sexta-feira, 30 de setembro de 2016

SENE-DE-PALTA (Cassia obovata, Cassia acutifolia) purgativa

SENE-DE-PALTA (Cassia obovata, Cassia acutifolia) purgativa

894 SENE-DE-PALTA (Cassia obovata, Cassia acutifolia)
Família: Leguminosas-cesalpiniáceas.
Características: Árvore pequena.
Folhas compostas.
Valor terapêutico:
As folhas e cascas (chamadas folícolos de sene) têm virtude purgativa.


SENE-DO-CAMPO (Cassia cathartica)

895 SENE-DO-CAMPO (Cassia cathartica)
Família: Leguminosas-cesalpiniáceas.
Características: Árvore pequena, cujas sementes, torradas, se usam como café.
Habitat: Comum nos Estados de S. Paulo e Minas.
Valor terapêutico:
O infuso das folhas é laxante. O decocto da raiz é tônico, eupéptico e febrífugo.



quinta-feira, 29 de setembro de 2016

SEMPRE-VIVA contra a picada da aranha caranguejeira

SEMPRE-VIVA contra a picada da aranha caranguejeira

892 SEMPRE-VIVA (Helichysum bracteatum)
Família: Compostas.
Características: Planta rasteira.
Folhas alternas, recortadas.
Flores solitárias ou em cachos, de diversas cores.
Valor terapêutico:
O decocto, além de ser refrigerante e adstringente, é bom remédio
contra a erisipela, as chagas, as oftalmias, as queimaduras, a gota.
O suco é bom contra a picada da aranha caranguejeira,
e afirma-se que acalma as dores de cabeça.

SEMPRE-VIVA-DOS TELHADOS (Sempervivum tectorum)

893 SEMPRE-VIVA-DOS TELHADOS (Sempervivum tectorum)
Família: Crassuláceas.
Sinonímia: Saião-curto.
Características: Planta herbácea.
Folhas chatas, carnudas, oval-alongadas; as caulinares são esparsas.
Flores róseas, dialipétalas.
Valor terapêutico:
As folhas são adstringentes.
O chá preparado por infusão (15 gramas para 1 litro de água; várias xícaras ao dia) dá bons resultados contra: afecções cardíacas, he-morróidas, hemorragias, escorbuto, reumatismo.
Para fazer desaparecer calos e verrugas, aplica-se topicamente, durante vários dias, a folha triturada.
O suco das folhas trituradas, misturado com óleo de linhaça puro, é bom para acalmar as dores produzidas por queimaduras e pela erisipela.
O suco, do qual. se tomam três colheradas ao dia, combate a me-norragia, e as diarréias com sangue.




quarta-feira, 28 de setembro de 2016

SEBIPIRA (Sebepira major) contra as dermatoses.

SEBIPIRA (Sebepira major) contra as dermatoses.

891 SEBIPIRA (Sebepira major)
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Sicupira, sicupira-açu.
Características: Árvore grande.
Folhas miúdas.
Flores vermelhas.
Fruto: vagem contendo sementes vermelhas.
Habitat: Estados do Norte e Nordeste.
Valor terapêutico:
O decocto da casca é eupéptico, adstringente, diaforético e útil contra os tumores sifilíticos.
Emprega-se também, em banhos, contra as dermatoses.



terça-feira, 27 de setembro de 2016

SAUDADE (Chrysocoma cimosa) antissifilítica

SAUDADE (Chrysocoma cimosa) antissifilítica

889 SAUDADE (Chrysocoma cimosa)
Família: Composta.
Sinonímia: Saudade-do-brejo.
Característica: Planta herbácea.
Habitat: Vegeta no Rio de Janeiro.
Valor terapêutico:
A raiz encerra propriedades antissifilíticas.

SAUDADE-DE-CAMPINA (Asdepias umbellata)

890 SAUDADE-DE-CAMPINA (Asdepias umbellata)
Família: Apocináceas.
Sinonímia: Toté-mole, cega-olho, camarazinho-de-campina, chi-bante.
Características: Erva delicada.
Caule roliço, leitoso.
Folhas opostas, lanceoladas, alongadas, lisas.
Flores vermelhas, com manchas amarelas, em umbelas.
Valor terapêutico:
É útil no tratamento da hidropisia.
Parte usada: Raiz, em decocção.



segunda-feira, 26 de setembro de 2016

SASSAFRÁS depurativa e sudorífica.

SASSAFRÁS depurativa e sudorífica.

888 SASSAFRÁS (Sassafras officinalis, Laurus sassafras, Ocotea cymbarum)
Família: Lauráceas.
Sinonímia: Canela-sassafrás, sassafrás-do-brasil.
Características: Árvore de até uns 12 metros de altura.
Tronco aromático, leve, branco tendente para o ruivo.
Ramos cilíndricos, cobertos de uma casca lisa e esverdeada.
Folhas alternas, pecioladas, grandes, verdes na face superior,
brancas na face inferior, pubescentes, de formas variadas:
ora inteiras, oval-alongadas, lanceoladas, ora bilobadas, ora trilobadas.
Inflorescência em ramalhetes.
Flores pequenas, dióicas, amareladas. O fruto é uma drupa ovóide,
do tamanho de uma ervilha, violácea, tendo, à sua base, um receptáculo cali-ciforme, avermelhado.
Valor terapêutico:
É uma planta depurativa e sudorífica.
Diz o Dr.
Raul O. Feijão:
"É empregada como depurativa e sudorífica, à maneira da salsaparrilha.
Usa-se geralmente o infuso a 10:1000, ou o xarope,
na dose diária de 20 a 100 gramas."
Prescreve-se nas dermatoses, dores artríticas, gota, intoxicações metálicas (tipógrafos, dentistas, etc.), reumatismo, sífilis, falta de transpiração, adenite.
Parte usada: Raiz, em decocção ou infusão.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.




domingo, 25 de setembro de 2016

SARACURA-MIRÁ (Ampelozizyphus amazônica) para curar feridas

SARACURA-MIRÁ (Ampelozizyphus amazônica) para curar feridas

887 SARACURA-MIRÁ (Ampelozizyphus amazônica)
Família: Ramnáceas.
Sinonímia: Saracura-muirá.
Características: Cipó. Haste erecta.
Fruto: cápsula triangular, deiscente.
Habitat: Amazônia.
Valor terapêutico:
As folhas são cáusticas e detergentes: usa-se o pó das mesmas para curar feridas.
A raiz é depurativa.



sábado, 24 de setembro de 2016

SAPUPIRA-DO-CAMPO (Bowdichia virgilioides) contra a sífilis e a diabete.

