terça-feira, 6 de dezembro de 2016

URUMBEBA (Nopalea coccinilifera) fígado e estômago.

URUMBEBA (Nopalea coccinilifera) fígado e estômago.

998 URUMBEBA (Nopalea coccinilifera)
Família: Cactáceas.
Sinonímia: Caachabi, nopal.
Características: Cactácea de flores vermelhas. O fruto presta-se para fazer doces saborosos.
Habitat: Estados do Nordeste.
Valor terapêutico:
O decocto do fruto, que é mucilaginoso, é bom para combater
as afecções do fígado e do estômago.



segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

URUCU (Bixa orellana) expectorantes

URUCU (Bixa orellana) expectorantes

997 URUCU (Bixa orellana)
Família: Bixáceas.
Sinonímia: Urucuuba.
Outros idiomas: Achiote (Peru), Achote, Bija, Onoto (Venezuela).
Características: Arbusto que cresce até 5 metros de altura.
Tronco reto, dividido em ramos, que formam uma copa.
Folhas alternas, pecioladas, cordiformes, acuminadas.
Fruto: cápsula coberta de espinhos, de 2 cm, contendo muitas sementes vermelhas, envoltas numa massa da mesma cor, das quais se faz um pó vermelho e condimento-so, chamado colorau, muito usado na arte culinária.
Valor terapêutico:
As sementes do urucu são expectorantes nas moléstias do peito.
São recomendadas para diversas afecções do coração: cardite, endocardite, pericardite, etc. A tinta do urucu é usada como antídoto do ácido prússico, veneno da mandioca.
Parte usada: Sementes, em infusão.




domingo, 4 de dezembro de 2016

URUBUCAÁ (Aristolochia trilobata) antidiarréica

URUBUCAÁ (Aristolochia trilobata) antidiarréica

996 URUBUCAÁ (Aristolochia trilobata)
Família: Aristoloquiáceas.
Sinonímia: Calunga, capa-homem, mil-homená, papo-de-peru, jar-rinha, angelicó.
Características: Ver angelicó. O urubucaá tem, toda a planta, um cheiro
aliáceo-canforado muito forte, e um sabor amargo e nauseabundo.
Valor terapêutico:
A raiz, amarga, é tônica, febrífuga, estimulante, emenagoga, antidiarréica.
Usám-se 2 a 5 gramas por dia, em decocção.
Em dose elevada provoca náuseas, dejeções e perturbações cerebrais.
Por ser energicamente abortiva, as gestantes não devem fazer uso dessa planta.
Externamente emprega-se a raiz, em pó, nas úlceras crônicas e nos lupos.
O decocto da raiz (25 a 50:1000) tem aplicação contra a orquite,
a sarna e as úlceras.



sábado, 3 de dezembro de 2016

URTIGÃO (Urera baccifera) contra a leucorréia.

URTIGÃO (Urera baccifera) contra a leucorréia.

994 URTIGÃO (Urera baccifera)
Família: Urticáceas.
Sinonímia: Cansanção (Amazônia).
Características: Arbusto grande.
Caule e ramos aculeados.
Folhas cobertas de pêlos urticantes na face inferior.
Flores brancas ou róseas.
Fruto branco ou róseo.
Valor terapêutico:
O decocto da raiz é bom remédio contra a leucorréia.
O decocto das folhas presta-se para os mesmos fins, sendo, além disso,
eficaz contra a anúria e disúria.
Partes usadas: Raiz e folhas, em decocção.

URTIGÃO (Urera subpeltata)

995 URTIGÃO (Urera subpeltata)
Família: Urticáceas.
Sinonímia: Cansanção-verdadeiro, cansação-de-folha-grande.
Característica: Arbusto.
Habitat: Medra nos Estados do Norte.
Valor terapêutico:
A raiz, em decocção, tem propriedades tônicas, eupépticas,
diuréticas e antifebris.



sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

URTIGA-MORTA (Mercurialis annua) emoliente, laxante e vermífuga.

URTIGA-MORTA (Mercurialis annua) emoliente, laxante e vermífuga.

992 URTIGA-MORTA (Mercurialis annua)
Família: Euforbiáceas.
Sinonímia: Mercurial.
Características: Planta herbácea.
Haste angulosa, quadrangular.
Folhas opostas, pecioladas, oval-lanceoladas, serreadas.
Flores miúdas, dispostas em espigas alongadas.
Habitat: Nos campos cultivados e em torno das habitações.

Valor terapêutico:
É uma planta emoliente, laxante e vermífuga.
Deve empregar-se somente a erva fresca, de que se usa o suco espremido, o decocto e o melito.


URTIGA-VERMELHA (Urtica urens, Urtica minor, Urtica scalpa)

993 URTIGA-VERMELHA (Urtica urens, Urtica minor, Urtica scalpa)
Família: Urticáceas.
Sinonímia: Urtiga-da-miúda.
Características: Haste vermelha.
Folhas alternas ou opostas e dotadas de estipulas. O pecíolo, também vermelho, sustenta um limbo oval ou elíptico, peninervado, fortemente serreado, crespo, pubescen-te. Fíores unissexuadas, monóicas, reunidas em cachos axiais.
Valor terapêutico:
As folhas bem tenras, das extremidades, misturadas com outras ervas, são usadas em saladas ou guisados para estimular as funções digestivas, facilitar a secreção urinária (na hidropisia), ajudar no tratamento da diabete e da anemia.
Em saladas, ensopados, chás, sucos, a urtiga age poderosamente como depurativa do sangue, pelo que se usa nas afecções da pele, gota, reumatismo, etc.
É um bom remédio contra os cálculos renais.
Aumenta a secreção do leite das mulheres que amamentam.
É preciso tomar cuidado com os espinhos da urtiga, ao apanhar suas folhas.
Depois de colhidas as folhas, os próprios espinhos ficam murchos, inofensivos.
Parte usada: Toda a planta, fresca e florida.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.




quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

URTIGA-BRAVA (Urera caracasana) nas afecções pulmonares

URTIGA-BRAVA (Urera caracasana) nas afecções pulmonares

989 URTIGA-BRAVA (Urera caracasana)
Família: Urticáceas.
Sinonímia: Cansanção (Amazônia), Caracasana.
Outro idioma: Caracasana (Venezuela).
Cacterísticas: Arbusto grande.
Haste aculeada.
Ramos novos cobertos de pêlos urticantes.
Fruto avermelhado.
Habitat: Amazônia.
Valor terapêutico:
Usa-se nas afecções pulmonares (infuso das folhas), na sífilis (infuso da casca),
nas moléstias do Baixo Amazonas (decocto das folhas).

URTIGA-CANSANÇÃO (Cnidosculus pruriginosus)

990 URTIGA-CANSANÇÃO (Cnidosculus pruriginosus)
Família: Eurforbiáceas.
Sinonímia: Urtiga-de-mamão.
Características: Planta herbácea-arbustiva.
Caule verde, dotado de pêlos longos, duros e urentes ao toque.
Folhas palmadas (cinco lobos), longipecioladas.
Flores brancas, como jasmins, em cachi-nhos.
Fruto: Noz capsular, espinhosa.
Valor terapêutico:
Toda a planta, machucada, exsuda um leite que, embebido num pano, se aplica nas partes afetadas, em caso de erisipela.
Triturada e aplicada sobre as frontes, em forma de emplastro, a urtiga-cansanção tem efeito soporífero.

URTIGA-DA BAHIA (Pelea muscosa)

991 URTIGA-DA BAHIA (Pelea muscosa)
Família: Urticáceas.
Característica: Erva arbustiva.
Valor terapêutico:
Recomenda-se tanto o decocto como o suco fresco desta planta,
por suas propriedades febrífugas e diuréticas.



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

URTIGA-BRANCA (Lamium album) contra os catarros

URTIGA-BRANCA (Lamium album) contra os catarros

988 URTIGA-BRANCA (Lamium album)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Lamio-branco, urtiga-morta.
Características: Planta vivaz, 20 a 40 cm, ligeiramente aveludada.
Haste erecta, verde, de cheiro pouco agradável, simples, quadrangular.
Folhas opostas, pecioladas, cordiformes, acuminadas, profundamente serreadas, de nervuras salientes na face inferior.
Flores brancas, grandes, sésseis, verticiladas.
Valor terapêutico:
É excelente remédio contra os catarros das vias respiratórias, escrofulose, hemorragias, hemoptises, leucorréia, menstruação irregular, ovarite.
Diz o Dr. J. Monteiro da Silva que a urtiga-branca tem propriedades hemostãticas, sendo usada contra as hemoptises, as epistaxes e as metrorragias.
Esse vegetal regulariza as funções do intestino em caso de constipação e diarréia.
Exteriormente aplica-se a infusão das flores, em loções e compressas, sobre contusões, queimaduras, etc.
Parte usada: Flores.
Dose: 10 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.



A única esperança de coisas melhores está na educação do povo nos
verdadeiros princípios.
Ensinem os médicos ao povo que o poder restaurador não se encontra em drogas,
porém na Natureza. (E. G. White)



terça-feira, 29 de novembro de 2016

UOAPURAMA (Myrtus racemosa) desobstruente do fígado.

UOAPURAMA (Myrtus racemosa) desobstruente do fígado.

987 UOAPURAMA (Myrtus racemosa)
Família: Mirtáceas.
Característica: Arbusto.
Habitat: Nas proximidades do mar.
Valor terapêutico:
A raiz, em decocção, é diurética e desobstruente do fígado.
O decocto das cascas e das sementes é proveitoso no tratamento das febres.
Partes usadas: Raiz, cascas e sementes.
Dose: 10 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.



segunda-feira, 28 de novembro de 2016

UNHA-DE-ANTA para combater a elefantíase.

UNHA-DE-ANTA para combater a elefantíase.

985 UNHA-DE-ANTA (Bauhinia aculeata, Bauhinia fortificata)
Família: Leguminosas-cesalpiniáceas.
Sinonímia: Bauínia, pata-de-vaca, unha-de-boi, unha-de-vaca, pé-de-boi, mororó.
Características: Árvore alta, dotada de acúleos.
Folhas profundamente uncinadas, bilobadas.
Flores brancas.
Habitat: Rio de Janeiro.
Valor terapêutico:
A casca, em decocção, é empregada na diabete.
O decocto das folhas é usado, interna e externamente,
para combater a elefantíase.

UNHA-DE-GATO (Bignonia unguis-cati)

986 UNHA-DE-GATO (Bignonia unguis-cati)
Família: Bignoniáceas.
Sinonímia: Cipó-de-gato, cipó-de-morcego, hera-de-são-domingos.
Características: Cipó grande.
Gavinhas terminadas por três ganchos recurvos, que lembram a unha do gato.
Flores amarelo-claras, alaranjadas, grandes, numerosas.
Habitat: Muito comum no Mato Grosso.
Valor terapêutico:
Tem propriedades diuréticas, anti-reumáticas e anti-sifilíticas.
Partes usadas: Folhas e casca.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 2 a 3 xícaras por dia.



domingo, 27 de novembro de 2016

UMIRI (Humiria floribunda) tenífugo e vulnerário.

UMIRI (Humiria floribunda) tenífugo e vulnerário.

982 UMIRI (Humiria floribunda)
Família: Humiriáceas.
Características: Árvore ou arbusto.
Madeira castanho-vermelha escura.
Da casca exsuda, por incisão, um bálsamo resinoso, de aroma agradável.
Fruto pequeno, preto, resinoso, adocicado, comestível.
Habitat: Nas campinas pedregosas, nas campinas arenosas, nas praias.
Valor terapêutico:
O decocto da casca é diurético, tenífugo e vulnerário.

UMIRI-BÁLSAMO (Humiria balsamifera)

983 UMIRI-BÁLSAMO (Humiria balsamifera)
Família: Humiriáceas.
Sinonímia: Umiri.
Outro idioma: Bois roug tisane (Guiana Francesa).
Características: Árvore.
Madeira castanho-vermelha.
Por incisão, extrai-se da casca um líquido balsâmico vermelho, de aroma agradável.
Habitat: Nos terrenos altos e arenosos, na Amazônia.
Valor terapêutico:
A resina, que pode substituir o bálsamo-do-pe-ru, é expectorante, tenífuga e antiblenorrágica.

UMIRI-BASTARDO (Trexandria elliptica)

984 UMIRI-BASTARDO (Trexandria elliptica)
Família: Meliáceas.
Característica: Árvore.
Habitat: Estados do Norte.
Valor terapêutico:
O óleo que se obtém desta árvore tem virtudes adstringentes.
O decocto da casca, em gargarejos, é útil nas úlceras da garganta.



sábado, 26 de novembro de 2016

UMBURANA (Bursera leptophleos) nas afecções da bexiga.

UMBURANA (Bursera leptophleos) nas afecções da bexiga.

981 UMBURANA (Bursera leptophleos)
Família: Burseráceas.
Sinonímia: Emburana.
Características: Árvore.
Madeira utilizada na marcenaria e carpintaria.
Fornece uma resina sucedânea do bálsamo de copai ba.
Habitat: Em terrenos secos, nos sertões do Brasil, em muitos Estados.
Valor terapêutico:
Tem aplicação como peitoral e tônico. É útil também nas afecções da bexiga.
Parte usada: Casca, em decocção.



