segunda-feira, 31 de outubro de 2016

TEIPOCA (Plumeria bicolor) na malária, na icterícia

TEIPOCA (Plumeria bicolor) na malária, na icterícia

942 TEIPOCA (Plumeria bicolor)
Família: Apocináceas.
Características: Árvore.
Tronco liso.
Folhas lisas e suculentas.
Flores grandes, de lindas cores.
Valor terapêutico:
A casca, em decocção, tem efeitos purgativos.
O suco leitoso que se obtém da planta é útil na malária, na icterícia,
e na obstrução das vísceras abdominais.



domingo, 30 de outubro de 2016

TAXI-PRETO (Triplaria surinamensis) contra as hemorróidas.

TAXI-PRETO (Triplaria surinamensis) contra as hemorróidas.

941 TAXI-PRETO (Triplaria surinamensis)
Família: Poligonáceas.
Sinonímia: Taxi-preto-da-várzea.
Características: Árvore média.
Casca lisa, clara.
Cerne róseo-cla-ro; entrecasca amarelada.
Folhas grandes, escuras.
Flores amarelas e róseas. Cálice persistente, envolvendo pequenos
frutos helicoidais, que giram ao cair.
Habitat: Na Amazônia.
Valor terapêutico:
A casca, em decocção, é empregada contra as hemorróidas.



sábado, 29 de outubro de 2016

TATUABA-VERDADEIRA (Anemopaegma Mirandum) tônico nervino.

TATUABA-VERDADEIRA (Anemopaegma Mirandum) tônico nervino.

940 TATUABA-VERDADEIRA (Anemopaegma Mirandum)
Família.
Bignoniáceas.
Sinonímia: Catuaba-verdadeira, catuaba, catuíba, catuaba-do-campo.
Característica: Arbusto ou árvore pequena.
Habitat: Encontra-se no Mato Grosso e em outros Estados.
Valor terapêutico:
Tem fama como tônico nervino.
Partes usadas: Casca e raiz.




sexta-feira, 28 de outubro de 2016

TATU (Agonandra brasiliensis) contra o reumatismo.

TATU (Agonandra brasiliensis) contra o reumatismo.

938 TATU (Agonandra brasiliensis)
Família: Olacáceas.
Sinonímia: Pau-d'alho-do-campo (Meio-Norte), pau-marfim.
Características: Árvore pequena ou média.
Madeira branca.
Casca espessa.
Fruto: baga esférica, verde-azulada, doce, aromática.
Habitat: Na mata de terra firme, seca e baixa.
Valor terapêutico:
Em banhos, as folhas têm aplicação contra o reumatismo.

TATU (Eugenia axillaris)

939 TATU (Eugenia axillaris)
Família: Mirtáceas.
Característica: Arbusto.
Habitat: Rio de Janeiro e outros Estados.
Valor terapêutico:
A casca, em decocção, é adstringente.
Usa-se, em clisteres, para curar diarréias crônicas.



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

TARUMÃ contra a sífilis, o reumatismo e as dermatoses

TARUMÃ contra a sífilis, o reumatismo e as dermatoses

936 TARUMÃ (Vitex taruma, Hedera quinquefolia, Vitex montevi-densis)
Família: Verbenáceas.
Sinonímia: Cinco folhas, azeitona-brava.
Características: Árvore pequena, frondosa.
Folhas largas, redondas, ásperas.
Fruto miúdo, preto, comestível.
Valor terapêutico:
Emprega-se contra a sífilis, o reumatismo e as dermatoses.
Possui virtudes depurativas, diuréticas e eupêpticas.

TARUMÃ-DA-MATA (Vitex triflora)

937 TARUMÃ-DA-MATA (Vitex triflora)
Família: Verbenáceas.
Sinonímia: Tarumá-silvestre.
Característica: Árvore pequena ou arbusto.
Habitat: Nas capoeiras e na mata secundária.
Valor terapêutico:
As folhas são resolutivas, depurativas e úteis nos casos de uretrite e cistite.
O fruto é emenagogo e diurético.
A raiz é tônica e febrífuga.
Partes usadas: Folhas, raiz e fruto.