SAPUPIRA-DO-CAMPO (Bowdichia virgilioides) contra a sífilis e a diabete.

885 SAPUPIRA-DO-CAMPO (Bowdichia virgilioides)
Família: Legumi nosas-papi I ionáceas.
Sinonímia: Cutiúba, sapupira, sucupira, sucupiruçu.
Outro idioma: Alcornoque (Venezuela).
Características: Árvore excelsa, copada.
Tronco freqüentemente torcido.
Folhas compostas, miúdas.
Flores roxas ou azul-escuras, em cachos.
Fruto: vagem.
Habitat: Nos campos altos.
Valor terapêutico:
A casca (casca de alcornoque) tem aplicação contra a sífilis e a diabete.
É, também, tônica, diaforética, aperiente e digestiva.
A cãsca da raiz é adstringente e antidiabética.
As batatas que se encontram nas extremidades das raízes são preconizadas contra a gota, o reumatismo, a blenorragia, o eczema, as dermatoses, a sífilis, as úlceras. O decocto das mesmas figura entre os melhores depurativos que se conhecem.
As sementes, em infusão, têm efeito contra as febres, a gota, o reumatismo, o artritismo, o eczema, as dermatoses, a blenorragia, a sífilis, as úlceras.. São igualmente depurativas.

SARACURA (Begônia Riedelii)

886 SARACURA (Begônia Riedelii)
Família: Begoniãceas. A Begônia hirtella também é conhecida como saracura.
Característica: Planta herbácea.
Habitat: Encontra-se no Estado do Rio.
Valor terapêutico:
É apregoada como febrífuga e diurética.



sexta-feira, 23 de setembro de 2016

SAPUPIRA (Bowdichia major) é tônico, diaforético

SAPUPIRA (Bowdichia major) é tônico, diaforético

883 SAPUPIRA (Bowdichia major)
Família.
Legumi nosas-papilionáceas.
Sinonímia: Sebibira, sebipira, sicopira, sebupira, sucupira, curubaí-mirim.
Características: Linda árvore copada.
Tronco e ramos erectos.
Folhas compostas, miúdas, lisas.
Flores roxas, em cachos, nas pontas dos ramos.
Fruto: vagem contendo sementes vermelhas dotadas de manchas pretas.
Valor terapêutico:
O decocto ou o macerado da casca é tônico, diaforético, aperiente, digestivo, anti-sifilítico e antidiabético.
Na extremidade da raiz encontram-se batatas cujo decocto é de-purativo do sangue, antidermatoso, anti-sifilítico, antigotoso, anti-reumático, antiblenorrágico e eficaz contra o eczema e as úlceràs.
O infuso das sementes, depurativas, é recomendado nos casos de febres, gota, reumatismo, artritismo, eczema, dermatoses, blenorragia, sífilis, úlceras.
(Diaforético: Sudorífico, que provoca a transpiração.)


SAPUPIRA-DA-MATA

884 SAPUPIRA-DA-MATA (Bowdichia nitida, Bowdichia racemosa, Bowdichia brasiliensis)
Família: Leguminosas-papilionáceas.
Características: Linda árvore copada.
Madeira castanho-escura, ou castanho-clara, pesada, resistente, de fibras grossas, entrelaçadas.
Flores lilás-azuladas. É muito semelhante à Bowdichia major.
Habitat: A Bowdichia nitida é comum na terra firme; e a Bowdichia racemosa, na terra firme arenosa.
Valor terapêutico:
Tem aproximadamente as mesmas aplicações da Bowdichia major e da Bowdichia virgilioides.



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

SAPUCAIA (Lecythis Pisonis)

SAPUCAIA (Lecythis Pisonis)

879 SAPUCAIA (Lecythis Pisonis)
Família: Lecitidáceas.
Características: Árvore grande.
Flores branco-arroxeadas.
Fruto grande, alongado.
Valor terapêutico:
O óleo que se obtém da casca é bom para resolver tumores de origem gotosa e sifilítica.
A cápsula é antissifilítica e diurética.

SAPUCAIA-BRANCA (Lecythis lanceolata)

880 SAPUCAIA-BRANCA (Lecythis lanceolata)
Família: Lecitidáceas.
Características: Árvore grande.
Folhas lanceoladas.
Flores branco-arroxeadas.
Fruto grande, cônico na base.
Valor terapêutico:
As sementes, em emulsão, tem indicação nas afecções das vias urinárias.

SAPUCAIA-DE-FLOR-GRANDE (Lecythis grandiflora, Bertholetia excelsa)

881 SAPUCAIA-DE-FLOR-GRANDE (Lecythis grandiflora, Bertholetia excelsa)
Família: Lecitidáceas.
Sinonímia: Canari, macaque.
Característica: Árvore frondosa.
Valor terapêutico:
O leite emulsivo que se prepara com as amêndoas é apregoado como anticatarral
e antinefrítico.


SAPUCAIA-MIRIM (Lecy angustifolia, Lecythis minor)

882 SAPUCAIA-MIRIM (Lecy angustifolia, Lecythis minor)
Família: Lecitidáceas.
Características: Árvore.
Folhas lanceoladas, acuminadas, serrea-das, branco-arroxeadas.
Fruto cônico, achatado, pequeno.
Valor terapêutico:
Das amêndoas prepara-se um leite emulsivo, recomendado como anticatarral
e antinefrítico.



quarta-feira, 21 de setembro de 2016

SAPOTI (Acharas sapota) é tônica, febrífuga e adstringente.