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

UMBAÚBA (Cecropia peltata; Cecropia palmata)

UMBAÚBA (Cecropia peltata; Cecropia palmata)

980 UMBAÚBA (Cecropia peltata; Cecropia palmata)
Família: Moráceas.
Sinonímia: Imbaíba, ambaíba, árvore-de-preguiça, barbeira, to-rém, embaúba.
Outros idiomas: Bois Canon (Guiana Francesa), Trumpet-wood (Inglaterra),
Cetico (Peru)
Características: Árvore de tronco reto, oco, esgalhado à semelhança do mamoeiro.
Folhas longipecioladas, duras, ásperas, esbranquiçadas por baixo.
Pecíolos lisos, cilíndricos.
Fruto oval, pequeno (meio centímetro), de cor roxo-escura, algo semelhante à uva.
Valor terapêutico:
Atua beneficamente nos seguintes casos: Afecções das vias respiratórias, asma,
bronquite, tosse, coqueluche, anú-ria, enfraquecimento da energia de
contração do músculo cardíaco.
Para estes fins usa-se o suco da raiz, diluído na proporção de uma
colher das de sopa em uma xícara com água.
Toma-se um gole de hora em hora.
Pode-se também preparar um chá,
empregando 20 gramas de raiz para 1 litro de água.
Tomam-se duas a três xícaras por dia.
O extrato fluido das folhas frescas, usado na mesma proporção que o suco da raiz, também atua como poderoso diurético.
Diz o Dr. L. Beille:
"As folhas tenras são preconizadas contra a hidropisia e as cólicas hepáticas, sendo também um sucedâneo da digital/'
O suco dos renovos é um bom remédio contra as blenorragias e leucorréias.
Partes usadas: Raiz, folhas e brotos.




quinta-feira, 24 de novembro de 2016

ULMÁRIA (Spiraea ulmaria) afecções dos rins e da bexiga

ULMÁRIA (Spiraea ulmaria) afecções dos rins e da bexiga

979 ULMÁRIA (Spiraea ulmaria)
Família: Rosâceas.
Sinonímia: Ulmeira, olmeira, erva-olmeira, rainha-dos-prados, bar-ba-de-bode.
(Há diversas plantas chamadas barba-de-bode).
Características: Planta herbácea, de 60 cm a 1 metro, ou talvez mais, de altura.
Folhas alternas, compostas imparipenadas.
Folíolos desiguais, irregularmente serreados, brancos na face inferior; o terminal é recortado em lobos.
Flores brancas, pequenas, dispostas em ci-meiras. O fruto é notável pela torsão, em espiral, dos seus carpelos.
Valor terapêutico:
É indicada nas afecções dos rins e da bexiga, nas febres, nas hemorróidas.
O decocto da raiz é diurético.
Parte usada: Toda a planta.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.




quarta-feira, 23 de novembro de 2016

UCUÚBA-CHEIROSA (Virola surinamensis) hemorróidas

UCUÚBA-CHEIROSA (Virola surinamensis) hemorróidas

978 UCUÚBA-CHEIROSA (Virola surinamensis)
Família: Miristicáceas.
Sinonímia: Ucuúba-branca.
Outro idioma: Moussignot (Guiana Francesa).
Características: Árvore média, regularmente ramificada, em verti-cilo.
Madeira branca.
Folhas estreitas.
Fruto: cápsula esférica, con-tenqlo uma semente escura, muito oleaginosa.
Da casca exsuda um líquido avermelhado.
Habitat: Nos igapós: muito abundante nas várzeas do Amazonas.^
Valor terapêutico:
As folhas, em infusão, são indicadas contra as cólicas abdominais e as dispepsias.
O decocto da casca é empregado como detergente e vulnerário: é bom para limpar e cicatrizar feridas.
A resina da casca é preconizada contra a erisipela.
A seiva, misturada com o decocto de camapu, aplica-se, com chumaços de algodão,
sobre as hemorróidas.
É um medicamento valioso.



terça-feira, 22 de novembro de 2016

UAPÉ (Nymphaea amazonum) contra as úlceras.

UAPÉ (Nymphaea amazonum) contra as úlceras.

975 UAPÉ (Nymphaea amazonum)
Família: Ninfeáceas.
Sinonímia: Aguapé, apé, (Marajó), aguapé-da-meia-noite, mururé, mureru.
Características: Planta aquática.
Flores branco-esverdeadas.
Desa-brocham somente de noite e são muito aromáticas.
Habitat: Nas águas paradas, na Amazônia.
Valor terapêutico:
As folhas são emolientes: empregam-se contra as úlceras.

UBÁ (Canna brava)

976 UBÁ (Canna brava)
Família: Anonáceas.
Características: Planta herbácea, utilizada na fabricação de balaios e cestos.
Folhas abarcantes.
Flores brancas, amarelas ou vermelhas, em espigas.
Fruto: cápsula contendo sementes (pequenos glóbulos).
Valor terapêutico:
Tem propriedades sudoríficas.
Parte usada: Raiz bulbosa, em decocção, para banhos.

UCHI-RANA (Andira retusa)

977 UCHI-RANA (Andira retusa)
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Andirá-uchi, morcegueira, angelim (litoral e Marajó),
lombrigueira (Óbidos), andiroba-jareua, angelim-de-coco (Maranhão),
aracuí (Sul).
Característica: Árvore média ou grande.
Habitat: Na mata de várzea alta, ou terra firme baixa, nas margens de
rios e lagos.
Valor terapêutico:
As amêndoas são vermífugas, mas sua aplicação requer cuidado, pois,
em alta dose, são tóxicas, provocando vômitos e dejeções abundantes.



segunda-feira, 21 de novembro de 2016

UACIMA-DA-PRAIA aperientes e emolites.

UACIMA-DA-PRAIA aperientes e emolites.

974 UACIMA-DA-PRAIA (Hibiscus tiliaceus, Hibiscus tiliaefolia, Paritium tiliaceum)
Família: Malváceas.
Sinonímia: Bola, milola, pau-cortiça-da-índia, guaxima-do-man-gue, uaissima, algodoeiro-da-praia.
Outro idioma: Maou, Crand mahot (Guiana Francesa).
Características: Árvore grande.
Copa muito densa.
Folhas ar-redondado-cordiformes, acuminadas, crenuladas, pubescentes e esbranquiçadas na face inferior.
Flores grandes, cor de enxofre, com mácula carmínea na base das pétalas.
Valor terapêutico:
As folhas e os renovos são aperientes e emolites.



domingo, 20 de novembro de 2016

TUPERIBÁ (Mangiera pinnata) dor de ouvido.

TUPERIBÁ (Mangiera pinnata) dor de ouvido.

971 TUPERIBÁ (Mangiera pinnata)
Família: Terebintáceas.
Características: Árvore baixa.
Folhas em palmas.
Flores em cachos.
Fruto alongado, contendo uma noz venenosa.
Valor teraspêutico: A casca pulverizada é bom remédio contra as disenterias.
O decocto da serragem do tronco é útil contra a blenorragia.
O suco das folhas, aplicado com um cotonete, é bom para acalmar a dor de ouvido.

TURIÁ (Drepanocarpus lunatus)

972 TURIÁ (Drepanocarpus lunatus)
Família: Leguminosas.
Característica: Arbusto.
Habitat: Pará, Maranhão e outros Estados.
Valor terapêutico:
A casca da raiz e as folhas, secas, em decocção, com mel, são proveitosas no preparo de um xarope contra a tosse.

TURIÚVA (Licania turiuva)

973 TURIÚVA (Licania turiuva)
Família: Rosáceas.
Sinonímia: Caraipé-rana.
Características: Árvore pequena ou média.
Madeira castanho-avermelhada clara.
Habitat: Amazônia.
Valor terapêutico:
A raiz, a casca e as folhas são adstringentes, sendo usadas contra as diarréias
crônicas e a leucorréia.



sábado, 19 de novembro de 2016

TUNA (Opuntia tuna) é béquico e emoliente.

TUNA (Opuntia tuna) é béquico e emoliente.

970 TUNA (Opuntia tuna)
Família: Cactáceas.
Sinonímia: Figueira-da-barbaria.
Características: Cactácea acentuadamente ramosa.
Artículos oval-alongados, com muitas aréolas assaz espinhosas.
Flores avermelhadas.
Valor terapêutico:
O fruto, cozido com mel, é béquico e emoliente.
O suco tem aplicação nas queimaduras.




sexta-feira, 18 de novembro de 2016

TUCUMÃ (Bactris maraja) contra a disenteria de sangue.

TUCUMÃ (Bactris maraja) contra a disenteria de sangue.

969 TUCUMÃ (Bactris maraja, bactris setosa, Acrocomia officinalis, Astrocaryum tucuma)
Família: Palmáceas.
Sinonímia: Tucum, ticum, tucunzeiro.
Características: Palmeiras de tronco fino.
Cacho espinhoso.
Fruto oval, vermelho-amarelo, contendo uma polpa alimentícia, agradável.
Habitat: Estados do Norte.
Valor terapêutico:
Entre os índios, os caroços tostados, triturados e misturados com água,
passam por bom remédio contra a disenteria de sangue.



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

TROMBETEIRA-BRANCA contra o reumatismo

TROMBETEIRA-BRANCA contra o reumatismo

968 TROMBETEIRA-BRANCA (Datura arbórea, Datura alba, Datura suaveolens, Brugmansia candida)
Família: Solanáceas.
Sinonímia: Trombetão-branco, trombeta-branca, cálice-de-vênus.
Características: Planta herbácea.
Folheis grandes.
Flores brancas e roxas, formosas, grandes, em forma de cálice ou corneta.
Fruto: cápsula coberta de espinhos.
Assemelha-se a um maxixe graúdo. É venenoso.
Habitat: Nos lugares cultivados.
Valor terapêutico:
As flores recentes em cataplasmas ou ungüentos, são úteis nos casos de reumatismo.



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

TREVO D ÁGUA (Oxalis repens) contra as febres perniciosas.

TREVO D ÁGUA (Oxalis repens) contra as febres perniciosas.

966 TREVO D'ÁGUA (Oxalis repens)
Família: Oxalidáceas.
Sinonímia: Trevo-azedo.
Características: Planta herbácea.
Caule deitado.
Folhas ternadas.
Flores amarelas, solitárias.
Valor terapêutico:
Usa-se o decocto, em clisteres, contra as febres perniciosas.


TREVO-DE-CHEIRO (Pleurantha odorata)

967 TREVO-DE-CHEIRO (Pleurantha odorata)
Família: Compostas.
Características: Planta herbácea, aromática.
Folhas em palmas.
Flores roxas.
Valor terapêutico:
Utiliza-se como remédio contra as picadas de insetos venenosos.



terça-feira, 15 de novembro de 2016

TREVO-CHEIROSO para curar os olhos inflamados

TREVO-CHEIROSO para curar os olhos inflamados

965 TREVO-CHEIROSO (Melilotus officinaiis, Trifolium melilotus)
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Trevo-de-cheiro, trevo-de-carvalho, coroa-de-rei, meli-loto, anajá-cheiroso.
Características: É uma formosa planta bisanual. Dá até 70 cm de altura.
Folhas pecioladas, compostas.
Três folíolos oval-alongados, serreados.
Folíolo terminal pediculado.
Flores amarelas, pequeninas, em racemos, axilares.
Valor terapêutico:
Costuma-se usar esta planta nos casos de: afecções gástricas, afecções nervosas, amenorréia, anúria, reumatismo.
Externamente usa-se o chá desta planta para curar os olhos inflamados, mesmo em casos de conjuntivite.
O suco das flores, fresco, do qual se pingam algumas gotas nos olhos, duas ou três vezes por dia, combate as cataratas.
Como desinfetante, usa-se o chá para lavar feridas, úlceras, etc.
Misturado com mel, o chá dissolve as mucosidades em casos de ronqueira, catarros, resfriados, enfermidades da garganta e do peito.
Em forma de cataplasmas, aplica-se topicamente em casos de amigdalite, bócio, dores de ouvido, inchações em geral.
Parte usada: Toda a planta.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.




segunda-feira, 14 de novembro de 2016

TRÊS-FOLHAS-BRANCAS (Ticoria febrífuga) previne a malária

TRÊS-FOLHAS-BRANCAS (Ticoria febrífuga) previne a malária

961 TRÊS-FOLHAS-BRANCAS (Ticoria febrífuga)
Família: Rutáceas.
Características: Árvore.
Folhas alternas, pecioladas, compostas de três folíolos lanceolados.
Habitat: Minas e outros Estados.
Valor terapêutico:
A casca é adstringente e antipalúdica (previne a malária).

TRÊS-FOLHAS-DO-MATO (Galipea jasminiflora, Ticorea jasmi-niflora)

962 TRÊS-FOLHAS-DO-MATO (Galipea jasminiflora, Ticorea jasmi-niflora)
Família: Rutáceas.
Sinonímia: Três-marias.
Características: Árvore grande.
Folhas alternas, compostas.
Três folíolos desiguais.
Habitat: Vegeta nos Estados do Sul, Minas, Rio, etc.
Valor terapêutico:
A casca encerra propriedades tônicas, antidi-sentéricas e febrífugas.
É, também, útil no tratamento da framboesia.