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

TARIRI (Picramnia ciliata) tônica, eupéptica e febrífuga

TARIRI (Picramnia ciliata) tônica, eupéptica e febrífuga

935 TARIRI (Picramnia ciliata)
Família: Simarubáceas.
Sinonímia: Pau-pereira. Há também outras plantas chamadas pau-pereira.
Característica: Árvore.
Valor terapêutico:
É uma planta indicada como tônica, eupéptica e febrífuga.



terça-feira, 25 de outubro de 2016

TAPIXIRICA (Melastoma Akermani) nas palpitações do coração

TAPIXIRICA (Melastoma Akermani) nas palpitações do coração

934 TAPIXIRICA (Melastoma Akermani)
Família: Melastomáceas.
Características: Pequeno arbusto com ramos arredondados, triangulares na extremidade e cobertos com uma casca parda.
Folhas opostas, ovais, de pecíolos curtos e felpudos.
Flores axilares e terminais.
Valor terapêutico:
Emprega-se nas palpitações do coração e afecções das vias urinárias.
Parte usada: Folhas, em infusão.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.



segunda-feira, 24 de outubro de 2016

TAPIRIRÁ contra as dermatoses e contra a sífilis.

TAPIRIRÁ contra as dermatoses e contra a sífilis.

933 TAPIRIRÁ (Odina francoana, Tapirira guyanensis, Mauria cyclo-carpa,
Mauria multiflora, Bursera bahiensis, Joncquetia paniculata,
Spondias surinamensis, Spondias guyanensis, Spondias macrophylla,
Spondias rugosa)
Família: Anacardiáceas.
Sinonímia: Pau-pombo, fruta-de-pombo.
Características: Árvore mediana.
Folhas ovais, coriáceas.
Flores amarelo-esbranquiçadas, que se tornam purpúreas.
Fruto: noz.
Habitat: S. Paulo, Minas e outros Estados.
Valor terapêutico:
É utilizada como remédio contra as dermatoses e contra a sífilis.



domingo, 23 de outubro de 2016

TANGARÁ-AÇU contra a leucorréia e a diarréia.

TANGARÁ-AÇU contra a leucorréia e a diarréia.

931 TANGARÁ-AÇU (Coccoloba crescentiaefolia)
Família: Poligonâcea.
Características: Árvore.
Folhas grandes na base.
Flores pequenas.
Fruto: Noz triangular ou oval contendo uma baga carnosa.
Valor terapêutico:
O fruto espremido fornece um suco muito adstringente,
indicado contra a leucorréia e a diarréia.

TANGARACÁ (Eclipta erecta)

932 TANGARACÁ (Eclipta erecta)
Família: Compostas.
Característica: Planta herbácea.
Valor terapêutico:
O decocto das folhas tem aplicação contra a diarréia e as dermatoses.



sábado, 22 de outubro de 2016

TANCHAGEM (Plantago major)

TANCHAGEM (Plantago major)

930 TANCHAGEM (Plantago major)
Família: Plantagináceas.
Sinonímia: Tansagem, tanchagem-maior, tranchagem.
Outros idiomas: Llantén (nos países de fala castelhana),
Plantain (Guiana Francesa, Estados Unidos), Wegerich (Alemanha).
Características: Planta vivaz.
Ramalhete de folhas grandes, radicais, longipecioladas, inteiras,
ou de bordos levemente ondulados, ovaladas, percorridas por nervuras curvilíneas,
salientes na proximidade da base.
Flores pequeninas, branco-amareladas, reunidas em espigas.
Valor terapêutico:
É uma planta aconselhada nos seguintes casos: ardor do estômago,
afecções das vias respiratórias, diarréia, disenteria, parotidite.
Em gargarejos, usa-se para combater as inflamações da boca e garganta,
gengivas sangrentas, também para as anginás e parotidites.
E, o que mais se deve notar, é que os gargarejos constantes com o chá
desta planta fazem desaparecer a inchação das amígdalas, tornando evitável
a operação.
As folhas frescas, machucadas, empregadas em forma de emplastro, curam úlceras.
As folhas e raízes agem também como tônicas, febrífugas e adstringentes.
A tanchagem tem, outrossim, ótimo efeito purificador do sangue,
pelo que se usa em todos os casos em que se necessita de um depu-rativo.
Partes usadas: Folhas e raiz.
Dose: Chás: de uso interno 30 gramas para 1 litro de àgua, 3 a 4 xícaras por dia; gargarejos 60 gramas para 1 litro de água.