SAPOTI (Acharas sapota) é tônica, febrífuga e adstringente.

878 SAPOTI (Acharas sapota)
Família: Sapotáceas.
Sinonímia: Sapotilha, sapote, sapota, sapotizeiro.
Outros idiomas: Sapotier (Guiana Francesa), Sapodille-tree (Jamaica).
Características: Árvore.
Folhas verde-escuras, luzentes, lactíferas.
Flores pequenas, branco-esverdeadas, solitáras, nas axilas dos ramos.
Fruto: baga oval.
Valor terapêutico:
As sementes são diuréticas e eficazes contra a litíase vesical.
São também esurinas. São, porém, tóxicas em alta dose.
A casca é tônica, febrífuga e adstringente.



terça-feira, 20 de setembro de 2016

SAPONÁRIA (Saponaria officinalis, Bootia vulgaris, Lychnis officinalis)

SAPONÁRIA (Saponaria officinalis, Bootia vulgaris, Lychnis officinalis)

876 SAPONÁRIA (Saponaria officinalis, Bootia vulgaris, Lychnis officinalis)
Família: Cariofiláceas.
Sinonímia: Saponária-das-boticas.
Características: Planta herbácea, de uns 600 cm de elevação.
Rizoma rasteiro, muito ramificado, da espessura de um dedo.
Haste erecta, cilíndrica, nodosa, pouco ou nada ramificada.
Folhas opostas, sésseis; as inferiores curtamente pecioladas;
ovais, ou alongado-lanceoladas, inteiras, verde-amareladas,
com 3 nervuras longitudinais.
Flores grandes, aromáticas, róseo-pálidas. O fruto é uma cápsula deiscente, unilocular, alongado.
Sementes reniformes.
Valor terapêutico:
Indicada nos seguintes casos: atonia digestiva, clorose, gota, icterícia, reumatismo crônico, sífilis.
É, além disso, depurativa, diurética, sudorífica.
Externamente, usa-se, em banhos, nas dermatoses.
Nos tumores ganglionares usam-se as folhas cozidas, como resolutivas, em cataplas-mas. O decocto se emprega em gargarejos nos casos de anginas, fa-ringite, etc.
Partes usadas: Folhas e raízes.
Dose: Uso interno folhas, 20 gramas para 1 litro de água; raízes, 30 gramas para 1 litro de água.
Uso externo folhas e raízes, 50 a 60 gramas.



SAPOTAIA (Capparis cynophallophora)

877 SAPOTAIA (Capparis cynophallophora)
Família: Caparidáceas.
Sinonímia: Feijão-de-boi.
Característica: Arbusto.
Habitat: Nas capoeiras: S. Paulo, Rio, Minas, Bahia e outros Estados.
Valor terapêutico:
A casca da raiz é aperiente, diurética, hidragoga.



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

SANGUE-DE-PAU (Croton salutaris) tubo digestivo

SANGUE-DE-PAU (Croton salutaris) tubo digestivo

875 SANGUE-DE-PAU (Croton salutaris)
Família: Euforbiáceas.
Sinonímia: Sangue-de-drago, sangue-de-dragão.
Características: Arbusto.
Folhas lanceoladas, ligeiramente cordiformes na base, alternas.
Flores miúdas, em espigas.
Valor terapêutico:
Emprega-se a casca, em decocção, na atonia do tubo digestivo, na diarréia, nos males estomacais, nas impurezas do sangue, nos catarros pulmonares, nas hemorragias, e, também, como vermífugo e tônico.
Em banhos e fomentos, o decocto da casca é utilizado contra os tumores sifilíticos.
A seiva sangüínea do tronco é bom medicamento para curar feridas e úlceras de animais.




domingo, 18 de setembro de 2016

SAMAMBAIA (Pteris caudada) contra os reumatismos.

SAMAMBAIA (Pteris caudada) contra os reumatismos.

871 SAMAMBAIA (Pteris caudada)
Família: Polipodiáceas.
Sinonímia: Sambambaia.
Características: Planta herbácea de até uns 2 metros.
Valor terapêutico:
Tem utilidade contra os reumatismos.

SAMAMBAIA-GUAÇU (Polypodium filix mas, Polypodium ins-tans, Apidium filix mas)

872 SAMAMBAIA-GUAÇU (Polypodium filix mas, Polypodium ins-tans, Apidium filix mas)
Família: Polipodiáceas.
Sinonímia: Samambaia, feto-macho, feto.
Características: Planta herbácea.
Folhas pinadas.
Lacíneas opostas, lineares e obtusas, convexas.
Habitat: S. Paulo e outros Estados.
Valor terapêutico:
Como vermífugo eficaz, emprega-se contrá as lombrigas e contra a própria tênia, em pequenas doses.


SAMBAÍBA (Cecropia concolor)

873 SAMBAÍBA (Cecropia concolor)
Família: Moráceas.
Características: Árvore.
As folhas ásperas servem de lixa aos marceneiros.
Habitat: É abundante no Norte do País.
Valor terapêutico:
O decocto das cascas ê bom para curar feridas velhas.

SAMBAÍBA (Curatella sambaiba)

874 SAMBAÍBA (Curatella sambaiba)
Família: Dileniáceas.
Características: Arbusto ou árvore pequena.
Folhas grandes, alongadas, ásperas.
Flores brancas, em cachos.
Fruto: cápsula globulosa, revestida de espinhos, contendo dois caroços.
Habitat: Vegeta nos Estados de Minas e Bahia, especialmente nas caatingas do rio S.
Francisco.
Valor terapêutico:
A casca, em decocção, ê útil para tratar feridas.



sábado, 17 de setembro de 2016

SALVA tem muita utilidade na medicina caseira.

SALVA tem muita utilidade na medicina caseira.