TRÊS-FOLHAS-VERMELHAS (Evodia febrifuga)

963 TRÊS-FOLHAS-VERMELHAS (Evodia febrifuga)
Família: Rutáceas.
Sinonímia: Laranjeira-do-mato, mendanha, quina-do-mato, angos-
tura.
Características: É uma árvore grande: Cresce nos Estados de São Paulo, Minas e Espírito Santo.
Ramos angulosos, pubescentes no ápice.
Folhas opostas ou quase opostas, pecioladas, glabras, compostas de três folíolos.
Valor terapêutico:
Usa-se, a casca, em decocção, para combater as febres, inclusive as intermitentes.
O suco da casca, diluído em água, serve para o mesmo fim.
Parte usada: Casca.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.
Família: Sapindâceas.
Características: Arbusto em moitas.
Folhas ém palmas ternadas, obovais, recortadas.
Flores esbranquiçadas, tintas de amarelo, miúdas, em espigas.
Fruto: pequena baga vermelha ou amarela.
Habitat: Estados do Nordeste.
Valor terapêutico:
Usa-se o decocto nas dores nevrálgicas.



domingo, 13 de novembro de 2016

TREPADEIRA-DO-CAMPO (Convolvulus arvensis) cura a asma

TREPADEIRA-DO-CAMPO (Convolvulus arvensis) cura a asma

960 TREPADEIRA-DO-CAMPO (Convolvulus arvensis)
Família: Convolvuláceas.
Outro idioma: Corregüela (Argentina).
Características: Planta trepadeira ou volúvel.
Folhas sagitadas, com aurículas agudas.
Flores brancas ou róseas, solitárias, axilares.
Valor terapêutico:
"A raiz", ensina o Dr. Leo Manfred, "em forma de chá, tomada com mel, cura, com o tempo, a asma."




sábado, 12 de novembro de 2016

TREMATE calmantes e emolientes

TREMATE calmantes e emolientes

959 TREMATE (Baccharis brasiliana, Verônica scabra)
Família: Compostas.
Características: Planta herbácea.
Folhas obovais.
Flores em cachos.
Valor terapêutico:
Nos casos de oftalmia, aplicam-se as flores amassadas, que possuem
propriedades calmantes e emolientes.



sexta-feira, 11 de novembro de 2016

TRAPOERABA para o baço e a bexiga

TRAPOERABA para o baço e a bexiga

957 TRAPOERABA (Tradescantia diurética, Tradescantia commelina, Commelina communis)
Família: Comelináceas.
Sinonímia: Trapoeraba-verdadeira (no Sul), tracoeraba, trapoerava, trepoe i raba, oI ho-de-sa n ta- luzia.
Outro idioma: Azier craupaud (Guiana Francesa).
Características: Planta herbácea.
Hastes ramosas, cilíndricas, rasteiras ou erectas.
Folhas alternas, ovais, acuminadas, finamente dentadas.
Das extremidades das folhas partem ramificações que emitem longos pedúnculos carregando cada um 5 a 6 flores azuis.
Valor terapêutico:
Emprega-se, em banhos, contra as afecções herpéticas e dores reumáticas.
Em cataplasmas, é bom contra as hemorróidas.
O suco das folhas frescas, aplicado topicamente, acalma a comichão (prurido dos dartros).
Internamente, a decocção dás folhas dá bom resultado contra as anginas, a hidropisia, a retenção espasmódica da urina, e o reumatismo.
A trapoeraba é muito benéfica para o baço e a bexiga; e seu poder de curar a ascite e a hidropisia merece ser salientado.
Parte usada: Folhas.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.

TRAPOERABANA (Commelina deficiens)

958 TRAPOERABANA (Commelina deficiens)
Família: Comelináceas.
Sinonímia: Marianinha (Bahia), grama-da-terra (Maranhão).
Características: Planta herbácea.
Colmos cilíndricos e nodosos.
Folhas de bainha amplexicaule, inteiras, lanceoladas.
Flores hermafro-ditas.
Habitat: Habita de preferência nos lugares úmidos e sombrios.
Valor terapêutico:
Tem as mesmas aplicações que as trapoerabas.



quinta-feira, 10 de novembro de 2016

TORA (Cassia tora) As sementes torradas substituem o café.

TORA (Cassia tora) As sementes torradas substituem o café.

955 TORA (Cassia tora)
Família: Leguminosas-cesalpiniáceas.
Sinonímia: Mata-pasto.
Característica: Arbusto herbáceo, de um metro.
Habitat: Medra no Mato Grosso, no Maranhão, na Amazônia, etc., sendo comum nas capoeiras, beiras de estradas, e terrenos abandonados.
Valor terapêutico:
Tem virtudes aperientes, eupêpticas e febrífugas.
As sementes torradas substituem o café.

TOUCA-DE-VIÚVA (Petrea volubilis)

956 TOUCA-DE-VIÚVA (Petrea volubilis)
Família: Verbenáceas.
Sinonímia: Flores-de-viúva, viuvinha.
Características: Arbusto trepador.
Flores purpúreas, em cachos pendentes.
Fruto capsular contendo duas sementes.
Valor terapêutico:
Usa-se como diaforético.



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

TIRIRICA (Cyperus brasiliensis, Cyperus rotundus)

TIRIRICA (Cyperus brasiliensis, Cyperus rotundus)

954 TIRIRICA (Cyperus brasiliensis, Cyperus rotundus)
Família: Ciperáceas.
Características: Planta herbácea, de colmo indiviso e destituído de nodosidades, e cujos rizomas compridos terminam em nodosidades tu-berosas, que servem à multiplicação e propagação da planta, que constitui uma praga em terrenos cultivados. A remoção contínua dos brotos, mediante a capina, enfraquece a planta paulatinamente, de modo que ela acaba morrendo por esgotamento.
Valor terapêutico:
A raiz, em decocção, é proveitosa contra a blenorragia.




terça-feira, 8 de novembro de 2016

TINHORÂO cura a inflamação dos olhos.

TINHORÂO cura a inflamação dos olhos.

953 TINHORÂO (Arum maculatum, Caladium bicolor)
Família: Aráceas.
Sinonímia: Tagurá. O nome de "tinhorão" é aplicado, no Sul, a todos os tajás e arás.
Características: Planta herbácea, de folhas longamente peciola-das, sagitado-codiformes, face superior manchada (manchas pretas ou avermelhadas), face inferior de cor esbranquiçada. A flor é constituída por um estojo foliáceo. O bulbo é amarelado.
Valor terapêutico:
É uma planta venenosa.
Usa-se exteriormente o chá (50 gramas para 1 litro de água quente) para limpar, e o bolbo, picado e amassado, em forma de pasta, para curar úlceras velhas.
As folhas e a raiz secas, reduzidas a pó, prestam-se para os mesmos fins.
O sumo das raízes e folhas, misturado com azeite, também dá bons resultados na cura de feridas e úlceras.
Esta planta é usada pelos camponeses para curar as bicheiras do gado.
O decocto das folhas, usado em gargarejos, cura as anginas.
Deve-se, porém, ter o cuidado de não engolir o líquido.
O mesmo cozimento cura a inflamação dos olhos.
Aplica-se topicamente com algodão hidrófilo.
Partes usadas: Raiz e folhas, externamente.





segunda-feira, 7 de novembro de 2016

TINGUÍ (Lapinus cascavella) para combater as boubas e a sarna.

TINGUÍ (Lapinus cascavella) para combater as boubas e a sarna.

952 TINGUÍ (Lapinus cascavella)
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Tinguim, xique-xique (Pernambuco).
Características: Arbusto pequeno, revestido de pelos.
Caule roliço, algo esgalhado.
Folhas compostas de três folíolos.
Flores amarelas, em cachos.
Fruto: vagem roliça, pequena, contendo sementes semelhantes ao feijão.
Valor terapêutico:
Usa-se o decocto, em banhos, para combater as boubas e a sarna.



domingo, 6 de novembro de 2016

TINGUACIBA para combater as cólicas intestinais.

TINGUACIBA para combater as cólicas intestinais.

951 TINGUACIBA (Xanthoxylum tinguaciba, Xanthoxylum monogy-num)
Família: Rutáceas.
Sinonímia: Tinguaci-uba, iaranjeira-brava.
Características: Arbusto eriçado de espinhos.
Casca alaranjada.
Folhas espinhosas, alternas, compostas.
Inflorescência em cachos.
Flores pequenas. O fruto é uma noz pequena.
Medra no Estado do Rio.
Valor terapêutico:
É um vegetal vulgarmente usado como remédio para a dispepsia, cólicas intestinais, diarréia, falta de apetite.
O Dr. Luiz Brandão empregava a tinguaciba, em dose maciça,
para combater as cólicas intestinais.
É empregado, com resultado eficaz, nas febres intermitentes.
Interna e externamente é indicado para combater o reumatismo.
Nas nevralgias, fricciona-se a parte dolorida com o suco da tinguaciba.
Para aliviar a dor de dente, toma-se um pedacinho de algodão, faz-se uma bola em volta da ponta de um palito, embebe-se na seiva desta planta, e introduz-se na cárie do dente.
Parte usada: Casca.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.



sábado, 5 de novembro de 2016

TIMO (Thymus vulgaris) para cólicas, flatulências

TIMO (Thymus vulgaris) para cólicas, flatulências

949 TIMO (Thymus vulgaris)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Tomilho (A Satureja officinalis também é chamada tomilho).
Características: Planta de 10 a 20 cm.
Muito aromática.
Haste mais ou menos espessa, lenhosa na base, herbácea no cimo, assaz ramificada.
Ramos erectos brancos, aveludados.
Folhas opostas, sés-seis, oval-lanceoladas, de bordos voltados para baixo, verde-acinzenta-das, pontilhadas na face superior, algo pubescentes na face inferior.
Flores róseas ou brancas, reunidas em grupos de-3 nas axilas das folhas ou agrupadas como espigas nas pontas dos ramos.
Valor terapêutico:
Aplica-se na atonia do tubo digestivo, cólicas, flatulências, catarros crônicos, diarréia, leucorréia, amenorréia.
É bom remédio contra a coqueluche e Outras tosses.
O cozimento do timo, em banhos, é aconselhado nos casos de gota e reumatismo crônico.
Também se emprega, em loções, nas feridas difíceis de curar, bem como nas anginas.
Q timo é, enfim, um substituto do serpão, em suas várias aplicações terapêuticas.
Parte usada: Toda a planta florida.
Dose: Uso interno, 10 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia; uso externo, 40 gramas para um litro de água.



TIMUTU (Polygala timoutou)

950 TIMUTU (Polygala timoutou)
Família: Poligaláceas.
Característica: Planta herbácea ou arbustiva.
Habitat: É comum nos Estados do Norte.
Valor terapêutico:
A raiz, em decocção, é emética e diurética.



sexta-feira, 4 de novembro de 2016

TIMBÓ (Paullinia pinnata) poderoso analgésico.

TIMBÓ (Paullinia pinnata) poderoso analgésico.

947 TIMBÓ (Paullinia pinnata, Paullinia africana, Paullinia imber-bis, Paullinia senegalensis, Paullinia uvata, Paullinia timbo, Serjania curassavica)
Família: Sapindáceas.
Sinonímia: Guaratimbó, timbosipo, cururu-apé, mafone, mafome, mata-fome (Maranhão), cipó-timbó, timbô-cipó, cipó-cumaru-apé, ci-pó-cruapé-vermelho, timbó-de-peixe.
Outro idioma: Liane carrée (Guiana Francesa).
Características: Cipó de haste flexível e pegajosa, quadrangular, com galhos finos e levemente empubescidos.
Folhas grandes, pinadas, com folíolos ovais.
Pecíolo alado.
Florezinhas brancas, em espigas axilares. O fruto é uma cápsula piriforme, algo angulosa.
Valor terapêutico:
É uma planta venenosa. Não recomendamos seu uso interno.
Paul Le Cointe, entretanto, dá a seguinte indicação:
6 "Sedativo e narcótico, calmante do sistema nervoso (extrato e tintura), usado contra as afecções do fígado e do baço, e contra as gas-tralgias.
Folhas emolientes... A casca, principalmente da cepa, e as sementes, são acres, narcóticas e venenosas."
Meira Pena informa:
"A raiz de timbó goza de grande reputação como resolutivo, nas inflamações
do fígado, aplicado externamente.
"O fruto, as cascas e as folhas são narcótico-acres.
"Os indígenas do Pará empregam-no contra a hipocondria, a alienação mental, etc...
"Vários médicos aconselharam a Pauilinia, em cataplasmas,
nos enfartes dolorosos do fígado.
"O Dr. Ferraria acha a Pauilinia pinnata medicamento de grande valor
e que deve ser aproveitado para vários casos.
"Os homeopatas, depois de trabalhos de Mure, indicam a Pauilinia
nos seguintes casos:
cefalalgias, constipação do ventre, opressão do peito, tosse, histeria, ovarite,
cólicas uterinas, nevralgias, enxaqueca."
Externamente, aplicam-se os vários timbós, em forma de compressas, loções ou fricções,
para acalmar dores, mesmo de origem reumática.
Toma-se um punhado (uns 50 gramas) de raízes ou folhas,
picam-se ou machucam-se, e deitam-se num litro de água.
Deixa-se ferver até que se evapore a metade da água. E pronto está o poderoso analgésico.

