sábado, 17 de setembro de 2016

SALVA tem muita utilidade na medicina caseira.

SALVA tem muita utilidade na medicina caseira.

867 SALVA (Salvia officinalis)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Salva-dos-jardins, salva-das-boticas, salva-ordinária.
Características: Planta herbácea, de uns 50 cm de elevação.
Hastes em moita, erectas quadrangulares, pubescentes, esbranquiçadas, ramificadas.
Folhas opostas, cruzadas, verde-esbranquiçadas, rugosas, mais ou menos pubescentes,
levemente crenadas, espessas, levemente reticuladas; as inferiores são pecioladas,
oblongas, lanceoladas, por vezes auriculadas na base; as superiores são sésseis, acuminadas.
Inflorescência em calátides terminais.
Flores violáceas ou brancas, curtamenté pediceladas, dispostas (4 a 8)
em verticilos munidos de brácteas opostas, ovais, cordiformes, acuminadas,
côncavas, caducas.
Valor terapêutico:
É uma planta de muita utilidade na medicina caseira.
Nas más digestões, o chá de salva, quente, corrige as indisposições estomacais,
a debilidade do estômago, os vômitos que muitas vezes se seguem às refeições, as ventosidades gástricas e intestinais, a

dor de cabeça resultante da má digestão, etc.
Dose: 10 gramas para
1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.
As folhas frescas são boas para esfregar os dentes, a fim de branqueá-los;
refrescam e fortificam as gengivas frouxas, inflamadas, etc.; aromatizam a boca.
O chá das sumidades floridas, em bochechos, serve para curar as aftas.
Dose: 30 gramas para 1 litro de água.
O cozimento da salva em loções é indicado para curar feridas velhas,
úlceras varicosas, etc.; em banhos é bom para curar escrófulas.
Dose: 50 gramas de folhas e flores em 1 litro de água.
Em gargarejos, as folhas e flores, preparadas por infusão, dão bom resultado
contra a inflamação da garganta, a amigdalite, a dificuldade de engolir,
as mucosidades da garganta, etc.
Dose: 30 gramas para 1 litro de água.
As folhas frescas, machucadas, esfregadas sobre as partes picadas por abelhas,
vespas, mosquitos, etc., proporcionam alívio em pouco tempo.
É também indicada nos suores noturnos dos tuberculosos.
Dose: 10 gramas em 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.
Das folhas e flores se prepara um chá (10 gramas para 1 litro de água) que se toma quente.
É bom para resfriados, bronquites, anginas, tosse, expectoração difícil, etc. O que também ajuda
a expulsar os catarros crônicos dos brônquios, é uma mistura do pó das folhas
(6 a 7 gramas) com mel de abelha (100 gramas).
Tomam-se 4 a 5 colhe-rinhas por dia.


SALVA-DE-MARAJÓ (Hyptis incana)

868 SALVA-DE-MARAJÓ (Hyptis incana)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Salva-do-pará, salva-do-campo.
Valor terapêutico:
O chá dessa planta é sudorífico, emenagogo, tônico e estimulante.
É também usado em lavatórios contra as oftal-mias.

SALVA-DE PERNAMBUCO (Cacália odorifera)

869 SALVA-DE PERNAMBUCO (Cacália odorifera)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Salva-de-alagoas.
Características: Planta herbácea, aromática. Dá em touceiras.
Folhas alternas, pontudas.
Flores em cachos.
Valor terapêutico:
Usada em decocção, tem virtudes emenagogas.
Emprega-se também o decocto, em banhos, contra o reumatismo.

SALVA-DO-RIO-GRANDE-DO-SUL (Lippia citrata)

870 SALVA-DO-RIO-GRANDE-DO-SUL (Lippia citrata)
Família: Labiadas.
Características: Há vários tipos de salvas, a saber: salsa-do-jardim (Salvia officinalis), salva-do-brasil, (Salvia fulgens), salva-do-mato, (Herreria salsaparrilha), salva-do-pará (Hyptis incana), salva-de-pernam-buco, (Cacalia odorifera). Aqui, porém, estamos falando da salva-do-rio-grande-do-sul (Lippia citrata), que não deve ser confundida com outras salvas. É uma planta de folhas opostas, flores brancas.
Valor terapêutico:
"O chá das folhas serve para fortificar o cérebro, os nervos e para histerismo; combate a paralisia, o letargo, aproveita na apoplexia.
Tomada em pó, por olfação, purga o cérebro. E antiabortiva, fortifica o útero." Dicionário Brasileiro de Plantas Medicinais, pág. 173.
Parte usada: Folhas.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.




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