: Aráceas.
Sinonímia: Aninga-açu, aninga-uba.
Características: Arbusto de 2 a 3 m de altura.
Folhas de uns 35 cm de comprimento.
Habitat: Comum nos brejos e lugares úmidos,
Valor terapêutico: O suco é útil para curar úlceras. O decocto das folhas é indicado no tratamento do reumatismo.


ANINGA-D'ÁGUA (Caiadium spinescens)

71 ANINGA-D'ÁGUA (Caiadium spinescens)
Família: Aráceas.
Características: Planta parecida com o tinhorão.
Sementes comestíveis quando assadas.
Habitat: Norte do Brasil.
Valor terapêutico: Âplicam-se as folhas nas úlceras gangrenosas.

ANINGA-PÁRA (Dieffembachia seguine)

72 ANINGA-PÁRA (Dieffembachia seguine)
Família: Aràceas.
Sinonímia: Cana-marona, cana-de-imbê.
Característica: Planta herbácea.
Habitat: Nos terrenos pantanosos e abertos, na Amazônia.
Valor terapêutico: Por ser extremamente tóxica, não se faz uso interno desta planta.
O suco das folhas, aplicado topicamente, acalma a dor em caso de picada da formiga tekandera.
O decocto das folhas, em gargarejos, é útil na angina, mas é preciso ter o cuidado de não ingeri-lo.
O mesmo decocto, em loções, é bom para combater as inflamações edematosas.
A tintura da raiz, em loções, é usada contra o prurido das partes genitais.


ANINGA-PARI (Melastoma parviflora)

73 ANINGA-PARI (Melastoma parviflora)
Família: Melastomáceas.
Características: Arbusto.
Folhas opostas, elípticas.
Flores róseas.
Fruto: cápsula contendo inúmeras sementes miúdas.
Valor terapêutico: As folhas frescas e amassadas ou secas e pulverizadas têm aplicação no curativo das úlceras.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

ANIL (Indigofera anil)

ANIL (Indigofera anil)

67 ANIL (Indigofera anil) antídoto do mercúrio e do arsênico.
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Caá-chica (Amazonas), timbó-mirim (Mato Grosso).
Características: Planta herbácea, sub-lenhosa, ramosa, de
cor verde-esbranquiçada.
Folhas em palmas, elípticas e compridas.
Flores róseas, miúdas, em pequenos cachos. O fruto é uma vagem.
Com esta planta fabrica-se uma matéria corante conhecida por
anil.
Habitat: Comum nos terrenos abandonados após a cultura.
Valor terapêutico:
Diz-se que esta planta serve como antídoto do mercúrio e do arsênico.
O chá que se obtém por infusão das folhas e raízes, é antiespas-módico, diurético, estomáquico, febrífugo, purgativo, sedativo.
O mesmo chá emprega-se com bons efeitos contra a epilepsia e a icterícia.
As folhas machucadas empregam-se topicamente contra a sarna.
As raízes e as sementes, secas, pulverizadas, usam-se para afugentar insetos. ..
Partes usadas: Folhas, raízes, sementes.
Dose: 5 gramas para um litro de água; uma ou duas xícaras por
dia.


ANIL-TREPADOR (Vitis sicyoides, Cissus tinctoria)

68 ANIL-TREPADOR (Vitis sicyoides, Cissus tinctoria)
Família: Vitáceas.
Sinonímia: Tinta-dos-gentios, uva-brava, caavurana-de-cunhã. Característica: Planta trepadeira de flores amarelas.
Habitat: Do Ceará ao- Rio de Janeiro.
Valor terapêutico: e empregado no tratamento da hidropisia e do reumatismo.
Usa-se a raiz, em decocção.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

ANGELÔNIA (Angelonia integerrima) é calmante e antiespasmódica.

ANGELÔNIA (Angelonia integerrima) é calmante e antiespasmódica.

64 ANGELÔNIA (Angelonia integerrima)
Família: Escrofulariáceas.
Sinonímia: Violeta-de-petrópolis.
Característica: Planta herbácea.
Habitat: Nos Estados do Sul e no Rio de Janeiro.
Valor terapêutico: A angelônia é calmante e antiespasmódica.
Utiliza-se no preparo de xaropes peitorais e béquicos.


ANGUSTURA (Cusparia trifoliata)

65 ANGUSTURA (Cusparia trifoliata)
Família: Rutáceas.
Sinonímia: Amarelo, amarelinho-da-serra, cuspare.
Característica: Árvore.
Valor terapêutico: Fornece a "casca de angustura", que é tônica, febrífuga e antidisentérica.