867 SALVA (Salvia officinalis)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Salva-dos-jardins, salva-das-boticas, salva-ordinária.
Características: Planta herbácea, de uns 50 cm de elevação.
Hastes em moita, erectas quadrangulares, pubescentes, esbranquiçadas, ramificadas.
Folhas opostas, cruzadas, verde-esbranquiçadas, rugosas, mais ou menos pubescentes,
levemente crenadas, espessas, levemente reticuladas; as inferiores são pecioladas,
oblongas, lanceoladas, por vezes auriculadas na base; as superiores são sésseis, acuminadas.
Inflorescência em calátides terminais.
Flores violáceas ou brancas, curtamenté pediceladas, dispostas (4 a 8)
em verticilos munidos de brácteas opostas, ovais, cordiformes, acuminadas,
côncavas, caducas.
Valor terapêutico:
É uma planta de muita utilidade na medicina caseira.
Nas más digestões, o chá de salva, quente, corrige as indisposições estomacais,
a debilidade do estômago, os vômitos que muitas vezes se seguem às refeições, as ventosidades gástricas e intestinais, a

dor de cabeça resultante da má digestão, etc.
Dose: 10 gramas para
1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.
As folhas frescas são boas para esfregar os dentes, a fim de branqueá-los;
refrescam e fortificam as gengivas frouxas, inflamadas, etc.; aromatizam a boca.
O chá das sumidades floridas, em bochechos, serve para curar as aftas.
Dose: 30 gramas para 1 litro de água.
O cozimento da salva em loções é indicado para curar feridas velhas,
úlceras varicosas, etc.; em banhos é bom para curar escrófulas.
Dose: 50 gramas de folhas e flores em 1 litro de água.
Em gargarejos, as folhas e flores, preparadas por infusão, dão bom resultado
contra a inflamação da garganta, a amigdalite, a dificuldade de engolir,
as mucosidades da garganta, etc.
Dose: 30 gramas para 1 litro de água.
As folhas frescas, machucadas, esfregadas sobre as partes picadas por abelhas,
vespas, mosquitos, etc., proporcionam alívio em pouco tempo.
É também indicada nos suores noturnos dos tuberculosos.
Dose: 10 gramas em 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.
Das folhas e flores se prepara um chá (10 gramas para 1 litro de água) que se toma quente.
É bom para resfriados, bronquites, anginas, tosse, expectoração difícil, etc. O que também ajuda
a expulsar os catarros crônicos dos brônquios, é uma mistura do pó das folhas
(6 a 7 gramas) com mel de abelha (100 gramas).
Tomam-se 4 a 5 colhe-rinhas por dia.


SALVA-DE-MARAJÓ (Hyptis incana)

868 SALVA-DE-MARAJÓ (Hyptis incana)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Salva-do-pará, salva-do-campo.
Valor terapêutico:
O chá dessa planta é sudorífico, emenagogo, tônico e estimulante.
É também usado em lavatórios contra as oftal-mias.

SALVA-DE PERNAMBUCO (Cacália odorifera)

869 SALVA-DE PERNAMBUCO (Cacália odorifera)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Salva-de-alagoas.
Características: Planta herbácea, aromática. Dá em touceiras.
Folhas alternas, pontudas.
Flores em cachos.
Valor terapêutico:
Usada em decocção, tem virtudes emenagogas.
Emprega-se também o decocto, em banhos, contra o reumatismo.

SALVA-DO-RIO-GRANDE-DO-SUL (Lippia citrata)

870 SALVA-DO-RIO-GRANDE-DO-SUL (Lippia citrata)
Família: Labiadas.
Características: Há vários tipos de salvas, a saber: salsa-do-jardim (Salvia officinalis), salva-do-brasil, (Salvia fulgens), salva-do-mato, (Herreria salsaparrilha), salva-do-pará (Hyptis incana), salva-de-pernam-buco, (Cacalia odorifera). Aqui, porém, estamos falando da salva-do-rio-grande-do-sul (Lippia citrata), que não deve ser confundida com outras salvas. É uma planta de folhas opostas, flores brancas.
Valor terapêutico:
"O chá das folhas serve para fortificar o cérebro, os nervos e para histerismo; combate a paralisia, o letargo, aproveita na apoplexia.
Tomada em pó, por olfação, purga o cérebro. E antiabortiva, fortifica o útero." Dicionário Brasileiro de Plantas Medicinais, pág. 173.
Parte usada: Folhas.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.



sexta-feira, 16 de setembro de 2016

SALSAPARRILHA depurativa, diurética

SALSAPARRILHA depurativa, diurética

865 SALSAPARRILHA (Smiiax medica, Smiiax officinalis, Smiiax syphilitica, Smiiax peruviana, Monoecia hexandria)
Família: Liliáceas.
Sinonímia: Sarsaparrilha, sarza, zarza, salsaparrilha-das-boticas, salsa-americana.
Características: Planta sarmentosa.
Rizoma lenhoso, pouco volumoso, com muitos nós e entrenós, e cheio de raízes flexíveis.
Haste glabra, ligeiramente angulosa e estriada, apresentando, nas articulações, espinhos recurvados, de base larga.
Folhas pecioladas, alternas, acuminadas, lisas, cordiformes na base, algumas oval-alongadas, outras têm os contornos cordiformes tão salientes que parecem trilo-badas.
Os pecíolos são dotados de duas gavinhas filiformes, espirala-das.
Inflorescência em umbelas simples, axilares, de 8 a 12 flores.
Frutos em forma de bagas, contendo, cada uma, uma a três sementes.
No Brasil há muitas espécies de salsaparrilhas conhecidas pelo nome de japecanga.
São a Smiiax japecanga, a Smiiax syringoides, e a Smiiax brasiliensis.
Todas têm quase as mesmas aplicações na medieina popular.
As melhores são as de sabor mais forte e nauseante.
Na Europa (Espanha, Portugal) é muito conhecida a Smilax aspera.
Valor terapêutico:
É uma planta depurativa, diurética, sudorífíca.
Aplica-se nas enfermidades venéreas, exantemas, dermatoses, gota, reumatismo, sífilis, boubas.
Ver dissertação sobre japecanga.
Parte usada: Raiz, em decocção.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.