TIMBÓ DE RAIZ (Piscidia erythrina)

948 TIMBÓ DE RAIZ (Piscidia erythrina)
Família: Leguminosas-papilionáceas.
Sinonímia: Goraná-timbó, timbó-boticário. A Piscidia erythrina é freqüentemente confundida com a Pauilinia sorbilis, outra espécie de guaraná.
Características: Árvore de até 8 ou 9 metros de altura.
Tronco erecto.
Ramos dispostos sem ordem.
Folhas alternas, compostas de folíolos oval-lanceolados, inteiros.
Flores de cor vermelho-escarlate, em cachos. Cálice gamossépalo, campanulado, com cinco dentes desiguais. O fruto é uma vagem oblonga, pedunculada, algo comprimida, com saliências nas partes onde estão alojadas as sementes, apresentando quatro asas membranosas.
Valor terapêutico:
Extrai-se o suco da casca do tronco ou da raiz e aplica-se topicamente, em compressas, como analgésico, para acalmar dores.




quinta-feira, 3 de novembro de 2016

TIBORNA (Plumeria drastica) tem efeitos purgativos.

TIBORNA (Plumeria drastica) tem efeitos purgativos.

945 TIBORNA (Plumeria drastica)
Família: Apocináceas.
Sinonímia: Sucuúba-drástica.
Característica: Árvore.
Habitat: Minas, Bahia, Pernambuco e outros Estados.
Valor terapêutico:
O suco leitoso é medicamento contra a icterícia, o enfarte do fígado, a obstrução do baço, a malária, os vermes intestinais.
A casca tem efeitos purgativos.

TICORÓ (Calipea multiflora)

946 TICORÓ (Calipea multiflora)
Família: Rutáceas.
Sinonímia: Jasmim-do-mato, quina-de-três-folhas, quina-falsa, qui-na-quina, três-folhas-do-mato, guamixinga.
Característica: Arbusto.
Valor terapêutico:
A casca contém propriedades adstringentes e eupépticas.
Tem utilidade, também, como sucedâneo da quina verdadeira.



quarta-feira, 2 de novembro de 2016

TENTO-PEQUENO (Abrus precatorius) são altamente tóxicas

TENTO-PEQUENO (Abrus precatorius) são altamente tóxicas

944 TENTO-PEQUENO (Abrus precatorius)
Família: Leguminosas-papilionáceas.
Sinonímia: Crisnala, ruti, jefingo, jerequiti, jeriquiti, periquiti, jequiriti,
juqueriti, olho-de-pombo, olho-de-cabra, tento-dos-mudos, ten-to-da-américa,
carolina-miúda, fruta-de-conta.
Características: Planta trepadeira. Dá sementes conhecidas pelos nomes
mencionados, de cores vermelha e negra, comumente empregadas no jogo,
e também para rosários ou colares.
Flores de cor ró-seo-pálida.
Valor terapêutico:
As sementes são altamente tóxicas, produzindo envenenamentos.
Não se usam, portanto, para fins internos. São muito perigosas,
especialmente para as crianças.
Com o líquido das sementes maceradas, aplicado topicamente em pinceladas,
em solução de 1% (isto é, uma parte de líquido para 100 partes de água),
tem-se conseguido curar rapidamente o tracoma (con-juntivite granulosa crônica).
Não se deve, porém, abusar desse remédio, porque o abuso,
seja pela freqüência das aplicações, seja pelo exagero da solução,
provoca intensa inflamação das pálpebras e da conjüntiva, que em muitos casos se estende à face,
ao pescoço, e à parte superior do peito.
Fazemos estas indicações, porque já os sertanejos usam esse remédio
contra as oftalmias.
Melhor é todavia evitar o uso dessa planta.
Principalmente os inexperientes na fitoterapia não devem utilizá-la.
Parte usada: Sementes.




terça-feira, 1 de novembro de 2016

TEJUCO (Caput nigri) trata a Cholera-morbus

TEJUCO (Caput nigri) trata a Cholera-morbus

943 TEJUCO (Caput nigri)
Família: Cucurbitáceas.
Sinonímia: Cabeça-de-negro, cabeça-de-moleque.
Características: Planta trepadeira.
Folhas e flores tricortadas.
Bulbo rugoso, pardo-claro, na extremidade da raiz.
Valor terapêutico:
Amenorréia, blenorragia, diarréia, dispepsia, erisipela, escrofulose,
febres, leucorréia, reumatismo, sífilis.
"No tempo da aflitiva epidemia da Cholera-morbus"
diz Almeida Pinto
"raro foi o doente tratado com este remédio que
sucumbisse."
Parte usada: Bolbo da raiz, em decocção.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia, ou mais,
conforme o caso.



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

TEIPOCA (Plumeria bicolor) na malária, na icterícia

TEIPOCA (Plumeria bicolor) na malária, na icterícia

942 TEIPOCA (Plumeria bicolor)
Família: Apocináceas.
Características: Árvore.
Tronco liso.
Folhas lisas e suculentas.
Flores grandes, de lindas cores.
Valor terapêutico:
A casca, em decocção, tem efeitos purgativos.
O suco leitoso que se obtém da planta é útil na malária, na icterícia,
e na obstrução das vísceras abdominais.



domingo, 30 de outubro de 2016

TAXI-PRETO (Triplaria surinamensis) contra as hemorróidas.

TAXI-PRETO (Triplaria surinamensis) contra as hemorróidas.

941 TAXI-PRETO (Triplaria surinamensis)
Família: Poligonáceas.
Sinonímia: Taxi-preto-da-várzea.
Características: Árvore média.
Casca lisa, clara.
Cerne róseo-cla-ro; entrecasca amarelada.
Folhas grandes, escuras.
Flores amarelas e róseas. Cálice persistente, envolvendo pequenos
frutos helicoidais, que giram ao cair.
Habitat: Na Amazônia.
Valor terapêutico:
A casca, em decocção, é empregada contra as hemorróidas.



sábado, 29 de outubro de 2016

TATUABA-VERDADEIRA (Anemopaegma Mirandum) tônico nervino.

TATUABA-VERDADEIRA (Anemopaegma Mirandum) tônico nervino.

940 TATUABA-VERDADEIRA (Anemopaegma Mirandum)
Família.
Bignoniáceas.
Sinonímia: Catuaba-verdadeira, catuaba, catuíba, catuaba-do-campo.
Característica: Arbusto ou árvore pequena.
Habitat: Encontra-se no Mato Grosso e em outros Estados.
Valor terapêutico:
Tem fama como tônico nervino.
Partes usadas: Casca e raiz.




sexta-feira, 28 de outubro de 2016

TATU (Agonandra brasiliensis) contra o reumatismo.

TATU (Agonandra brasiliensis) contra o reumatismo.

938 TATU (Agonandra brasiliensis)
Família: Olacáceas.
Sinonímia: Pau-d'alho-do-campo (Meio-Norte), pau-marfim.
Características: Árvore pequena ou média.
Madeira branca.
Casca espessa.
Fruto: baga esférica, verde-azulada, doce, aromática.
Habitat: Na mata de terra firme, seca e baixa.
Valor terapêutico:
Em banhos, as folhas têm aplicação contra o reumatismo.

TATU (Eugenia axillaris)

939 TATU (Eugenia axillaris)
Família: Mirtáceas.
Característica: Arbusto.
Habitat: Rio de Janeiro e outros Estados.
Valor terapêutico:
A casca, em decocção, é adstringente.
Usa-se, em clisteres, para curar diarréias crônicas.



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

TARUMÃ contra a sífilis, o reumatismo e as dermatoses

TARUMÃ contra a sífilis, o reumatismo e as dermatoses

936 TARUMÃ (Vitex taruma, Hedera quinquefolia, Vitex montevi-densis)
Família: Verbenáceas.
Sinonímia: Cinco folhas, azeitona-brava.
Características: Árvore pequena, frondosa.
Folhas largas, redondas, ásperas.
Fruto miúdo, preto, comestível.
Valor terapêutico:
Emprega-se contra a sífilis, o reumatismo e as dermatoses.
Possui virtudes depurativas, diuréticas e eupêpticas.

TARUMÃ-DA-MATA (Vitex triflora)

937 TARUMÃ-DA-MATA (Vitex triflora)
Família: Verbenáceas.
Sinonímia: Tarumá-silvestre.
Característica: Árvore pequena ou arbusto.
Habitat: Nas capoeiras e na mata secundária.
Valor terapêutico:
As folhas são resolutivas, depurativas e úteis nos casos de uretrite e cistite.
O fruto é emenagogo e diurético.
A raiz é tônica e febrífuga.
Partes usadas: Folhas, raiz e fruto.



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

TARIRI (Picramnia ciliata) tônica, eupéptica e febrífuga

TARIRI (Picramnia ciliata) tônica, eupéptica e febrífuga

935 TARIRI (Picramnia ciliata)
Família: Simarubáceas.
Sinonímia: Pau-pereira. Há também outras plantas chamadas pau-pereira.
Característica: Árvore.
Valor terapêutico:
É uma planta indicada como tônica, eupéptica e febrífuga.



terça-feira, 25 de outubro de 2016

TAPIXIRICA (Melastoma Akermani) nas palpitações do coração

TAPIXIRICA (Melastoma Akermani) nas palpitações do coração

934 TAPIXIRICA (Melastoma Akermani)
Família: Melastomáceas.
Características: Pequeno arbusto com ramos arredondados, triangulares na extremidade e cobertos com uma casca parda.
Folhas opostas, ovais, de pecíolos curtos e felpudos.
Flores axilares e terminais.
Valor terapêutico:
Emprega-se nas palpitações do coração e afecções das vias urinárias.
Parte usada: Folhas, em infusão.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.



segunda-feira, 24 de outubro de 2016

TAPIRIRÁ contra as dermatoses e contra a sífilis.

TAPIRIRÁ contra as dermatoses e contra a sífilis.

933 TAPIRIRÁ (Odina francoana, Tapirira guyanensis, Mauria cyclo-carpa,
Mauria multiflora, Bursera bahiensis, Joncquetia paniculata,
Spondias surinamensis, Spondias guyanensis, Spondias macrophylla,
Spondias rugosa)
Família: Anacardiáceas.
Sinonímia: Pau-pombo, fruta-de-pombo.
Características: Árvore mediana.
Folhas ovais, coriáceas.
Flores amarelo-esbranquiçadas, que se tornam purpúreas.
Fruto: noz.
Habitat: S. Paulo, Minas e outros Estados.
Valor terapêutico:
É utilizada como remédio contra as dermatoses e contra a sífilis.



domingo, 23 de outubro de 2016

TANGARÁ-AÇU contra a leucorréia e a diarréia.

TANGARÁ-AÇU contra a leucorréia e a diarréia.

931 TANGARÁ-AÇU (Coccoloba crescentiaefolia)
Família: Poligonâcea.
Características: Árvore.
Folhas grandes na base.
Flores pequenas.
Fruto: Noz triangular ou oval contendo uma baga carnosa.
Valor terapêutico:
O fruto espremido fornece um suco muito adstringente,
indicado contra a leucorréia e a diarréia.

TANGARACÁ (Eclipta erecta)

932 TANGARACÁ (Eclipta erecta)
Família: Compostas.
Característica: Planta herbácea.
Valor terapêutico:
O decocto das folhas tem aplicação contra a diarréia e as dermatoses.



sábado, 22 de outubro de 2016

TANCHAGEM (Plantago major)

TANCHAGEM (Plantago major)

930 TANCHAGEM (Plantago major)
Família: Plantagináceas.
Sinonímia: Tansagem, tanchagem-maior, tranchagem.
Outros idiomas: Llantén (nos países de fala castelhana),
Plantain (Guiana Francesa, Estados Unidos), Wegerich (Alemanha).
Características: Planta vivaz.
Ramalhete de folhas grandes, radicais, longipecioladas, inteiras,
ou de bordos levemente ondulados, ovaladas, percorridas por nervuras curvilíneas,
salientes na proximidade da base.
Flores pequeninas, branco-amareladas, reunidas em espigas.
Valor terapêutico:
É uma planta aconselhada nos seguintes casos: ardor do estômago,
afecções das vias respiratórias, diarréia, disenteria, parotidite.
Em gargarejos, usa-se para combater as inflamações da boca e garganta,
gengivas sangrentas, também para as anginás e parotidites.
E, o que mais se deve notar, é que os gargarejos constantes com o chá
desta planta fazem desaparecer a inchação das amígdalas, tornando evitável
a operação.
As folhas frescas, machucadas, empregadas em forma de emplastro, curam úlceras.
As folhas e raízes agem também como tônicas, febrífugas e adstringentes.
A tanchagem tem, outrossim, ótimo efeito purificador do sangue,
pelo que se usa em todos os casos em que se necessita de um depu-rativo.
Partes usadas: Folhas e raiz.
Dose: Chás: de uso interno 30 gramas para 1 litro de àgua, 3 a 4 xícaras por dia; gargarejos 60 gramas para 1 litro de água.





sexta-feira, 21 de outubro de 2016

TAMAQUARÉ contra herpes, sarnas, coceiras

TAMAQUARÉ contra herpes, sarnas, coceiras

929 TAMAQUARÉ (Caraipa grandifolia, Caraipa paraensis, Caraipa fasciculata, Caraipa excelsa, Caraipa minor)
Família.
Gutiferáceas.
Característica: Árvore da Amazônia, de que hã muitas espécies.
Valor terapêutico:
A Caraipa grandifolia (tamaquaré-grande) fornece, por incisão do tronco,
uma seiva mui útil nos casos de herpes, sarnas, coceiras.
O óleo tem as mesmas aplicações.
A Caraipa fasciculata é fornecedora de uma resina igualmente indicada, em uso externo, nas dermatoses: impigens, pitiríase, herpes, sarnas, eczemas, etc.
A Caraipa excelsa dá um bálsamo antidermatoso e especialmente anti-herpético.
A Caraipa minor (tamaquaré-miúdo) fornece um bálsamo antidermatoso, mui útil contra os herpes e o reumatismo.
Além disso, sua casca é depurativa.