sexta-feira, 21 de outubro de 2016

TAMAQUARÉ contra herpes, sarnas, coceiras

TAMAQUARÉ contra herpes, sarnas, coceiras

929 TAMAQUARÉ (Caraipa grandifolia, Caraipa paraensis, Caraipa fasciculata, Caraipa excelsa, Caraipa minor)
Família.
Gutiferáceas.
Característica: Árvore da Amazônia, de que hã muitas espécies.
Valor terapêutico:
A Caraipa grandifolia (tamaquaré-grande) fornece, por incisão do tronco,
uma seiva mui útil nos casos de herpes, sarnas, coceiras.
O óleo tem as mesmas aplicações.
A Caraipa fasciculata é fornecedora de uma resina igualmente indicada, em uso externo, nas dermatoses: impigens, pitiríase, herpes, sarnas, eczemas, etc.
A Caraipa excelsa dá um bálsamo antidermatoso e especialmente anti-herpético.
A Caraipa minor (tamaquaré-miúdo) fornece um bálsamo antidermatoso, mui útil contra os herpes e o reumatismo.
Além disso, sua casca é depurativa.



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

TAMANQUEIRA (Fagara rhoifolia) útil na dispepsia flatulenta.

TAMANQUEIRA (Fagara rhoifolia) útil na dispepsia flatulenta.

928 TAMANQUEIRA (Fagara rhoifolia)
Família: Rutáceas.
Sinonímia: Tembetaru, tamanqueira-da-terra-firme.
Características: Árvore pequena.
Casca armada de espinhos grossos.
Valor terapêutico:
A casca, em decocção, é estomáquica, digestiva e estimulante.
A raiz é tônica e útil na dispepsia flatulenta.



quarta-feira, 19 de outubro de 2016

TAMARINDO (Tamarindus indica)

TAMARINDO (Tamarindus indica)

927 TAMARINDO (Tamarindus indica)
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Tamarino, tamarineiro.
Características: Árvore elevada, de 20 a 25 metros.
Casca espessa, parda, gretada.
Ramos assaz estendidos.
Folhas alternas, peciola-das, acompanhadas de duas estipulas laterais,
paripenadas.
Folíolos (10 a 15 pares) opostos, quase sésseis, pequenos, elípticos, obtusos,
inteiros, glabros.
Flores grandes, amarelo-esverdeadas, irregulares, dispostas 6 a 8 em cachos
terminais. O fruto é uma vagem espessa, de 10. a 12 cm de comprimento,
um pouco recurvada, marrom-averme-Ihada, apresentando estrangulamentos
de distância em distância, bem como várias lojas com um caroço cubóide
em cada uma.
Valor terapêutico:
O chá da polpa do fruto é um refrescante.
Emprega-se como calmante nas enfermidades inflamatórias e febris,
nas cólicas biliosas, nos embaraços gástricos, na disenteria, na diarréia,
na hematêmese.
"A polpa dos frutos", diz Paul Le Cointe, "é adstringente,
refrigerante, ... excelente contra as gastrites dós impaludados."
Parte usada: A polpa do fruto, em decocção.
Dose: 30 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.




terça-feira, 18 de outubro de 2016

TAJÁ-DE-COBRA (Dracontium asperum) contra mordedura de cobra.

TAJÁ-DE-COBRA (Dracontium asperum) contra mordedura de cobra.

926 TAJÁ-DE-COBRA (Dracontium asperum)
Família: Aráceas.
Sinonímia: jararaca, erva-jararaca.
Características: Planta herbácea.
Haste manchada de preto e de branco-esverdinhado.
Raiz tuberosa, comestível quando assada.
Valor terapêutico:
O suco da raiz, cáustico e tóxico, é usado interna e externamente
contra mordedura de cobra.
O pó da raiz seca tem indicação nos casos de asma, coqueluche, amenorréia, clorose.



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

TAIUIÁ anti-sifilítico.

TAIUIÁ anti-sifilítico.