SALSAPARRILHA-VERDADEIRA DO PARÁ (Smilax papyracea)

866 SALSAPARRILHA-VERDADEIRA DO PARÁ (Smilax papyracea)
Família: Liliáceas.
Sinonímia: Cipó-em, japecanga-vermelha, salsa, salsaparrilha.
Características: Cipó quadrangular.
Espinhos curvos, cerrados, dispostos em forma de pente, ao longo dos quatro cantos do caule, na parte inferior.
Raiz vermelha.
Sabor forte e nauseabundo.
Habitat: Nas terras altas.
Valor terapêutico:
A raiz é depurativa, anti-sifilítica, anti-reumática, antidermatosa.
Ver: Japecanga, salsa-gorda, salsaparrilha.



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

SALSA (Petroselinum sativum, Apium petroselinum, Athamanta petroselinum, Carum petroselinum, Apium hortense)

SALSA (Petroselinum sativum, Apium petroselinum, Athamanta petroselinum, Carum petroselinum, Apium hortense)

861 SALSA (Petroselinum sativum, Apium petroselinum, Athamanta petroselinum, Carum petroselinum, Apium hortense)
Família: Umbelíferas.
Sinonímia: Salsa-cultivada, salsa-de-cheiro, salsa-das-hortas, cheiro.
Outros idiomas: Perejil (países de fala castelhana), Persil (França), Parsley (Inglaterra, EEUU, etc.), Petersilie (Alemanha), Petruschka (Rússia), Prezzemolo (Itália).
Características: Planta herbácea.
Haste glabra, fistulosa.
Folhas alternadas, amplexicaules, pinadas.
Flores amarelas, em umbelas.
Habitat: Cultivada nas hortas.
Valor terapêutico:
A raiz encerra qualidades aperientes; as sementes são carminativas.
(Aperiente: Que incita o apetite; que provoca apetite; aperitivo.
Medicina. Antigo. Desuso. Que faz com que os poros sejam dilatados)
Diz o Dr. Pio Font Quer:
"Tanto a vergôntea (haste) como a raiz da salsa são aperitivas e estimulantes,
diuréticas e emenagogas; porém, para provocar ou regularizar a menstruação,
usam-se de preferência os frutos.
limpam as chagas e úlceras, e facilitam sua cicatrização."
A salsa é também recomendada nos casos de febres, blenorragia, priapismo,
uretrite, dispepsia, hidropisia, icterícia, intumescimento do fígado e do baço.
A salsa triturada é fortemente hemostática.
Nos casos de epista-xe, introduz-se nas narinas uma bolinha de salsa amassada
entre os dedos.


SALSA-DA-PRAIA (Convolvulus brasiliensis, Ipomoea marítima)

862 SALSA-DA-PRAIA (Convolvulus brasiliensis, Ipomoea marítima)
Família: Convolvuláceas.
Características: Planta herbácea, rasteira.
Folhas alternas, cordi-formes, coriáceas.
Flores grandes, campanuladas, solitárias, roxas.
Habitat: Vegeta nas proximidades do mar.
Valor terapêutico:
A raiz, leitosa, encerra propriedades drásticas.
As folhas, em decocção, têm emprego nos casos de blenorragia, reumatismo, catarros crônicos, nevralgias.

SALSA-DA-PRAIA (Ipomoea pescaprae)

863 SALSA-DA-PRAIA (Ipomoea pes-caprae)
Família: Convolvuláceas.
Sinonímia: Pé-de-cabra, batata-da-praia, cipó-da-praia.
Características: Cipó rasteiro.
Flores roxas.
Habitat: Nas regiões litorâneas, onde fixam as dunas.
Valor terapêutico:
"As folhas, trituradas e aplicadas sobre os apostemas, provocam a supuração dos mesmos.
O decocto das folhas é emoliente e vulneráriol" Pi F. C. Hoehne, Plantas e Substâncias Vegetais Tóxicas e Medicinais, pág. 247.
Além de supurativas, emolientes e vulnerárias, as folhas são ainda úteis nos reumatismos.
A raiz dá uma fécula laxativa.


SALSA-GORDA (Herreria salsaparilla, Smiiax Herreria)

864 SALSA-GORDA (Herreria salsaparilla, Smiiax Herreria)
Família: Liliáceas.
Sinonímia: Salsa, salsa-do-mato, salsaparrilha.
Características: Trepadeira.
Flores quase sempre amarelas.
Habitat: Rio, Minas, Mato Grosso e quase todos os outros Estados.
Valor terapêutico:
É uma planta anti-sifilítica, depurativa, sudorífi-ca, anti-reumática, antidermatosa.
Parte usada: Raiz.



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

SAIÃO contra aftas, calos, picadas de insetos

SAIÃO contra aftas, calos, picadas de insetos

860 SAIÃO (Kalanchoe brasiliensis)
Família: Crassuláceas.
Características: Subarbusto.
Ramos cilíndricos empubescidos, her-báceos.
Folheis ovais, lanceoladas no meio do caule, redondas na parte inferior, serrilhadas na extremidade dos ramos.
Flores róseas.
Assemelha-se muito à erva-da-costa da Bahia,ao paratudo de Alagoas, à folha-da-fortuna e à coerana de Pernambuco.
Mas não é a mesma planta.
Valor terapêutico:
Emprega-se o suco das folhas, topicamente, contra aftas, calos,
erisipelas, feridas, frieiras, picadas de insetos, queimaduras, tumores, úlceras, verrugas. O suco ou o xarope da planta é também usado, empiricamente, contra a tuberculose pulmonar.



terça-feira, 13 de setembro de 2016

SACA-ESTREPE (Echinops saca-estrepe) para combater a tosse.

SACA-ESTREPE (Echinops saca-estrepe) para combater a tosse.