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

TAMANQUEIRA (Fagara rhoifolia) útil na dispepsia flatulenta.

TAMANQUEIRA (Fagara rhoifolia) útil na dispepsia flatulenta.

928 TAMANQUEIRA (Fagara rhoifolia)
Família: Rutáceas.
Sinonímia: Tembetaru, tamanqueira-da-terra-firme.
Características: Árvore pequena.
Casca armada de espinhos grossos.
Valor terapêutico:
A casca, em decocção, é estomáquica, digestiva e estimulante.
A raiz é tônica e útil na dispepsia flatulenta.



quarta-feira, 19 de outubro de 2016

TAMARINDO (Tamarindus indica)

TAMARINDO (Tamarindus indica)

927 TAMARINDO (Tamarindus indica)
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Tamarino, tamarineiro.
Características: Árvore elevada, de 20 a 25 metros.
Casca espessa, parda, gretada.
Ramos assaz estendidos.
Folhas alternas, peciola-das, acompanhadas de duas estipulas laterais,
paripenadas.
Folíolos (10 a 15 pares) opostos, quase sésseis, pequenos, elípticos, obtusos,
inteiros, glabros.
Flores grandes, amarelo-esverdeadas, irregulares, dispostas 6 a 8 em cachos
terminais. O fruto é uma vagem espessa, de 10. a 12 cm de comprimento,
um pouco recurvada, marrom-averme-Ihada, apresentando estrangulamentos
de distância em distância, bem como várias lojas com um caroço cubóide
em cada uma.
Valor terapêutico:
O chá da polpa do fruto é um refrescante.
Emprega-se como calmante nas enfermidades inflamatórias e febris,
nas cólicas biliosas, nos embaraços gástricos, na disenteria, na diarréia,
na hematêmese.
"A polpa dos frutos", diz Paul Le Cointe, "é adstringente,
refrigerante, ... excelente contra as gastrites dós impaludados."
Parte usada: A polpa do fruto, em decocção.
Dose: 30 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.




terça-feira, 18 de outubro de 2016

TAJÁ-DE-COBRA (Dracontium asperum) contra mordedura de cobra.

TAJÁ-DE-COBRA (Dracontium asperum) contra mordedura de cobra.

926 TAJÁ-DE-COBRA (Dracontium asperum)
Família: Aráceas.
Sinonímia: jararaca, erva-jararaca.
Características: Planta herbácea.
Haste manchada de preto e de branco-esverdinhado.
Raiz tuberosa, comestível quando assada.
Valor terapêutico:
O suco da raiz, cáustico e tóxico, é usado interna e externamente
contra mordedura de cobra.
O pó da raiz seca tem indicação nos casos de asma, coqueluche, amenorréia, clorose.



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

TAIUIÁ anti-sifilítico.

TAIUIÁ anti-sifilítico.

923 TAIUIÁ (Trianosperma ficcifolia, Trianosperma gianduiosa,
Tria-nosperma tayuya, Cayaponia tayuya, Bryonia tayuya, Bryonia pinnati-fida,
Bryonia cordatifolia)
Família: Cucurbitáceas.
Sinonímia: Há vários tipos de taiuiás, denominados: Azougue-dos-pobres,
ana-pimenta, caiapó, purga-de-gentio, fruta-de-gentio, purga-de-pai-joão,
melão-de-são-caetano, abobrinha-do-mato, cabeça-de-ne-gro, etc.
Característica: Cipó.
Habitat: Comum no Rio, Minas, e outros Estados.
Valor terapêutico:
Paul Le Cointe diz, a respeito dos taiuiás, que a raiz tuberosa, amarela,
purgativa, é empregada na hidropisia, opila-ção, prisão de ventre, amenorréia, epilepsia, lepra, sífilis, dermatoses; que as folhas são usadas, em cataplasmas, como detersivas das úlceras; que os frutos são depurativos eficazes na sífilis e nas dermatoses, fazendo desaparecer as dores no caso de reumatismo sifilítico.
O Dr. J. Monteiro da Silva descreve, nas seguintes palavras, os efeitos
medicinais da raiz do taiuiá:
"É um medicamento muito empregado no tratamento das dores de
qualquer espécie.
É um valioso remédio para o reumatismo agudo e crônico, articular ou
poliarticular.
Tem ação calmante sobre as dores, e assim é indicado com êxito nas nevralgias
diversas, ciáticas, etc.
"É recomendado como anti-sifilítico.
"A ação poderosa do taiuiá na sífilis, no reumatismo, nas derma-toses,
torna-o um excelente medicamento, de grande valor e utilidade na prática médica."
Os taiuiás, segundo F. C. Hoehne, têm efeito enérgico contra as impurezas do sangue.
Emprega-se especialmente a raiz dessas trepadeiras, em decocção,
na dose de 10:1000.

TAIUIÁ-DE-ABOBRINHA no tratamento das dermatoses.

924 TAIUIÁ-DE-ABOBRINHA (Wilbrandia hisobiscoides, Dermphylla pendalina)
Família: Cucurbitàceas.
Sinonímia: Abobrinha-do-mato, gonu, taiuiá-de-cabacinho, taiuiá-de-cipó,
taiuiá-de-quiabo, aboboreira-do-mato.
Características: Planta trepadeira.
Raiz tuberosa.
Fruto amarelo, oval, arredondado, de 2 a 5 cm de comprimento,
contendo 12 sementes.
Valor terapêutico:
A raiz é drástica e útil na hidropisia, na sífilis e na erisipela crônica.
O fruto é purgativo. A planta toda é usada no tratamento das dermatoses.

TAIU1Á-MIÚDO (Alternaremina tayuya)

925 TAIU1Á-MIÚDO (Alternaremina tayuya)
Família: Cucurbitàceas.
Características: Cipó tortuoso.
Folhas alternas, cordiformes, pontiagudas.
Valor terapêutico:
Os frutos têm efeito laxante.



domingo, 16 de outubro de 2016

TAIOBA (Arum esculentum) cicatrização das úlceras.

TAIOBA (Arum esculentum) cicatrização das úlceras.

922 TAIOBA (Arum esculentum)
Família: Aráceas.
Sinonímia: Orelha-de-veado.
Características: Planta herbácea.
Folhas cordiformes, de 24 cm, esbranquiçadas por baixo.
Pecíolos longos.
Nascem imediatamente do alto da raiz.
As folhas são comestíveis.
Valor terapêutico:
As folhas, em decocção, são emolientes.
A raiz ralada promove a cicatrização das úlceras.



sábado, 15 de outubro de 2016

TABACO (Nicotiana tabacum) contra a sarna, os piolhos

TABACO (Nicotiana tabacum) contra a sarna, os piolhos

920 TABACO (Nicotiana tabacum)
Família: Solanáceas.
Características: Planta herbácea, cujas folhas secas são utilizadas
na preparação do fumo, que representa tão grande maldição para a humanidade.
Valor terapêutico:
O infuso das folhas é empregado, como parasiticida, contra a sarna, os piolhos,
os carrapatos, etc.


TABUA (Typha dominguensis)

921 TABUA (Typha dominguensis)
Família: Tifáceas.
Sinonímia: Taboa, partasana, bucha.
Outro idioma: Bul! rush (Inglaterra).
Características: Planta herbácea, palustre.
Rizoma rasteiro.
Folhas coriáceas e lineares, reunidas sobre um espadice cilíndrico.
Os colmos floríferos, que atingem uns 2 metros de altura, são encimados
por uma espiga redonda.
Forma densas associações nos lugares paludosos.
Habitat: Em todo o País.
Valor terapêutico:
Usa-se, em banhos, como emoliente.




sexta-feira, 14 de outubro de 2016

SURURUCA (Passiflora setacea) no tratamento das diarréias

SURURUCA (Passiflora setacea) no tratamento das diarréias

919 SURURUCA (Passiflora setacea)
Família: Passifloráceas.
Características: Planta trepadeira.
Folhas trilobadas.
Flores grandes, arroxeadas.
Valor terapêutico:
Utiliza-se o decocto no tratamento das diarréias crônicas.



quinta-feira, 13 de outubro de 2016

SURUCUÍNA (Eclipta alba) antiasmática e depurativa

SURUCUÍNA (Eclipta alba) antiasmática e depurativa

918 SURUCUÍNA (Eclipta alba)
Família: Compostas.
Características: Planta herbácea.
Folhas lanceoladas, sésseis, opostas.
Flores axilares e terminais.
Valor terapêutico:
É uma planta preconizada como antiasmática e depurativa.




quarta-feira, 12 de outubro de 2016

SUMAÚMA-DA-VÁRZEA na diarréia

SUMAÚMA-DA-VÁRZEA na diarréia

917 SUMAÚMA-DA-VÁRZEA (Ceiba pentandra, eriodendron anfrac-tuosum)
Família: Bombàceas.
Sinonímia: Samaúma, sumaúma.
Outros idiomas: Maho coton, Fromager, Kapokier (Guiana Francesa), Kapok-tree (Inglaterra).
Características: Árvore muito grande.
Madeira branca, muito leve.
Enormes sapopemas.
Sementes pequenas, oleaginosas, envoltas em paina alva ou pardacenta (o kapok empregado na confecção de salva-vidas). Dão um óleo amarelo-claro, comestível, que serve para a iluminação.
Habitat: Nas florestas inundadas ou pantanosas da várzea, e, bem assim, na terra firme, alta, argilosa.
Valor terapêutico:
A casca, em decocção, é útil na diarréia e na disenteria; é diurética;
é empregada contra a ascite e a anasarca.



terça-feira, 11 de outubro de 2016

SUMARÉ combate furúnculos

SUMARÉ combate furúnculos

916 SUMARÉ (Cyrtopodium punctatum, Cyrtopodium brasiliensis)
Família: Orquidáceas.
Sinonímia: Rabo-de-tatu, bisturi-do-mato, lanceta-milagrosa, cola-de-sapateiro.
Características: É uma espécie de orquídea, encontrada sobre os espiques de palmeiras e árvores expostas.
Caule invaginado, de até 1 metro de altura.
Do ápice de cada haste partem 6 a 8 folhas alternas, semelhantes às folhas embrionárias dos coqueiros, fortemente recurva-das, lanceoladas, longamente acuminadas, com até 60 cm de comprimento.
Inflorescência em forma de corimbos.
Perfloração irregular.
Brácteas membranosas, longamente lanceoladas, acuminadas, ondulo-sas, densamente maculadas de um verde-amarelo, riscadas transversalmente de vermelho-escuro.
Flores de sépalas ovais, oblongas, algo agudas, ondulosas, amarelo-esverdinhadas (maculadas), com riscas transversais cor de castanha; pétalas oblongas, obtusas, ondulosas, amarelo-claras, com pequenas manchas vermelhas na parte central e na base.
Valor terapêutico:
Extrai-se o suco da planta.
Embebe-se o algodão (algodão-de-farmácia) no suco e passa-se nos abscessos,
furúnculos, epiteliomas, etc.
Prepara-se, do cozimento da planta, um xarope contra a coqueluche e tosses rebeldes.
Parte usada: Toda a planta.



segunda-feira, 10 de outubro de 2016

SUCUÚBA (Plumeria sucuuba) antelmíntico e detergente

SUCUÚBA (Plumeria sucuuba) antelmíntico e detergente

913 SUCUÚBA (Plumeria sucuuba)
Família: Apocináceas.
Sinonímia: Sucuúba-verdadeira.
Características: Árvore média.
Madeira branca.
Fornece um látex.
Habitat: Na terra firme, na Amazônia.
Valor terapêutico:
A casca, em infusão, é empregada contra os embaraços gástricos.
É vomitiva em dose elevada.
O suco leitoso é antelmíntico e detergente, porém tóxico em alta dose.

SUCUÚBA (Plumeria fallax)

914 SUCUÚBA (Plumeria fallax)
Família: Apocináceas.
Sinonímia: Tiborna-traiçoeira.
Característica: Árvore pequena.
Habitat: É comum nos sertões do Nordeste, especialmente de Alagoas.
Valor terapêutico:
O suco leitoso, tóxico, é usado externamente contra o câncro venéreo.