923 TAIUIÁ (Trianosperma ficcifolia, Trianosperma gianduiosa,
Tria-nosperma tayuya, Cayaponia tayuya, Bryonia tayuya, Bryonia pinnati-fida,
Bryonia cordatifolia)
Família: Cucurbitáceas.
Sinonímia: Há vários tipos de taiuiás, denominados: Azougue-dos-pobres,
ana-pimenta, caiapó, purga-de-gentio, fruta-de-gentio, purga-de-pai-joão,
melão-de-são-caetano, abobrinha-do-mato, cabeça-de-ne-gro, etc.
Característica: Cipó.
Habitat: Comum no Rio, Minas, e outros Estados.
Valor terapêutico:
Paul Le Cointe diz, a respeito dos taiuiás, que a raiz tuberosa, amarela,
purgativa, é empregada na hidropisia, opila-ção, prisão de ventre, amenorréia, epilepsia, lepra, sífilis, dermatoses; que as folhas são usadas, em cataplasmas, como detersivas das úlceras; que os frutos são depurativos eficazes na sífilis e nas dermatoses, fazendo desaparecer as dores no caso de reumatismo sifilítico.
O Dr. J. Monteiro da Silva descreve, nas seguintes palavras, os efeitos
medicinais da raiz do taiuiá:
"É um medicamento muito empregado no tratamento das dores de
qualquer espécie.
É um valioso remédio para o reumatismo agudo e crônico, articular ou
poliarticular.
Tem ação calmante sobre as dores, e assim é indicado com êxito nas nevralgias
diversas, ciáticas, etc.
"É recomendado como anti-sifilítico.
"A ação poderosa do taiuiá na sífilis, no reumatismo, nas derma-toses,
torna-o um excelente medicamento, de grande valor e utilidade na prática médica."
Os taiuiás, segundo F. C. Hoehne, têm efeito enérgico contra as impurezas do sangue.
Emprega-se especialmente a raiz dessas trepadeiras, em decocção,
na dose de 10:1000.

TAIUIÁ-DE-ABOBRINHA no tratamento das dermatoses.

924 TAIUIÁ-DE-ABOBRINHA (Wilbrandia hisobiscoides, Dermphylla pendalina)
Família: Cucurbitàceas.
Sinonímia: Abobrinha-do-mato, gonu, taiuiá-de-cabacinho, taiuiá-de-cipó,
taiuiá-de-quiabo, aboboreira-do-mato.
Características: Planta trepadeira.
Raiz tuberosa.
Fruto amarelo, oval, arredondado, de 2 a 5 cm de comprimento,
contendo 12 sementes.
Valor terapêutico:
A raiz é drástica e útil na hidropisia, na sífilis e na erisipela crônica.
O fruto é purgativo. A planta toda é usada no tratamento das dermatoses.

TAIU1Á-MIÚDO (Alternaremina tayuya)

925 TAIU1Á-MIÚDO (Alternaremina tayuya)
Família: Cucurbitàceas.
Características: Cipó tortuoso.
Folhas alternas, cordiformes, pontiagudas.
Valor terapêutico:
Os frutos têm efeito laxante.



domingo, 16 de outubro de 2016

TAIOBA (Arum esculentum) cicatrização das úlceras.

TAIOBA (Arum esculentum) cicatrização das úlceras.

922 TAIOBA (Arum esculentum)
Família: Aráceas.
Sinonímia: Orelha-de-veado.
Características: Planta herbácea.
Folhas cordiformes, de 24 cm, esbranquiçadas por baixo.
Pecíolos longos.
Nascem imediatamente do alto da raiz.
As folhas são comestíveis.
Valor terapêutico:
As folhas, em decocção, são emolientes.
A raiz ralada promove a cicatrização das úlceras.



sábado, 15 de outubro de 2016

TABACO (Nicotiana tabacum) contra a sarna, os piolhos

TABACO (Nicotiana tabacum) contra a sarna, os piolhos

920 TABACO (Nicotiana tabacum)
Família: Solanáceas.
Características: Planta herbácea, cujas folhas secas são utilizadas
na preparação do fumo, que representa tão grande maldição para a humanidade.
Valor terapêutico:
O infuso das folhas é empregado, como parasiticida, contra a sarna, os piolhos,
os carrapatos, etc.