859 SACA-ESTREPE (Echinops saca-estrepe)
Família: Compostas.
Sinonímia: Saca-estrepe-de-campina, saca-estrepe-de-pernambuco.
Características: Erva lenhosa, em moita, de 1 m de altura.
Folheis lanceoladas, verde-escuras na face superior e esbranquiçadas na face inferior, opostas.
Flores pequenas, brancas, em cachos.
Habitat: Medra nos Estados do Nordeste.
Valor terapêutico:
As folhas, pisadas e colocadas nas feridas provocadas por estrepes, ajudam a saída dos mesmos.
A raiz, em decocção, é bom remédio para combater a tosse.



segunda-feira, 12 de setembro de 2016

SABUGUEIRO (Sambucus nigra) laxativo

SABUGUEIRO (Sambucus nigra) laxativo

858 SABUGUEIRO (Sambucus nigra)
Família: Caprifoliáceas.
Sinonímia: Sabugueiro-da-europa.
Outros idiomas: Sureau (França), Elder (Inglaterra).
Características: Pequena árvore, de 3 a 4 metros de elevação.
Tronco de casca pardacento-acinzentada, verrugosa.
Folhas opostas, compostas, imparipenadas, de 5 a 7 folíolos curtamente peciolados, oval-lanceolados, acuminados, serreados.
Flores miúdas, brancas, muito aromáticas.
Inflorescência em umbelas.
Fruto: baga globulosa, preta, luzente, lisa, contendo 3 pequenas sementes.
Espremida, dá um suco vermelho-sangue.
O que acabamos de descrever é o sabugueiro-da-europa. O sabugueiro muito comum no Brasil é o Sambucus australis. O primeiro produz frutos comestíveis ao passo que este último nunca os produz.
Na medicina caseira ambos têm a mesma aplicação.
Habitat: Cultivado nos jardins.
Valor terapêutico:
As flores são eméticas, catárticas.
(Catártico: Relativo à catarse. Diz-se de certos laxativos.)
Porém, quando secas, perdem suas propriedades laxativas.
Secas, empregam-se, em infusão, contra os resfriados, as anginas, as gripes, etc.
A casca, a raiz e as folhas são indicadas na retenção da urina, na hidropisia, no reumatismo.
Os reumáticos devem igualmente tomar banho com o cozimento das folhas.
A infusão das folhas e cascas, em fomentações, é igualmente prescrita contra as inflamações superficiais da pele, furúnculos, erisi-pela, queimaduras, etc.
Neste último caso, também se aplicam diretamente as folhas machucadas.
Tiram a dor em pouco tempo.
Em banhos, as folhas são boas no tratamento das hemorróidas.
Nas enfermidades eruptivas, como no sarampo, rubéola, escarlatina, varíola, etc., o chá das flores é muito indicado, porque provoca rapidamente a transpiração.
A frutinha purifica o sangue e limpa os rins.
Seca, tostada, moí-da e preparada como café, é boa para cortar a diarréia.
Dose: Uso interno flores, 8 gramas para 1 litro de água; folhas, cascas e raízes, 10 a 15 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.
Uso externo flores, 30 gramas para 1 litro de água; folhas, cascas e raízes, 50 gramas para 1 litro de água.






domingo, 11 de setembro de 2016

SABÃO (Ricinus saponarius) para resolver tumores.

SABÃO (Ricinus saponarius) para resolver tumores.

855 SABÃO (Ricinus saponarius)
Família: Euforbiáceas.
Características: Arbusto pequeno.
Folhas oval-elípticas, lustrosas, de bordas recortadas.
Flores brancas, miúdas, em cachos.
Valor terapêutico:
O suco desta planta é muito bom para resolver tumores.

SABOEIRA (Sapindus saponaria)

856 SABOEIRA (Sapindus saponaria)
Família: Sapindáceas.
Sinonímia: Saboneteiro, guiti, saboeiro.
Características: Árvore média.
Madeira branco-amarelada.
Habitat: Nas várzeas argilosas ou na argila fértil das terras altas: Amazônia.
Valor terapêutico:
Usa-se contra as leucorréias e uretrites.
Partes usadas: Casca, haste, raiz, fruto, em infusão ou decocção.

SABOEIRO (Sapindus divaricatus)

857 SABOEIRO (Sapindus divaricatus)
Família: Sapindáceas.
Sinonímia: Sabonete, sabão-de-soldado, pau-de-sabão, ibaró.
Características: Árvore.
Folhas paripenadas.
Dois a cinco pares de folíolos lanceolados, agudos.
Flores brancas, pequenas,. em cachos terminais.
Fruto globoso, esverdeado ou pardacento, contendo uma semente preta. O fruto esmagado e esfregado na água produz espuma.
Valor terapêutico:
A casca e a raiz encerram propriedades eupép-ticas, adstringentes e tônicas.
A tintura do fruto é bom remédio contra a clorose.




sábado, 10 de setembro de 2016

RUIBARBO-DO-CAMPO propriedades purgativas.

RUIBARBO-DO-CAMPO propriedades purgativas.

854 RUIBARBO-DO-CAMPO (Ferraria cathartica, Ferraria purgans)
Família: Iridáceas.
Sinonímia: Piretro, piretro-do-sul, pireto.
Características: Planta herbácea.
Raiz bulbiforme.
Folhas oblongas.
Fruto capsular.
Habitat: Estados do Sul.
Valor terapêutico:
O suco da raiz encerra propriedades purgativas.



sexta-feira, 9 de setembro de 2016

ROSA-DE-CEM FOLHAS (Rosa centifolia) como colírio, na oftalmia

ROSA-DE-CEM FOLHAS (Rosa centifolia) como colírio, na oftalmia

851 ROSA-DE-CEM FOLHAS (Rosa centifolia)
Outro .idioma: Rosier à cente feuilles (França).
Características: Arbusto.
Moita de pouco mais de 1 metro de altura.
Folhas compostas de 5 a 7 folíolos ovais.
Valor terapêutico:
A água-de-rosa é largamente empregada como colírio, na oftalmia.
O infuso das flores é usado, em forma de lavagens, na leucorréia e na blenorragia.
Tem utilidade, também, em gar-garejos, nas laringites, e, em loções, nas úlceras.
Bebido em forma de chá, é bom contra a tísica, as hemoptises, a diarréia e a disenteria.