SUCUÚBA DO PARÁ (Plumeria phagedenica)

915 SUCUÚBA DO PARÁ (Plumeria phagedenica)
Família: Apocináceas.
Sinonímia: Sucuúba-do-Rio-de-Janeiro.
Características: Árvore.
Folhas grossas.
Lindas flores grandes.
Fruto: vagem longa.
Valor terapêutico:
O suco leitoso é usado para expulsar os vermes intestinais.
Emprega-se também na blenorragia, nas úlceras e nas verrugas.



domingo, 9 de outubro de 2016

SORVEIRA (Callophora utilis) é vermífugo.

SORVEIRA (Callophora utilis) é vermífugo.

911 SORVEIRA (Callophora utilis)
Família: Apocináceas.
Características: Arbusto.
Produz fruto semelhante à mangaba e cujo suco serve para o preparo de vernizes.
Habitat: Amazônia.
Valor terapêutico:
O suco da sorva é vermífugo.

SORVEIRA-BRAVA (Pyrus aucuparia, Sorbus aucuparia, Mespi-lus aucuparia)

912 SORVEIRA-BRAVA (Pyrus aucuparia, Sorbus aucuparia, Mespi-lus aucuparia)
Família: Rosáceas.
Sinonímia: Sorveira-dos-passarinhos, sorvo-bravo, corno-godinho, tramagueira, cramaseira.
Características: Árvore.
Fruto globuloso, róseo, escarlate quando maduro.
Valor terapêutico:
O fruto é anti-hemorroidário, laxativo, e, em doses elevadas,
ligeiramente emético.
(Emético: Medicamento usado para provocar o vômito.)




sábado, 8 de outubro de 2016

SOLIDÔNIA (Boerhavia paniculata) contra as afecções do fígado

SOLIDÔNIA (Boerhavia paniculata) contra as afecções do fígado

909 SOLIDÔNIA (Boerhavia paniculata)
Família: Nictagináceas.
Sinonímia: Pega-pinto, celidônia.
Características: Planta herbácea.
As sementes, como as da erva-tostão, são uns carrapichos que
se prendem à roupa e à pele dos animais.
Habitat: Nos terrenos abandonados.
Valor terapêutico:
O infuso da raiz é empregado como diurético e como remédio
contra as afecções do fígado e da vesícula biliar.

SOLIDÔNIA (Trixis divaricata)

910 SOLIDÔNIA (Trixis divaricata)
Família: Compostas.
Característica: Planta herbácea.
Habitat: Medra em Minas, Rio de Janeiro, Pará e outros Estados.
Valor terapêutico:
O decocto das partes herbáceas, moles, é útil contra a oftalmia.
O extrato da raiz tem virtudes emenagogas.



sexta-feira, 7 de outubro de 2016

SOLDANELA-DÁGUA eupêpticas, febrífugas, antelmínticas, tônicas.

SOLDANELA-DÁGUA eupêpticas, febrífugas, antelmínticas, tônicas.

908 SOLDANELA-D'ÁGUA (Limnanthemum Humboldtianum)
Família: Gencianâceas.
Sinonímia: Aperana.
Características: Planta herbácea, rasteira, pequena.
Habitat: Medra na Amazônia, em Goiás, etc.
Valor terapêutico:
Contém propriedades eupêpticas, febrífugas, antelmínticas, tônicas.
(Antelmíntico: Que combate os vermes intestinais. Medicamento com essa propriedade.
O mesmo que anti-helmíntico.)


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

SETE-SANGRIAS anti-sifíliticas, depurativas, febrífugas

SETE-SANGRIAS anti-sifíliticas, depurativas, febrífugas

902 SETE-SANGRIAS (Cuphea ingrata, Cuphea ciliata, Cuphea aperta, Cuphea antisyphilitica, Cuphea lutescens)
Família: Litráceas.
Características: Planta herbácea.
Caule e ramos pubescentes.
Pelos purpúreos.
Folhas oval-cordadas, curtíssimo-pecioladas, opostas, glabras na face superior e pubescentes na face inferior.
Flores pequenas, com cálice tubuloso e pétalas róseas ou roxo-claras.
Esta descrição corresponde exatamente à Cuphea balsamona, mas as outras espécies também são conhecidas pelo nome de sete-sangrias, sendo empregadas para os mesmos fins terapêuticos.
Habitat: Rio de Janeiro, Minas e outros Estados.
Valor terapêutico:
As sete-sangrias, umas e outras, costumam ser empregadas,
na medicina popular, como anti-sifíliticas, depurativas, febrífugas
e diaforéticas.


SETE-SANGRIAS (Cuphea balsamona)

903 SETE-SANGRIAS (Cuphea balsamona)
Família: Litráceas.
Características: Erva de caule e ramos pubescentes; pêlos purpúreos e glandulíferos; folhas opostas, glabras na parte superior e pubes-cente na parte inferior; flores róseas.
Valor terapêutico:
É excelente remédio contra a arteriosclerose, a hipertensão arterial e as palpitações do coração.
É depurativa do sangue.
Limpa o estômago e os intestinos.
Aplica-se com bons resultados nas doenças venéreas, reumatismo, afecções. da pele.
Parte usada: Toda a planta.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.

SETE-SANGRIAS (Cuphea linifolia)

904 SETE-SANGRIAS (Cuphea linifolia)
Família: Litráceas.
Características: Planta herbácea. Há também outras com o mesmo nome, sendo da mesma família e do mesmo gênero.
Valor terapêutico:
É muito usada para tratar úlceras e feridas.

SETE-SANGRIAS (Declieuxia cordigera)

905 SETE-SANGRIAS (Declieuxia cordigera)
Família: Rubiáceas.
Sinonímia: Flor-de-santa-cruz.
Característica: Arbusto.
Valor terapêutico:
A raiz e as folhas são empregadas no tratamento das febres intermitentes.

SETE-SANGRIAS (Symplocos parviflora)

906 SETE-SANGRIAS (Symplocos parviflora)
Família: Simplocáceas.
Sinonímia: Pau-de-cangalha.
Característica: Árvore ou arbusto.
Habitat: Estados do Sul.
Valor terapêutico:
É considerado como poderoso febrífugo.

SETE SANGRIAS DO RIO-GRANDE-DO-SUL (Symplocos platy-phylla)

907 SETE SANGRIAS DO RIO-GRANDE-DO-SUL (Symplocos platy-phylla)
Família: Simplocáceas.
Sinonímia: Pau-de-cangalha.
Característica: Árvore ou arbusto.
Habitat: É comum no Rio Grande do Sul.
Valor terapêutico:
A casca da raiz, em decocção, é eupéptica, adstringente e útil no tratamento da malária.



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

SETE-CASCOS no curativo das úlceras.

SETE-CASCOS no curativo das úlceras.

901 SETE-CASCOS (Monimia friabilis)
Família: Monimiáceas.
Características: Árvore mediana, copada.
Folhas miúdas, alternas, ovais, lustrosas.
Flores nas axilas das folhas e nos ramos. O fruto se assemelha a um figo, contendo duas a quatro sementes.
Habitat: Vegeta nos Estados do Nordeste.
Valor terapêutico:
O decocto ou o pó da entrecasca tem aplicação no curativo das úlceras.



terça-feira, 4 de outubro de 2016

SERRALHA é bom remédio contra as hemorróidas

SERRALHA é bom remédio contra as hemorróidas

899 SERRALHA (Silybum marianum)
Família: Compostas.
Características: Planta herbácea.
Folhas grandes, espinhosas, si-nuado-denteadas, manchadas de branco.
Flores róseas, em capítulos terminais envoltos em brácteas agudas e espinhosas.
Valor terapêutico:
A tintura que se extrai das sementes é bom remédio contra as hemorróidas
e as ingurgitações do útero e da uretra.

SERRALHA-BRAVA (Sonchus oleraceus, Sonchus laevis)

900 SERRALHA-BRAVA (Sonchus oleraceus, Sonchus laevis)
Família: Compostas.
Sinonímia: Chicória-brava.
Características: Planta herbácea, de aproximadamente um metro de altura.
Folhas alongadas, sésseis, azuladas na face superior.
Flores amarelas e brilhantes. É uma planta leitosa que se usa em saladas.
Valor terapêutico:
O decocto é indicado contra a disenteria.
Além disso, é depurativo e desobstruente, sendo também recomendado
para fortalecer a vista, os nervos e o estômago.





segunda-feira, 3 de outubro de 2016

SERPÃO (Thymus serpyllum) contra a bronquite, a coqueluche

SERPÃO (Thymus serpyllum) contra a bronquite, a coqueluche

898 SERPÃO (Thymus serpyllum)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Serpol, serpilho, planta-ursa, timo-silvestre.
Características: Planta vivaz, de forma muito variável.
Haste rasteira, emitindo numerosos ramos de até uns 30 cm de comprimento.
Folhas opostas, sésseis, ovais ou lanceoladas, de até 16 mm de comprimento, mais ou menos tomentosas.
Flores vermelho-rosadas, dispostas em capítulos terminais.
Toda a planta é muito aromática.
Valor terapêutico:
É bom remédio contra a bronquite, a coqueluche, e a diarréia.
10 gramas para 1 litro de água, em infusão.
Nos dois primeiros casos, pode-se adoçar com mel.
Externamente aplica-se o cozimento, em loções, para curar feridas supuradas.
50 gramas para 1 litro de água.
Em banhos quentes, dá bom resultado contra a debilidade geral, a paralisia, o reumatismo.
50 gramas para um litro de água.
Este vegetal é também um bom remédio contra a sarna.
Fazem-se loções. 100 gramas para 1 litro de água.
Parte usada: Toda a planta.





domingo, 2 de outubro de 2016

SERINGUEIRA tem propriedades vermífugas

SERINGUEIRA tem propriedades vermífugas

897 SERINGUEIRA (Hevea guyanensis, Siphonia guyanensis, Jatro-pha elastica, Siphonanthus elasticus)
Família: Euforbiáceas.
Sinonímia: Pau-seringa, pau-moeda, árvore-da-borracha.
Características: Árvore alta.
Folhas longipecioladas, compostas de três folíolos oval-alongados, pontiagudos, inteiros.
Flores em panícu-las terminais.
Fruto capsular, grande.
Amêndoa comestível. A árvore, por incisão no tronco, fornece um látex utilizado na fabricação da borracha.
Valor terapêutico:
O suco leitoso fresco encerra propriedades vermífugas.



sábado, 1 de outubro de 2016

SENSITIVA para combater as afecções do fígado

SENSITIVA para combater as afecções do fígado

896 SENSITIVA (Mimosa humilis, Mimosa pudica)
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Malícia-das-mulheres, juquer, caá-eó, dorme-dorme, dormideira, erva-viva, juquiri-rasteiro, vergonha, vergonhosa.
Características: Subarbusto.
Haste recoberta de espinhos.
Folhas pequeninas, compostas.
Flores róseas, em calátides. O fruto é uma vagem pequena, eriçada de espinhos, contendo grãos como os de feijão.
Esta planta fecha os seus folíolos discretamente quando tocada por qualquer objeto.
Habitat: Âs margens dos cursos d'água e nos terrenos alagados.
Valor terapêutico:
Usa-se o infuso das folhas para combater as afecções do fígado, os reumatismos articulares, a prisão de ventre.
Exteriormente emprega-se, em banhos, para curar tumores.
Usa-se também, em gargarejos, nas inflamações da boca e da garganta.
O suco, em cataplasmas, tem aplicação nas úlceras cancerosas e nas moléstias do útero.
É purgativo em pequena dose, e tóxico em alta dose. A raiz lhe serve de antídoto.
A raiz é purgativa.





sexta-feira, 30 de setembro de 2016

SENE-DE-PALTA (Cassia obovata, Cassia acutifolia) purgativa

SENE-DE-PALTA (Cassia obovata, Cassia acutifolia) purgativa

894 SENE-DE-PALTA (Cassia obovata, Cassia acutifolia)
Família: Leguminosas-cesalpiniáceas.
Características: Árvore pequena.
Folhas compostas.
Valor terapêutico:
As folhas e cascas (chamadas folícolos de sene) têm virtude purgativa.


SENE-DO-CAMPO (Cassia cathartica)

895 SENE-DO-CAMPO (Cassia cathartica)
Família: Leguminosas-cesalpiniáceas.
Características: Árvore pequena, cujas sementes, torradas, se usam como café.
Habitat: Comum nos Estados de S. Paulo e Minas.
Valor terapêutico:
O infuso das folhas é laxante. O decocto da raiz é tônico, eupéptico e febrífugo.



quinta-feira, 29 de setembro de 2016

SEMPRE-VIVA contra a picada da aranha caranguejeira

SEMPRE-VIVA contra a picada da aranha caranguejeira

892 SEMPRE-VIVA (Helichysum bracteatum)
Família: Compostas.
Características: Planta rasteira.
Folhas alternas, recortadas.
Flores solitárias ou em cachos, de diversas cores.
Valor terapêutico:
O decocto, além de ser refrigerante e adstringente, é bom remédio
contra a erisipela, as chagas, as oftalmias, as queimaduras, a gota.
O suco é bom contra a picada da aranha caranguejeira,
e afirma-se que acalma as dores de cabeça.