TABUA (Typha dominguensis)

921 TABUA (Typha dominguensis)
Família: Tifáceas.
Sinonímia: Taboa, partasana, bucha.
Outro idioma: Bul! rush (Inglaterra).
Características: Planta herbácea, palustre.
Rizoma rasteiro.
Folhas coriáceas e lineares, reunidas sobre um espadice cilíndrico.
Os colmos floríferos, que atingem uns 2 metros de altura, são encimados
por uma espiga redonda.
Forma densas associações nos lugares paludosos.
Habitat: Em todo o País.
Valor terapêutico:
Usa-se, em banhos, como emoliente.




sexta-feira, 14 de outubro de 2016

SURURUCA (Passiflora setacea) no tratamento das diarréias

SURURUCA (Passiflora setacea) no tratamento das diarréias

919 SURURUCA (Passiflora setacea)
Família: Passifloráceas.
Características: Planta trepadeira.
Folhas trilobadas.
Flores grandes, arroxeadas.
Valor terapêutico:
Utiliza-se o decocto no tratamento das diarréias crônicas.



quinta-feira, 13 de outubro de 2016

SURUCUÍNA (Eclipta alba) antiasmática e depurativa

SURUCUÍNA (Eclipta alba) antiasmática e depurativa

918 SURUCUÍNA (Eclipta alba)
Família: Compostas.
Características: Planta herbácea.
Folhas lanceoladas, sésseis, opostas.
Flores axilares e terminais.
Valor terapêutico:
É uma planta preconizada como antiasmática e depurativa.




quarta-feira, 12 de outubro de 2016

SUMAÚMA-DA-VÁRZEA na diarréia

SUMAÚMA-DA-VÁRZEA na diarréia

917 SUMAÚMA-DA-VÁRZEA (Ceiba pentandra, eriodendron anfrac-tuosum)
Família: Bombàceas.
Sinonímia: Samaúma, sumaúma.
Outros idiomas: Maho coton, Fromager, Kapokier (Guiana Francesa), Kapok-tree (Inglaterra).
Características: Árvore muito grande.
Madeira branca, muito leve.
Enormes sapopemas.
Sementes pequenas, oleaginosas, envoltas em paina alva ou pardacenta (o kapok empregado na confecção de salva-vidas). Dão um óleo amarelo-claro, comestível, que serve para a iluminação.
Habitat: Nas florestas inundadas ou pantanosas da várzea, e, bem assim, na terra firme, alta, argilosa.
Valor terapêutico:
A casca, em decocção, é útil na diarréia e na disenteria; é diurética;
é empregada contra a ascite e a anasarca.



terça-feira, 11 de outubro de 2016

SUMARÉ combate furúnculos

SUMARÉ combate furúnculos

916 SUMARÉ (Cyrtopodium punctatum, Cyrtopodium brasiliensis)
Família: Orquidáceas.
Sinonímia: Rabo-de-tatu, bisturi-do-mato, lanceta-milagrosa, cola-de-sapateiro.
Características: É uma espécie de orquídea, encontrada sobre os espiques de palmeiras e árvores expostas.
Caule invaginado, de até 1 metro de altura.
Do ápice de cada haste partem 6 a 8 folhas alternas, semelhantes às folhas embrionárias dos coqueiros, fortemente recurva-das, lanceoladas, longamente acuminadas, com até 60 cm de comprimento.
Inflorescência em forma de corimbos.
Perfloração irregular.
Brácteas membranosas, longamente lanceoladas, acuminadas, ondulo-sas, densamente maculadas de um verde-amarelo, riscadas transversalmente de vermelho-escuro.
Flores de sépalas ovais, oblongas, algo agudas, ondulosas, amarelo-esverdinhadas (maculadas), com riscas transversais cor de castanha; pétalas oblongas, obtusas, ondulosas, amarelo-claras, com pequenas manchas vermelhas na parte central e na base.
Valor terapêutico:
Extrai-se o suco da planta.
Embebe-se o algodão (algodão-de-farmácia) no suco e passa-se nos abscessos,
furúnculos, epiteliomas, etc.
Prepara-se, do cozimento da planta, um xarope contra a coqueluche e tosses rebeldes.
Parte usada: Toda a planta.



segunda-feira, 10 de outubro de 2016

SUCUÚBA (Plumeria sucuuba) antelmíntico e detergente

SUCUÚBA (Plumeria sucuuba) antelmíntico e detergente

913 SUCUÚBA (Plumeria sucuuba)
Família: Apocináceas.
Sinonímia: Sucuúba-verdadeira.
Características: Árvore média.
Madeira branca.
Fornece um látex.
Habitat: Na terra firme, na Amazônia.
Valor terapêutico:
A casca, em infusão, é empregada contra os embaraços gástricos.
É vomitiva em dose elevada.
O suco leitoso é antelmíntico e detergente, porém tóxico em alta dose.