ROSA-FRANCESA (Rosa gallica)

852 ROSA-FRANCESA (Rosa gallica)
Família: Rosáceas.
Sinonímia: Rosa-vermelha, roseira-da-frança.
Outro idioma: Rosier français, Rosier gallique (França).
Características: Arbusto.
Ramos numerosos, dotados de espinhos.
Folhas compostas de 5 a 7 folíolos ovais.
Valor terapêutico:
O infuso das flores ê útil nos casos de tísica, atonia dos órgãos digestivos, diarréia, leucorréia, blenorragia, estoma-tite, aftas, angina, úlceras, oftalmia.
Usa-se de diversas maneiras, a saber, em chás, lavagens, loções, gargarejos, bochechos, etc.


ROSÁRIO-DE-JAMBU (Eugenia racemosa)

853 ROSÁRIO-DE-JAMBU (Eugenia racemosa)
Família: Mirtáceas.
Características: Arbusto.
Folhas elípticas, lustrosas.
Flores em cachos pequenos.
Valor terapêutico:
A raiz é diurética e desobstruente do fígado.
A casca e as sementes do fruto são apregoadas por suas virtudes febrífugas.



quinta-feira, 8 de setembro de 2016

ROMÃ (Punica granatum) contra a solitária

ROMÃ (Punica granatum) contra a solitária

849 ROMÃ (Punica granatum)
Família: Mirtáceas.
Características: Arbusto.
Folhas miúdas, opostas, alternas ou fasciculadas.
Flores grandes, vermelhas.
Fruto grande, que deixa ver as sementes ao rebentar a casca, quando maduro.
Valor terapêutico:
A casca é antelmíntica, sendo últil também contra a solitária.

ROMPE-GIBÃO (Bumelia sartorum)

850 ROMPE-GIBÃO (Bumelia sartorum)
Família: Sapotáceas.
Características: Árvore.
Madeira utilizada na marcenaria.
Habitat: Comum nos sertões do Leste e do Nordeste.
Valor terapêutico:
Tem propriedades adstringentes.
Parte usada: Casca, em decocção.



quarta-feira, 7 de setembro de 2016

ROBÍNIA-ACÁCIA-FALSA para combater a acidez

ROBÍNIA-ACÁCIA-FALSA para combater a acidez

848 ROBÍNIA-ACÁCIA-FALSA (Robinia pseudacacia)
Família: Leguminosas.
Características: Árvore de 20 a 30 metros de altura.
Tronco erec-to.
Folhas compostas, imparipenadas, contendo 5 a 7 pares de folíolos ovais ou elípticos.
As folhas são acompanhadas de estipulas que se transformam em espinhos.
Inflorescência em cachos pensos, axilares.
Flores brancas, cheirosas, hermafroditas e zigomorfas.
O fruto é uma vagem comprimida, alongada, contendo várias sementes no interior.
Valor terapêutico:
É indicada para combater a acidez, as cólicas, flatulências, a gastralgia,
as eructações acres, a hipercloridria.
Casca dos ramos novos em dose normal (20:1000).




terça-feira, 6 de setembro de 2016

RINCHÃO consegue matar os vermes

RINCHÃO consegue matar os vermes

846 RINCHÃO (Stachytarpheta caiennensis, Stachytarpheta dycho-toma)
Família: Verbenáceas.
Sinonímia: Gervão, erva-gervão, gerbão, gervão-folha-de-verô-nica, ogervão, vassourinha-de-botão, urgebão, verbena, verbena-falsa.
Características: Por gervão conhecem-se diversos arbustos ou su-barbustos brasileiros da família das Verbenáceas.
Uma das variedades apresenta haste roxa, folhas verde-escuras, flores roxas.
Outra possui haste verde-clara, folhas verde-claras, flores brancas.
Valor terapêutico:
A raiz é detersiva e cicatrizante; portanto, boa para curar úlceras.
O gervão roxo, diz o Dr. J. Monteiro da Silva, é tônico estomacal, febrífugo e estimulante das funções gastro-intesti-nais.
Recomendado nas doenças crônicas do fígado e nas dispepsias.
Usado também contra febres e resfriados.
Faz-se a infusão com uma mancheia de folhas (20:1000); tomam-se 3 a 4 xícaras por dia.
Esse chá é igualmente útil nos casos de rouquidão, tosse, artritismo,
hepatite crônica.
Age também como sudorífico e diurético.
"Já bem famosos tornaram-se entre nós as espécies do gênero Stachytarpheta,
a que o povo deu o nome de 'gervão' ou 'ogervão'.
Além de emolientes, preconizam-nas como úteis para expelir os vermes intestinais,
para promover as menstruações, acalmar feridas bravas...
Isto nos autoriza a lhes augurar também sucesso como inseticidas, porque,
se o seu decocto consegue matar os vermes intestinais, deve matar igualmente
os insetos menores que vitimam muitas plantas de cultura."
F. C. Hoehne, Plantas e Substâncias Vegetais Tóxicas e Medicinais, pág. 250.

RINCHÃO-DAS BOTICAS (Sisymbrium officinale)

847 RINCHÃO-DAS BOTICAS (Sisymbrium officinale)
Família: Crucíferas.
Outro idioma: Herbe aux chantres (França).
Características: Planta herbácea.
Haste erecta.
Flores pequenas, amarelas.
Fruto: síliqua.
Valor terapêutico:
Tem emprego contra o escorbuto, o catarro da bexiga e o catarro dos pulmões.




segunda-feira, 5 de setembro de 2016

RELÓGIO-DE-VAQUEIRO (Sida americana) diurética e emoliente.

RELÓGIO-DE-VAQUEIRO (Sida americana) diurética e emoliente.