SEMPRE-VIVA-DOS TELHADOS (Sempervivum tectorum)

893 SEMPRE-VIVA-DOS TELHADOS (Sempervivum tectorum)
Família: Crassuláceas.
Sinonímia: Saião-curto.
Características: Planta herbácea.
Folhas chatas, carnudas, oval-alongadas; as caulinares são esparsas.
Flores róseas, dialipétalas.
Valor terapêutico:
As folhas são adstringentes.
O chá preparado por infusão (15 gramas para 1 litro de água; várias xícaras ao dia) dá bons resultados contra: afecções cardíacas, he-morróidas, hemorragias, escorbuto, reumatismo.
Para fazer desaparecer calos e verrugas, aplica-se topicamente, durante vários dias, a folha triturada.
O suco das folhas trituradas, misturado com óleo de linhaça puro, é bom para acalmar as dores produzidas por queimaduras e pela erisipela.
O suco, do qual. se tomam três colheradas ao dia, combate a me-norragia, e as diarréias com sangue.




quarta-feira, 28 de setembro de 2016

SEBIPIRA (Sebepira major) contra as dermatoses.

SEBIPIRA (Sebepira major) contra as dermatoses.

891 SEBIPIRA (Sebepira major)
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Sicupira, sicupira-açu.
Características: Árvore grande.
Folhas miúdas.
Flores vermelhas.
Fruto: vagem contendo sementes vermelhas.
Habitat: Estados do Norte e Nordeste.
Valor terapêutico:
O decocto da casca é eupéptico, adstringente, diaforético e útil contra os tumores sifilíticos.
Emprega-se também, em banhos, contra as dermatoses.



terça-feira, 27 de setembro de 2016

SAUDADE (Chrysocoma cimosa) antissifilítica

SAUDADE (Chrysocoma cimosa) antissifilítica

889 SAUDADE (Chrysocoma cimosa)
Família: Composta.
Sinonímia: Saudade-do-brejo.
Característica: Planta herbácea.
Habitat: Vegeta no Rio de Janeiro.
Valor terapêutico:
A raiz encerra propriedades antissifilíticas.

SAUDADE-DE-CAMPINA (Asdepias umbellata)

890 SAUDADE-DE-CAMPINA (Asdepias umbellata)
Família: Apocináceas.
Sinonímia: Toté-mole, cega-olho, camarazinho-de-campina, chi-bante.
Características: Erva delicada.
Caule roliço, leitoso.
Folhas opostas, lanceoladas, alongadas, lisas.
Flores vermelhas, com manchas amarelas, em umbelas.
Valor terapêutico:
É útil no tratamento da hidropisia.
Parte usada: Raiz, em decocção.



segunda-feira, 26 de setembro de 2016

SASSAFRÁS depurativa e sudorífica.

SASSAFRÁS depurativa e sudorífica.

888 SASSAFRÁS (Sassafras officinalis, Laurus sassafras, Ocotea cymbarum)
Família: Lauráceas.
Sinonímia: Canela-sassafrás, sassafrás-do-brasil.
Características: Árvore de até uns 12 metros de altura.
Tronco aromático, leve, branco tendente para o ruivo.
Ramos cilíndricos, cobertos de uma casca lisa e esverdeada.
Folhas alternas, pecioladas, grandes, verdes na face superior,
brancas na face inferior, pubescentes, de formas variadas:
ora inteiras, oval-alongadas, lanceoladas, ora bilobadas, ora trilobadas.
Inflorescência em ramalhetes.
Flores pequenas, dióicas, amareladas. O fruto é uma drupa ovóide,
do tamanho de uma ervilha, violácea, tendo, à sua base, um receptáculo cali-ciforme, avermelhado.
Valor terapêutico:
É uma planta depurativa e sudorífica.
Diz o Dr.
Raul O. Feijão:
"É empregada como depurativa e sudorífica, à maneira da salsaparrilha.
Usa-se geralmente o infuso a 10:1000, ou o xarope,
na dose diária de 20 a 100 gramas."
Prescreve-se nas dermatoses, dores artríticas, gota, intoxicações metálicas (tipógrafos, dentistas, etc.), reumatismo, sífilis, falta de transpiração, adenite.
Parte usada: Raiz, em decocção ou infusão.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.




domingo, 25 de setembro de 2016

SARACURA-MIRÁ (Ampelozizyphus amazônica) para curar feridas

SARACURA-MIRÁ (Ampelozizyphus amazônica) para curar feridas

887 SARACURA-MIRÁ (Ampelozizyphus amazônica)
Família: Ramnáceas.
Sinonímia: Saracura-muirá.
Características: Cipó. Haste erecta.
Fruto: cápsula triangular, deiscente.
Habitat: Amazônia.
Valor terapêutico:
As folhas são cáusticas e detergentes: usa-se o pó das mesmas para curar feridas.
A raiz é depurativa.



sábado, 24 de setembro de 2016

SAPUPIRA-DO-CAMPO (Bowdichia virgilioides) contra a sífilis e a diabete.

SAPUPIRA-DO-CAMPO (Bowdichia virgilioides) contra a sífilis e a diabete.

885 SAPUPIRA-DO-CAMPO (Bowdichia virgilioides)
Família: Legumi nosas-papi I ionáceas.
Sinonímia: Cutiúba, sapupira, sucupira, sucupiruçu.
Outro idioma: Alcornoque (Venezuela).
Características: Árvore excelsa, copada.
Tronco freqüentemente torcido.
Folhas compostas, miúdas.
Flores roxas ou azul-escuras, em cachos.
Fruto: vagem.
Habitat: Nos campos altos.
Valor terapêutico:
A casca (casca de alcornoque) tem aplicação contra a sífilis e a diabete.
É, também, tônica, diaforética, aperiente e digestiva.
A cãsca da raiz é adstringente e antidiabética.
As batatas que se encontram nas extremidades das raízes são preconizadas contra a gota, o reumatismo, a blenorragia, o eczema, as dermatoses, a sífilis, as úlceras. O decocto das mesmas figura entre os melhores depurativos que se conhecem.
As sementes, em infusão, têm efeito contra as febres, a gota, o reumatismo, o artritismo, o eczema, as dermatoses, a blenorragia, a sífilis, as úlceras.. São igualmente depurativas.

SARACURA (Begônia Riedelii)

886 SARACURA (Begônia Riedelii)
Família: Begoniãceas. A Begônia hirtella também é conhecida como saracura.
Característica: Planta herbácea.
Habitat: Encontra-se no Estado do Rio.
Valor terapêutico:
É apregoada como febrífuga e diurética.



sexta-feira, 23 de setembro de 2016

SAPUPIRA (Bowdichia major) é tônico, diaforético

SAPUPIRA (Bowdichia major) é tônico, diaforético

883 SAPUPIRA (Bowdichia major)
Família.
Legumi nosas-papilionáceas.
Sinonímia: Sebibira, sebipira, sicopira, sebupira, sucupira, curubaí-mirim.
Características: Linda árvore copada.
Tronco e ramos erectos.
Folhas compostas, miúdas, lisas.
Flores roxas, em cachos, nas pontas dos ramos.
Fruto: vagem contendo sementes vermelhas dotadas de manchas pretas.
Valor terapêutico:
O decocto ou o macerado da casca é tônico, diaforético, aperiente, digestivo, anti-sifilítico e antidiabético.
Na extremidade da raiz encontram-se batatas cujo decocto é de-purativo do sangue, antidermatoso, anti-sifilítico, antigotoso, anti-reumático, antiblenorrágico e eficaz contra o eczema e as úlceràs.
O infuso das sementes, depurativas, é recomendado nos casos de febres, gota, reumatismo, artritismo, eczema, dermatoses, blenorragia, sífilis, úlceras.
(Diaforético: Sudorífico, que provoca a transpiração.)


SAPUPIRA-DA-MATA

884 SAPUPIRA-DA-MATA (Bowdichia nitida, Bowdichia racemosa, Bowdichia brasiliensis)
Família: Leguminosas-papilionáceas.
Características: Linda árvore copada.
Madeira castanho-escura, ou castanho-clara, pesada, resistente, de fibras grossas, entrelaçadas.
Flores lilás-azuladas. É muito semelhante à Bowdichia major.
Habitat: A Bowdichia nitida é comum na terra firme; e a Bowdichia racemosa, na terra firme arenosa.
Valor terapêutico:
Tem aproximadamente as mesmas aplicações da Bowdichia major e da Bowdichia virgilioides.



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

SAPUCAIA (Lecythis Pisonis)

SAPUCAIA (Lecythis Pisonis)

879 SAPUCAIA (Lecythis Pisonis)
Família: Lecitidáceas.
Características: Árvore grande.
Flores branco-arroxeadas.
Fruto grande, alongado.
Valor terapêutico:
O óleo que se obtém da casca é bom para resolver tumores de origem gotosa e sifilítica.
A cápsula é antissifilítica e diurética.

SAPUCAIA-BRANCA (Lecythis lanceolata)

880 SAPUCAIA-BRANCA (Lecythis lanceolata)
Família: Lecitidáceas.
Características: Árvore grande.
Folhas lanceoladas.
Flores branco-arroxeadas.
Fruto grande, cônico na base.
Valor terapêutico:
As sementes, em emulsão, tem indicação nas afecções das vias urinárias.

SAPUCAIA-DE-FLOR-GRANDE (Lecythis grandiflora, Bertholetia excelsa)

881 SAPUCAIA-DE-FLOR-GRANDE (Lecythis grandiflora, Bertholetia excelsa)
Família: Lecitidáceas.
Sinonímia: Canari, macaque.
Característica: Árvore frondosa.
Valor terapêutico:
O leite emulsivo que se prepara com as amêndoas é apregoado como anticatarral
e antinefrítico.


SAPUCAIA-MIRIM (Lecy angustifolia, Lecythis minor)

882 SAPUCAIA-MIRIM (Lecy angustifolia, Lecythis minor)
Família: Lecitidáceas.
Características: Árvore.
Folhas lanceoladas, acuminadas, serrea-das, branco-arroxeadas.
Fruto cônico, achatado, pequeno.
Valor terapêutico:
Das amêndoas prepara-se um leite emulsivo, recomendado como anticatarral
e antinefrítico.



quarta-feira, 21 de setembro de 2016

SAPOTI (Acharas sapota) é tônica, febrífuga e adstringente.

SAPOTI (Acharas sapota) é tônica, febrífuga e adstringente.

878 SAPOTI (Acharas sapota)
Família: Sapotáceas.
Sinonímia: Sapotilha, sapote, sapota, sapotizeiro.
Outros idiomas: Sapotier (Guiana Francesa), Sapodille-tree (Jamaica).
Características: Árvore.
Folhas verde-escuras, luzentes, lactíferas.
Flores pequenas, branco-esverdeadas, solitáras, nas axilas dos ramos.
Fruto: baga oval.
Valor terapêutico:
As sementes são diuréticas e eficazes contra a litíase vesical.
São também esurinas. São, porém, tóxicas em alta dose.
A casca é tônica, febrífuga e adstringente.



terça-feira, 20 de setembro de 2016

SAPONÁRIA (Saponaria officinalis, Bootia vulgaris, Lychnis officinalis)

SAPONÁRIA (Saponaria officinalis, Bootia vulgaris, Lychnis officinalis)

876 SAPONÁRIA (Saponaria officinalis, Bootia vulgaris, Lychnis officinalis)
Família: Cariofiláceas.
Sinonímia: Saponária-das-boticas.
Características: Planta herbácea, de uns 600 cm de elevação.
Rizoma rasteiro, muito ramificado, da espessura de um dedo.
Haste erecta, cilíndrica, nodosa, pouco ou nada ramificada.
Folhas opostas, sésseis; as inferiores curtamente pecioladas;
ovais, ou alongado-lanceoladas, inteiras, verde-amareladas,
com 3 nervuras longitudinais.
Flores grandes, aromáticas, róseo-pálidas. O fruto é uma cápsula deiscente, unilocular, alongado.
Sementes reniformes.
Valor terapêutico:
Indicada nos seguintes casos: atonia digestiva, clorose, gota, icterícia, reumatismo crônico, sífilis.
É, além disso, depurativa, diurética, sudorífica.
Externamente, usa-se, em banhos, nas dermatoses.
Nos tumores ganglionares usam-se as folhas cozidas, como resolutivas, em cataplas-mas. O decocto se emprega em gargarejos nos casos de anginas, fa-ringite, etc.
Partes usadas: Folhas e raízes.
Dose: Uso interno folhas, 20 gramas para 1 litro de água; raízes, 30 gramas para 1 litro de água.
Uso externo folhas e raízes, 50 a 60 gramas.



SAPOTAIA (Capparis cynophallophora)

877 SAPOTAIA (Capparis cynophallophora)
Família: Caparidáceas.
Sinonímia: Feijão-de-boi.
Característica: Arbusto.
Habitat: Nas capoeiras: S. Paulo, Rio, Minas, Bahia e outros Estados.
Valor terapêutico:
A casca da raiz é aperiente, diurética, hidragoga.