SUCUÚBA (Plumeria fallax)

914 SUCUÚBA (Plumeria fallax)
Família: Apocináceas.
Sinonímia: Tiborna-traiçoeira.
Característica: Árvore pequena.
Habitat: É comum nos sertões do Nordeste, especialmente de Alagoas.
Valor terapêutico:
O suco leitoso, tóxico, é usado externamente contra o câncro venéreo.

SUCUÚBA DO PARÁ (Plumeria phagedenica)

915 SUCUÚBA DO PARÁ (Plumeria phagedenica)
Família: Apocináceas.
Sinonímia: Sucuúba-do-Rio-de-Janeiro.
Características: Árvore.
Folhas grossas.
Lindas flores grandes.
Fruto: vagem longa.
Valor terapêutico:
O suco leitoso é usado para expulsar os vermes intestinais.
Emprega-se também na blenorragia, nas úlceras e nas verrugas.



domingo, 9 de outubro de 2016

SORVEIRA (Callophora utilis) é vermífugo.

SORVEIRA (Callophora utilis) é vermífugo.

911 SORVEIRA (Callophora utilis)
Família: Apocináceas.
Características: Arbusto.
Produz fruto semelhante à mangaba e cujo suco serve para o preparo de vernizes.
Habitat: Amazônia.
Valor terapêutico:
O suco da sorva é vermífugo.

SORVEIRA-BRAVA (Pyrus aucuparia, Sorbus aucuparia, Mespi-lus aucuparia)

912 SORVEIRA-BRAVA (Pyrus aucuparia, Sorbus aucuparia, Mespi-lus aucuparia)
Família: Rosáceas.
Sinonímia: Sorveira-dos-passarinhos, sorvo-bravo, corno-godinho, tramagueira, cramaseira.
Características: Árvore.
Fruto globuloso, róseo, escarlate quando maduro.
Valor terapêutico:
O fruto é anti-hemorroidário, laxativo, e, em doses elevadas,
ligeiramente emético.
(Emético: Medicamento usado para provocar o vômito.)




sábado, 8 de outubro de 2016

SOLIDÔNIA (Boerhavia paniculata) contra as afecções do fígado

SOLIDÔNIA (Boerhavia paniculata) contra as afecções do fígado

909 SOLIDÔNIA (Boerhavia paniculata)
Família: Nictagináceas.
Sinonímia: Pega-pinto, celidônia.
Características: Planta herbácea.
As sementes, como as da erva-tostão, são uns carrapichos que
se prendem à roupa e à pele dos animais.
Habitat: Nos terrenos abandonados.
Valor terapêutico:
O infuso da raiz é empregado como diurético e como remédio
contra as afecções do fígado e da vesícula biliar.

SOLIDÔNIA (Trixis divaricata)

910 SOLIDÔNIA (Trixis divaricata)
Família: Compostas.
Característica: Planta herbácea.
Habitat: Medra em Minas, Rio de Janeiro, Pará e outros Estados.
Valor terapêutico:
O decocto das partes herbáceas, moles, é útil contra a oftalmia.
O extrato da raiz tem virtudes emenagogas.



sexta-feira, 7 de outubro de 2016

SOLDANELA-DÁGUA eupêpticas, febrífugas, antelmínticas, tônicas.

SOLDANELA-DÁGUA eupêpticas, febrífugas, antelmínticas, tônicas.

908 SOLDANELA-D'ÁGUA (Limnanthemum Humboldtianum)
Família: Gencianâceas.
Sinonímia: Aperana.
Características: Planta herbácea, rasteira, pequena.
Habitat: Medra na Amazônia, em Goiás, etc.
Valor terapêutico:
Contém propriedades eupêpticas, febrífugas, antelmínticas, tônicas.
(Antelmíntico: Que combate os vermes intestinais. Medicamento com essa propriedade.
O mesmo que anti-helmíntico.)