845 RELÓGIO-DE-VAQUEIRO (Sida americana)
Família: Malváceas.
Sinonímia: Erva-do-meio-dia.
Características: Planta herbácea, cujas flores se abrem ao meio-
-dia.
Habitat: Estados do Nordeste.
Valor terapêutico:
É uma planta diurética e emoliente.



domingo, 4 de setembro de 2016

RAPÚTIA-AMARELA (Raputia magnífica) virtudes eupêpticas e febrífugas

RAPÚTIA-AMARELA (Raputia magnífica) virtudes eupêpticas e febrífugas

843 RAPÚTIA-AMARELA (Raputia magnífica)
Família: Rutáceas.
Sinonímia: Arapoca-amarela.
Característica: Árvore de adorno.
Valor terapêutico:
Contém virtudes eupêpticas e febrífugas, sendo usada em pequenas doses.

RAPÚTIA-BRANCA (Raputia alba, Aruba alba)

844 RAPÚTIA-BRANCA (Raputia alba, Aruba alba)
Família: Rutáceas.
Sinônima: Arapoca, arapoca-branca, arapoca-verdadeira.
Características: Árvore.
Ramos erectos.
Casca cinzenta.
Folhas coriáceas, pecioladas, compostas.
Folíolos alongados ou lanceolados, e acuminados.
Flores brancas, em cachos.
Habitat: No Rio de Janeiro e outros Estados.
Valor terapêutico:
Possui qualidades eupêpticas e febrífugas, sendo usada em pequenas doses.



sábado, 3 de setembro de 2016

RÁBANO-RÚSTICO combate a diarréia

RÁBANO-RÚSTICO combate a diarréia

841 RÁBANO-RÚSTICO (Cochlearia armoracia, Armoracia lapathifolia)
Família: Crucíferas.
Sinonímia: Armorácia, rábão-silvestre, mostarda-dos-alemães (Portugal).
Outros idiomas: Rábano rusticano, rábano magistro, Rábano va-gisco (Espanha), Cran des anglais, Grand raiforte (França).
Características: Planta herbácea, vivaz.
Caule fistuloso.
Folhas radicais, oval-alongadas, inteiras ou penatilobadas (ou penatífidas), denteadas ou crenadas, longipecioladas.
Flores brancas, em cachos alongados.
Habitat: Cultivada nas hortas.
Valor terapêutico:
Emprega-se o suco da raiz nos casos de escorbuto, inapetência, dispepsia,
gastralgia, escrófulas, raquitismo, reumatismo.
Como diurético, usa-se também para combater a hidropisia.
A raiz tem efeitos revulsivos não inferiores aos das sementes de mostarda.

RAIZ-PRETA (Chiococca racemosa)

842 RAIZ-PRETA (Chiococca racemosa)
Família: Rubiáceas.
Sinonímia: Cainca, caninana, cainana, falsa-cainca, cruzeirinha.
Características: Arbusto de uns três metros de altura.
Folhas ovais.
Flores paniculadas.
Fruto branco, contendo sementes duras.
Habitat: Medra principalmente nos Estados de Minas e Bahia.
Valor terapêutico:
Encerra propriedades eméticas, catárticas, diuréticas.
Tem aplicação nos casos de hidropisia, ingurgitamento abdominal, asma, bronquite, angina, laringite, febre catarral, dartros.



sexta-feira, 2 de setembro de 2016

QUITOCO contra bronquite catarral

QUITOCO contra bronquite catarral

840 QUITOCO (Pluchea quitoc, Gnaphalium suaveolens, Lonchan-thera sagittalis)
Família: Compostas.
Sinonímia: Tabacarana, madre-cravo, caculucage (Minas).
Características: Planta herbácea.
Haste e ramos semelhantes aos da carqueja, no que respeita às listas aladas que os acompanham longitudinalmente.
Folhas alternas, sésseis, lanceoladas.
Flores miúdas, amarelas, azuis ou violeta.
Inflorescência em parte em corimbo e em parte em umbela, apresentando bela copa terminal.
Fruto miúdo, glo-boso, encerrando várias sementes.
Habitat: Nos lugares úmidos.
Valor terapêutico:
É bom remédio contra: bronquite catarral, tosse, flatulência, dores de ventre após as refeições, amenorréia, disme-norréia, histeria, metrite, reumatismo.
Age também como digestivo e resolutivo.
Em banhos age como estimulante e é útil para tirar as dores do corpo.
Partes usadas: Folhas e caule.
Dose: 20 gramas para 1 litro,de água; 4 a 5 xícaras por dia.



quinta-feira, 1 de setembro de 2016

QUINA (Ogcodeia amara) contra a maleita

QUINA (Ogcodeia amara) contra a maleita

837 QUINA (Ogcodeia amara)
Família: Moráceas.
Sinonímia: Bálsamo.
Característica: Árvore pequena.
Habitat: Medra nas matas humosas, não inundadas, do Norte.
Valor terapêutico:
O látex amargo, que se extrai desta planta, ê útil contra a maleita. (Malária)

QUINA-DO-MATO (Cestrum pseudo-quina)

838 QUINA-DO-MATO (Cestrum pseudo-quina)
Família: Solanáceas.
Sinonímia: Quina-da-mata, quina-branca.
Características: Árvore.
Folhas como as de jasmim.
Exala mau cheiro.
Habitat: Conhecida no Rio Grande do Sul.
Valor terapêutico:
Goza de fama por suas propriedades febrífugas, diaforéticas e estomáquicas.
Graças à sua casca amarga, aproxima-se muito da quina.

QUINA-QUINA (Coutarea hexandra)

839 QUINA-QUINA (Coutarea hexandra)
Família: Rubiáceas.
Sinonímia: Murta-do-mato, quina-de-pernambuco, quina-do-piauí.
Características: Arbusto grande.
Folhas lanceoladas ou alongadas.
Flores grandes, cor de carne.
Valor terapêutico:
Emprega-se a casca como sucedâneo da quina, nas febres intermitentes.