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

SANGUE-DE-PAU (Croton salutaris) tubo digestivo

SANGUE-DE-PAU (Croton salutaris) tubo digestivo

875 SANGUE-DE-PAU (Croton salutaris)
Família: Euforbiáceas.
Sinonímia: Sangue-de-drago, sangue-de-dragão.
Características: Arbusto.
Folhas lanceoladas, ligeiramente cordiformes na base, alternas.
Flores miúdas, em espigas.
Valor terapêutico:
Emprega-se a casca, em decocção, na atonia do tubo digestivo, na diarréia, nos males estomacais, nas impurezas do sangue, nos catarros pulmonares, nas hemorragias, e, também, como vermífugo e tônico.
Em banhos e fomentos, o decocto da casca é utilizado contra os tumores sifilíticos.
A seiva sangüínea do tronco é bom medicamento para curar feridas e úlceras de animais.




domingo, 18 de setembro de 2016

SAMAMBAIA (Pteris caudada) contra os reumatismos.

SAMAMBAIA (Pteris caudada) contra os reumatismos.

871 SAMAMBAIA (Pteris caudada)
Família: Polipodiáceas.
Sinonímia: Sambambaia.
Características: Planta herbácea de até uns 2 metros.
Valor terapêutico:
Tem utilidade contra os reumatismos.

SAMAMBAIA-GUAÇU (Polypodium filix mas, Polypodium ins-tans, Apidium filix mas)

872 SAMAMBAIA-GUAÇU (Polypodium filix mas, Polypodium ins-tans, Apidium filix mas)
Família: Polipodiáceas.
Sinonímia: Samambaia, feto-macho, feto.
Características: Planta herbácea.
Folhas pinadas.
Lacíneas opostas, lineares e obtusas, convexas.
Habitat: S. Paulo e outros Estados.
Valor terapêutico:
Como vermífugo eficaz, emprega-se contrá as lombrigas e contra a própria tênia, em pequenas doses.


SAMBAÍBA (Cecropia concolor)

873 SAMBAÍBA (Cecropia concolor)
Família: Moráceas.
Características: Árvore.
As folhas ásperas servem de lixa aos marceneiros.
Habitat: É abundante no Norte do País.
Valor terapêutico:
O decocto das cascas ê bom para curar feridas velhas.

SAMBAÍBA (Curatella sambaiba)

874 SAMBAÍBA (Curatella sambaiba)
Família: Dileniáceas.
Características: Arbusto ou árvore pequena.
Folhas grandes, alongadas, ásperas.
Flores brancas, em cachos.
Fruto: cápsula globulosa, revestida de espinhos, contendo dois caroços.
Habitat: Vegeta nos Estados de Minas e Bahia, especialmente nas caatingas do rio S.
Francisco.
Valor terapêutico:
A casca, em decocção, ê útil para tratar feridas.



sábado, 17 de setembro de 2016

SALVA tem muita utilidade na medicina caseira.

SALVA tem muita utilidade na medicina caseira.

867 SALVA (Salvia officinalis)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Salva-dos-jardins, salva-das-boticas, salva-ordinária.
Características: Planta herbácea, de uns 50 cm de elevação.
Hastes em moita, erectas quadrangulares, pubescentes, esbranquiçadas, ramificadas.
Folhas opostas, cruzadas, verde-esbranquiçadas, rugosas, mais ou menos pubescentes,
levemente crenadas, espessas, levemente reticuladas; as inferiores são pecioladas,
oblongas, lanceoladas, por vezes auriculadas na base; as superiores são sésseis, acuminadas.
Inflorescência em calátides terminais.
Flores violáceas ou brancas, curtamenté pediceladas, dispostas (4 a 8)
em verticilos munidos de brácteas opostas, ovais, cordiformes, acuminadas,
côncavas, caducas.
Valor terapêutico:
É uma planta de muita utilidade na medicina caseira.
Nas más digestões, o chá de salva, quente, corrige as indisposições estomacais,
a debilidade do estômago, os vômitos que muitas vezes se seguem às refeições, as ventosidades gástricas e intestinais, a

dor de cabeça resultante da má digestão, etc.
Dose: 10 gramas para
1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.
As folhas frescas são boas para esfregar os dentes, a fim de branqueá-los;
refrescam e fortificam as gengivas frouxas, inflamadas, etc.; aromatizam a boca.
O chá das sumidades floridas, em bochechos, serve para curar as aftas.
Dose: 30 gramas para 1 litro de água.
O cozimento da salva em loções é indicado para curar feridas velhas,
úlceras varicosas, etc.; em banhos é bom para curar escrófulas.
Dose: 50 gramas de folhas e flores em 1 litro de água.
Em gargarejos, as folhas e flores, preparadas por infusão, dão bom resultado
contra a inflamação da garganta, a amigdalite, a dificuldade de engolir,
as mucosidades da garganta, etc.
Dose: 30 gramas para 1 litro de água.
As folhas frescas, machucadas, esfregadas sobre as partes picadas por abelhas,
vespas, mosquitos, etc., proporcionam alívio em pouco tempo.
É também indicada nos suores noturnos dos tuberculosos.
Dose: 10 gramas em 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.
Das folhas e flores se prepara um chá (10 gramas para 1 litro de água) que se toma quente.
É bom para resfriados, bronquites, anginas, tosse, expectoração difícil, etc. O que também ajuda
a expulsar os catarros crônicos dos brônquios, é uma mistura do pó das folhas
(6 a 7 gramas) com mel de abelha (100 gramas).
Tomam-se 4 a 5 colhe-rinhas por dia.


SALVA-DE-MARAJÓ (Hyptis incana)

868 SALVA-DE-MARAJÓ (Hyptis incana)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Salva-do-pará, salva-do-campo.
Valor terapêutico:
O chá dessa planta é sudorífico, emenagogo, tônico e estimulante.
É também usado em lavatórios contra as oftal-mias.

SALVA-DE PERNAMBUCO (Cacália odorifera)

869 SALVA-DE PERNAMBUCO (Cacália odorifera)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Salva-de-alagoas.
Características: Planta herbácea, aromática. Dá em touceiras.
Folhas alternas, pontudas.
Flores em cachos.
Valor terapêutico:
Usada em decocção, tem virtudes emenagogas.
Emprega-se também o decocto, em banhos, contra o reumatismo.

SALVA-DO-RIO-GRANDE-DO-SUL (Lippia citrata)

870 SALVA-DO-RIO-GRANDE-DO-SUL (Lippia citrata)
Família: Labiadas.
Características: Há vários tipos de salvas, a saber: salsa-do-jardim (Salvia officinalis), salva-do-brasil, (Salvia fulgens), salva-do-mato, (Herreria salsaparrilha), salva-do-pará (Hyptis incana), salva-de-pernam-buco, (Cacalia odorifera). Aqui, porém, estamos falando da salva-do-rio-grande-do-sul (Lippia citrata), que não deve ser confundida com outras salvas. É uma planta de folhas opostas, flores brancas.
Valor terapêutico:
"O chá das folhas serve para fortificar o cérebro, os nervos e para histerismo; combate a paralisia, o letargo, aproveita na apoplexia.
Tomada em pó, por olfação, purga o cérebro. E antiabortiva, fortifica o útero." Dicionário Brasileiro de Plantas Medicinais, pág. 173.
Parte usada: Folhas.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.



sexta-feira, 16 de setembro de 2016

SALSAPARRILHA depurativa, diurética

SALSAPARRILHA depurativa, diurética

865 SALSAPARRILHA (Smiiax medica, Smiiax officinalis, Smiiax syphilitica, Smiiax peruviana, Monoecia hexandria)
Família: Liliáceas.
Sinonímia: Sarsaparrilha, sarza, zarza, salsaparrilha-das-boticas, salsa-americana.
Características: Planta sarmentosa.
Rizoma lenhoso, pouco volumoso, com muitos nós e entrenós, e cheio de raízes flexíveis.
Haste glabra, ligeiramente angulosa e estriada, apresentando, nas articulações, espinhos recurvados, de base larga.
Folhas pecioladas, alternas, acuminadas, lisas, cordiformes na base, algumas oval-alongadas, outras têm os contornos cordiformes tão salientes que parecem trilo-badas.
Os pecíolos são dotados de duas gavinhas filiformes, espirala-das.
Inflorescência em umbelas simples, axilares, de 8 a 12 flores.
Frutos em forma de bagas, contendo, cada uma, uma a três sementes.
No Brasil há muitas espécies de salsaparrilhas conhecidas pelo nome de japecanga.
São a Smiiax japecanga, a Smiiax syringoides, e a Smiiax brasiliensis.
Todas têm quase as mesmas aplicações na medieina popular.
As melhores são as de sabor mais forte e nauseante.
Na Europa (Espanha, Portugal) é muito conhecida a Smilax aspera.
Valor terapêutico:
É uma planta depurativa, diurética, sudorífíca.
Aplica-se nas enfermidades venéreas, exantemas, dermatoses, gota, reumatismo, sífilis, boubas.
Ver dissertação sobre japecanga.
Parte usada: Raiz, em decocção.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.



SALSAPARRILHA-VERDADEIRA DO PARÁ (Smilax papyracea)

866 SALSAPARRILHA-VERDADEIRA DO PARÁ (Smilax papyracea)
Família: Liliáceas.
Sinonímia: Cipó-em, japecanga-vermelha, salsa, salsaparrilha.
Características: Cipó quadrangular.
Espinhos curvos, cerrados, dispostos em forma de pente, ao longo dos quatro cantos do caule, na parte inferior.
Raiz vermelha.
Sabor forte e nauseabundo.
Habitat: Nas terras altas.
Valor terapêutico:
A raiz é depurativa, anti-sifilítica, anti-reumática, antidermatosa.
Ver: Japecanga, salsa-gorda, salsaparrilha.



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

SALSA (Petroselinum sativum, Apium petroselinum, Athamanta petroselinum, Carum petroselinum, Apium hortense)

SALSA (Petroselinum sativum, Apium petroselinum, Athamanta petroselinum, Carum petroselinum, Apium hortense)

861 SALSA (Petroselinum sativum, Apium petroselinum, Athamanta petroselinum, Carum petroselinum, Apium hortense)
Família: Umbelíferas.
Sinonímia: Salsa-cultivada, salsa-de-cheiro, salsa-das-hortas, cheiro.
Outros idiomas: Perejil (países de fala castelhana), Persil (França), Parsley (Inglaterra, EEUU, etc.), Petersilie (Alemanha), Petruschka (Rússia), Prezzemolo (Itália).
Características: Planta herbácea.
Haste glabra, fistulosa.
Folhas alternadas, amplexicaules, pinadas.
Flores amarelas, em umbelas.
Habitat: Cultivada nas hortas.
Valor terapêutico:
A raiz encerra qualidades aperientes; as sementes são carminativas.
(Aperiente: Que incita o apetite; que provoca apetite; aperitivo.
Medicina. Antigo. Desuso. Que faz com que os poros sejam dilatados)
Diz o Dr. Pio Font Quer:
"Tanto a vergôntea (haste) como a raiz da salsa são aperitivas e estimulantes,
diuréticas e emenagogas; porém, para provocar ou regularizar a menstruação,
usam-se de preferência os frutos.
limpam as chagas e úlceras, e facilitam sua cicatrização."
A salsa é também recomendada nos casos de febres, blenorragia, priapismo,
uretrite, dispepsia, hidropisia, icterícia, intumescimento do fígado e do baço.
A salsa triturada é fortemente hemostática.
Nos casos de epista-xe, introduz-se nas narinas uma bolinha de salsa amassada
entre os dedos.


SALSA-DA-PRAIA (Convolvulus brasiliensis, Ipomoea marítima)

862 SALSA-DA-PRAIA (Convolvulus brasiliensis, Ipomoea marítima)
Família: Convolvuláceas.
Características: Planta herbácea, rasteira.
Folhas alternas, cordi-formes, coriáceas.
Flores grandes, campanuladas, solitárias, roxas.
Habitat: Vegeta nas proximidades do mar.
Valor terapêutico:
A raiz, leitosa, encerra propriedades drásticas.
As folhas, em decocção, têm emprego nos casos de blenorragia, reumatismo, catarros crônicos, nevralgias.

SALSA-DA-PRAIA (Ipomoea pescaprae)

863 SALSA-DA-PRAIA (Ipomoea pes-caprae)
Família: Convolvuláceas.
Sinonímia: Pé-de-cabra, batata-da-praia, cipó-da-praia.
Características: Cipó rasteiro.
Flores roxas.
Habitat: Nas regiões litorâneas, onde fixam as dunas.
Valor terapêutico:
"As folhas, trituradas e aplicadas sobre os apostemas, provocam a supuração dos mesmos.
O decocto das folhas é emoliente e vulneráriol" Pi F. C. Hoehne, Plantas e Substâncias Vegetais Tóxicas e Medicinais, pág. 247.
Além de supurativas, emolientes e vulnerárias, as folhas são ainda úteis nos reumatismos.
A raiz dá uma fécula laxativa.


SALSA-GORDA (Herreria salsaparilla, Smiiax Herreria)

864 SALSA-GORDA (Herreria salsaparilla, Smiiax Herreria)
Família: Liliáceas.
Sinonímia: Salsa, salsa-do-mato, salsaparrilha.
Características: Trepadeira.
Flores quase sempre amarelas.
Habitat: Rio, Minas, Mato Grosso e quase todos os outros Estados.
Valor terapêutico:
É uma planta anti-sifilítica, depurativa, sudorífi-ca, anti-reumática, antidermatosa.
Parte usada: Raiz.