ANGUSTURA-VERDADEIRA (Galipea cusparia, Galipea febrifuga, Galipea alba)

66 ANGUSTURA-VERDADEIRA (Galipea cusparia, Galipea febrifuga, Galipea alba)
Família: Rutáceas.
Características: Árvore bem alta.
Folhas alternas, compostas, lon-gipecioladas.
Três folíolos sésseis, oval-lanceolados, inteiros.
Flores em cachos axilares e terminais.
Habitat: Estados do Norte e Nordeste.
Valor terapêutico: A casca é tônica, antidisentérica e febrífuga.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

ANGELIM (Machaerium heteropterum)

ANGELIM (Machaerium heteropterum)

62 ANGELIM (Machaerium heteropterum)
Família: Leguminosas-papilionáceas.
Característica: Ãrvore.
Valor terapêutico: O pó da serragem, em decocção, é considerado como
drástico e vermífugo.


ANGELIM COCO (Andira stipulacea)

63 ANGELIM COCO (Andira stipulacea)
Família: Leguminosas-papilionáceas.
Sinonímia: Urarema, pau-pintado, angelim-doce, lumbricida muirarema.


Característica: Árvore semelhante ao angelim-verdadeiro.
Habitat: Em vários Estados do Brasil.
Valor terapêutico: A casca e as sementes encerram propriedades antelmínticas.


domingo, 1 de fevereiro de 2015

ANGEUCÓ (Aristolochia cymbifera)

ANGEUCÓ (Aristolochia cymbifera)

61 ANGEUCÓ (Aristolochia cymbifera) para desinflamar os testículos
Família: Aristoloquiáceas.
Sinonímia: Jarrinha, mil-homens, papo-de-peru, mata-porco, capa-homem, calunga, patinho, caçaú, cipó-mata-cobras, urubu-caá.
Características: Há perto de 50 espécies de aristolóquias.
Afirma-se que todas têm as mesmas propriedades medicinais..
"As aristolóquias são geralmente plantas escalantes (trepadeiras ou cipós),
com troncos em muitos casos lignificados, raras vezes herbáceas e, então,
dotadas de um tronco subterrâneo mais ou menos desenvolvido"
João S. Decker, Aspectos Biológicos da Flora Brasileira, pág. 24.
Valor terapêutico: Emprega-se como antisséptico, diaforético, estomacal, esurino, sedativo (nos casos de histeria, convulsões, epilepsia e cistite).
É empregado com êxito contra a falta de apetite.
Usa-se no tratamento da falta de menstruação, para provocar o aparecimento das regras.
É aplicado com êxito surpreendente em casos de clorose.
Aplica-se com magníficos resultados contra os males do estômago em geral, prisão de ventre, gastralgia (dor de estômago), indigestão, diarréia, etc.
Usa-se também para combater as febres intermitentes da malária.
Externamente, em banhos de assento, emprega-se com bons resultados,
para desinflamar os testículos, em caso de orquite.
"Acreditou-se sempre e continua-se acreditando em todo o interior, que o extrato etéreo, como as alcoolaturas e os próprios decoc-tos das raízes e do caule destas plantas são anti-ofídicos.. .admitimos a possibilidade de que o extrato fresco e ainda vivo, de raízes e caules destas plantas, poderá realizar curas, como anti-ofídico...
"Muitíssimas são as aristolóquias que já figuram nas farmacopéias oficiais e que são receitadas de quando em quando pelos médicos mais inclinados para a fitoterapia.
Elas atuam mui beneficamente sobre a mucosa estomacal e sobre os
gânglios internos que facilitam a digestão e assimilação dos alimentos que ingerimos.
E esses seus efeitos mostram-se de modo apreciável quando se usa o extrato conforme referido.
Em álcool, muitas vezes, os resultados são prejudiciais graças ao efeito desse.
Os rins, o fígado, o baço e mesmo o coração, são estimulados por estas plantas.
Muitas pessoas as prescrevem como depurativas, como diuréticas, vulnerárias, anti-reumáticas, anti-fe-bris, emenagogas, etc.
"Esta última recomendação nos deve interessar aqui mais especialmente, porque nos aponta o motivo por que foram chamadas 'aris-tolóquias', isto é, 'bormparto' ou 'facilitadoras-dos-lóquios', conforme as conheciam os antigos gregos e os egípcios/' F. C. Hoehne, Plantas e Substâncias Vegetais Tóxicas e Medicinais, pág. 106.
Uma advertência torna-se, entretanto, necessária: Em doses excessivas as aristolóquias são tóxicas.
As mulheres grávidas não devem usar esta planta, pois pode provocar aborto.
Efetivamente, acredita-se que muitos dos preparados que se usam para acarretar este criminoso resultado, tenham por base o extrato de raízes ou sementes de aristolóquias.
Parte usada: Raiz, em decocção.
Dose: 10 a 15 gramas para um litro de água fervendo.
Tomam-se não mais de duas a três xícaras de chá por dia.
Em doses mais elevadas produz náuseas, dejeções, perturbações cerebrais.
Externamente, emprega-se a casca, em pó, nas úlceras crônicas e no lupo.
O cozimento da raiz (25-50:1000) usa-se contra as úlceras, a sarna e as orquités.