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

SETE-SANGRIAS anti-sifíliticas, depurativas, febrífugas

SETE-SANGRIAS anti-sifíliticas, depurativas, febrífugas

902 SETE-SANGRIAS (Cuphea ingrata, Cuphea ciliata, Cuphea aperta, Cuphea antisyphilitica, Cuphea lutescens)
Família: Litráceas.
Características: Planta herbácea.
Caule e ramos pubescentes.
Pelos purpúreos.
Folhas oval-cordadas, curtíssimo-pecioladas, opostas, glabras na face superior e pubescentes na face inferior.
Flores pequenas, com cálice tubuloso e pétalas róseas ou roxo-claras.
Esta descrição corresponde exatamente à Cuphea balsamona, mas as outras espécies também são conhecidas pelo nome de sete-sangrias, sendo empregadas para os mesmos fins terapêuticos.
Habitat: Rio de Janeiro, Minas e outros Estados.
Valor terapêutico:
As sete-sangrias, umas e outras, costumam ser empregadas,
na medicina popular, como anti-sifíliticas, depurativas, febrífugas
e diaforéticas.


SETE-SANGRIAS (Cuphea balsamona)

903 SETE-SANGRIAS (Cuphea balsamona)
Família: Litráceas.
Características: Erva de caule e ramos pubescentes; pêlos purpúreos e glandulíferos; folhas opostas, glabras na parte superior e pubes-cente na parte inferior; flores róseas.
Valor terapêutico:
É excelente remédio contra a arteriosclerose, a hipertensão arterial e as palpitações do coração.
É depurativa do sangue.
Limpa o estômago e os intestinos.
Aplica-se com bons resultados nas doenças venéreas, reumatismo, afecções. da pele.
Parte usada: Toda a planta.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.

SETE-SANGRIAS (Cuphea linifolia)

904 SETE-SANGRIAS (Cuphea linifolia)
Família: Litráceas.
Características: Planta herbácea. Há também outras com o mesmo nome, sendo da mesma família e do mesmo gênero.
Valor terapêutico:
É muito usada para tratar úlceras e feridas.

SETE-SANGRIAS (Declieuxia cordigera)

905 SETE-SANGRIAS (Declieuxia cordigera)
Família: Rubiáceas.
Sinonímia: Flor-de-santa-cruz.
Característica: Arbusto.
Valor terapêutico:
A raiz e as folhas são empregadas no tratamento das febres intermitentes.

SETE-SANGRIAS (Symplocos parviflora)

906 SETE-SANGRIAS (Symplocos parviflora)
Família: Simplocáceas.
Sinonímia: Pau-de-cangalha.
Característica: Árvore ou arbusto.
Habitat: Estados do Sul.
Valor terapêutico:
É considerado como poderoso febrífugo.

SETE SANGRIAS DO RIO-GRANDE-DO-SUL (Symplocos platy-phylla)

907 SETE SANGRIAS DO RIO-GRANDE-DO-SUL (Symplocos platy-phylla)
Família: Simplocáceas.
Sinonímia: Pau-de-cangalha.
Característica: Árvore ou arbusto.
Habitat: É comum no Rio Grande do Sul.
Valor terapêutico:
A casca da raiz, em decocção, é eupéptica, adstringente e útil no tratamento da malária.



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

SETE-CASCOS no curativo das úlceras.

SETE-CASCOS no curativo das úlceras.

901 SETE-CASCOS (Monimia friabilis)
Família: Monimiáceas.
Características: Árvore mediana, copada.
Folhas miúdas, alternas, ovais, lustrosas.
Flores nas axilas das folhas e nos ramos. O fruto se assemelha a um figo, contendo duas a quatro sementes.
Habitat: Vegeta nos Estados do Nordeste.
Valor terapêutico:
O decocto ou o pó da entrecasca tem aplicação no curativo das úlceras.



terça-feira, 4 de outubro de 2016

SERRALHA é bom remédio contra as hemorróidas

SERRALHA é bom remédio contra as hemorróidas

899 SERRALHA (Silybum marianum)
Família: Compostas.
Características: Planta herbácea.
Folhas grandes, espinhosas, si-nuado-denteadas, manchadas de branco.
Flores róseas, em capítulos terminais envoltos em brácteas agudas e espinhosas.
Valor terapêutico:
A tintura que se extrai das sementes é bom remédio contra as hemorróidas
e as ingurgitações do útero e da uretra.

SERRALHA-BRAVA (Sonchus oleraceus, Sonchus laevis)

900 SERRALHA-BRAVA (Sonchus oleraceus, Sonchus laevis)
Família: Compostas.
Sinonímia: Chicória-brava.
Características: Planta herbácea, de aproximadamente um metro de altura.
Folhas alongadas, sésseis, azuladas na face superior.
Flores amarelas e brilhantes. É uma planta leitosa que se usa em saladas.
Valor terapêutico:
O decocto é indicado contra a disenteria.
Além disso, é depurativo e desobstruente, sendo também recomendado
para fortalecer a vista, os nervos e o estômago.





segunda-feira, 3 de outubro de 2016

SERPÃO (Thymus serpyllum) contra a bronquite, a coqueluche

SERPÃO (Thymus serpyllum) contra a bronquite, a coqueluche

898 SERPÃO (Thymus serpyllum)
Família: Labiadas.
Sinonímia: Serpol, serpilho, planta-ursa, timo-silvestre.
Características: Planta vivaz, de forma muito variável.
Haste rasteira, emitindo numerosos ramos de até uns 30 cm de comprimento.
Folhas opostas, sésseis, ovais ou lanceoladas, de até 16 mm de comprimento, mais ou menos tomentosas.
Flores vermelho-rosadas, dispostas em capítulos terminais.
Toda a planta é muito aromática.
Valor terapêutico:
É bom remédio contra a bronquite, a coqueluche, e a diarréia.
10 gramas para 1 litro de água, em infusão.
Nos dois primeiros casos, pode-se adoçar com mel.
Externamente aplica-se o cozimento, em loções, para curar feridas supuradas.
50 gramas para 1 litro de água.
Em banhos quentes, dá bom resultado contra a debilidade geral, a paralisia, o reumatismo.
50 gramas para um litro de água.
Este vegetal é também um bom remédio contra a sarna.
Fazem-se loções. 100 gramas para 1 litro de água.
Parte usada: Toda a planta.





domingo, 2 de outubro de 2016

SERINGUEIRA tem propriedades vermífugas

SERINGUEIRA tem propriedades vermífugas

897 SERINGUEIRA (Hevea guyanensis, Siphonia guyanensis, Jatro-pha elastica, Siphonanthus elasticus)
Família: Euforbiáceas.
Sinonímia: Pau-seringa, pau-moeda, árvore-da-borracha.
Características: Árvore alta.
Folhas longipecioladas, compostas de três folíolos oval-alongados, pontiagudos, inteiros.
Flores em panícu-las terminais.
Fruto capsular, grande.
Amêndoa comestível. A árvore, por incisão no tronco, fornece um látex utilizado na fabricação da borracha.
Valor terapêutico:
O suco leitoso fresco encerra propriedades vermífugas.



sábado, 1 de outubro de 2016

SENSITIVA para combater as afecções do fígado

SENSITIVA para combater as afecções do fígado

896 SENSITIVA (Mimosa humilis, Mimosa pudica)
Família: Leguminosas.
Sinonímia: Malícia-das-mulheres, juquer, caá-eó, dorme-dorme, dormideira, erva-viva, juquiri-rasteiro, vergonha, vergonhosa.
Características: Subarbusto.
Haste recoberta de espinhos.
Folhas pequeninas, compostas.
Flores róseas, em calátides. O fruto é uma vagem pequena, eriçada de espinhos, contendo grãos como os de feijão.
Esta planta fecha os seus folíolos discretamente quando tocada por qualquer objeto.
Habitat: Âs margens dos cursos d'água e nos terrenos alagados.
Valor terapêutico:
Usa-se o infuso das folhas para combater as afecções do fígado, os reumatismos articulares, a prisão de ventre.
Exteriormente emprega-se, em banhos, para curar tumores.
Usa-se também, em gargarejos, nas inflamações da boca e da garganta.
O suco, em cataplasmas, tem aplicação nas úlceras cancerosas e nas moléstias do útero.
É purgativo em pequena dose, e tóxico em alta dose. A raiz lhe serve de antídoto.
A raiz é purgativa.